31.10
2011

Arte Moderna em Edimburgo!

Final de semana passado eu fui passear pelas regiões de Stockbridge e Dean Village, na parte norte de Edimburgo. Sendo assim, não poderia deixar de conhecer a Scottish National Gallery of Modern Art e a Dean Gallery.

Pra se localizar..

Os dois museus são relacionados a Arte Moderna, e de acordo com um projeto de renovação das Galerias, elas foram renomeadas e são identificadas como: Modern One (Scottish National Gallery of Modern Art) e Modern Two (Dean Gallery). As duas galerias ficam na mesma área, e são separadas pela Belford Road.

Chegando na Dean Gallery

Eu fui primeiro na Dean Gallery e logo na entrada, é possível ver algumas obras espalhadas pelo jardim. O edíficio onde fica a Dean Gallery antigamente era um orfanato, a arquitetura do prédio é realmente super bonita, porém o museu é pequeno.

Dean Gallery

Esculturas pelo jardim

A Dean Gallery é voltada somente para exibições de artistas Britânicos, principalmente Escoceses como Cadell, Raeburn, Peploe, Watt, entre outros.

No jardim da Dean Gallery

O primeiro andar tem apenas duas salas com exibições temporárias e uma ala dedicada ao artista e escultor Escoces (nascido em Edimburgo) Eduardo Paolozzi, onde é possível ver algumas de suas obras e uma réplica de como era o seu Studio de trabalho.

No primeiro andar

No segundo andar a exibição especial: F.C.B Cadell

E no segundo andar ficam as exposições pagas, atualmente está em cartaz: The Scottish Colourist Series: FCB Cadell, que começou em 22 de outubro e vai até 18 de março de 2012.

De um lado da rua, a entrada para a Dean Gallery

.. e do outro lado, a Scottish National Gallery

Do outro lado da rua fica a Scottish National Gallery of Modern Art e logo no portão de entrada tem uma escultura do tronco de um homem que parece estar preso no chão.

Várias esculturas espalhadas por todos os lados

Chegando na Scottish National Gallery

Nessa Galeria estão em exibição obras de vários artistas internacionais, como Dalí, Miró, Magritte, Picasso, Ernst, entre outros.

...

A Galeria

No jardim também estão várias esculturas modernas e super coloridas. Mas sem dúvida, o maior destaque fica por conta do jardim, com um lago envolvido por uma especie de colina de vários tamanhos, chamado de Landform (projeto do arquiteto Americano Charles Jencks, que atualmente mora na Escócia), dá pra caminhar pelas curvas dessa “escultura”.. achei super bonito e diferente!!!

O jardim é um dos grandes destaques!

...

O museu também não é tããão grande, e no primeiro andar além de as exibições temporárias gratuitas, ficam as exibições temporárias pagas, qdo estive lá era Tony Cragg, Sculptures and Drawings, que vai de 30 de julho a 06 de novembro de 2011. Já no segundo andar ficam as coleções de obras voltadas para os periodos do surealismo e dadaísmo, com trabalhos de Dalí, Miró, Magritte.. entre outros.

O Landform visto de dentro da Galeria

A entrada em ambas as Galerias é gratuita. Abrem todos os dias, das 10:00 as 17:00.

Vista do Landform por tras, quando eu tava indo embora!

Para chegar lá é bem simples, andando até o “final” da Princes St (sentido West End), procurar pela rua Palmerston Place (onde fica a St Mary Cathedral), seguir andando por essa rua até ela se transformar em Belford Road, dobrando a esquerda, já é possível ver as placas indicando uma das entradas pra Dean Gallery. O trajeto a pé não leva mais do que 15 minutos, mas também é possivel pegar o ônibus número 13 ou um shuttle especial (gratuito) que parte do The Mound.

Postado em Edimburgo, Escócia
30.10
2011

Halloween em Edimburgo!

No úlitmo final de semana do mês de outubro, em grande parte do mundo acontecem as festas do Dia das Bruxas ou Halloween, apesar de o dia oficial ser amanhã, dia 31 de outubro!

Essa semana, quando fui no supermercado, na farmácia, ou simplesmente andando pela rua, vários lugares já estavam no clima do Halloween, com decorações com aboboras, aranhas, teia de aranhas, máscaras horripilantes e por ai vai..

Quando chega nessa epóca, aqui em Edimburgo todo mundo só fala nisso.. talvez pq a cidade tenha vários ghost tours.. ou talvez pq seja uma das cidades mais mal assombradas de toda a Europa.. ou pq dizem que no Castelo de Edimburgo moram vários fantasmas.. enfim, seja qual for o motivo, o fato é que todo mundo tem planos para o Halloween!

Sexta-feira, andando pela Old Town, passei por várias lojinhas de fantasias e as filas estavam dobrando a esquina.. mas parei pra ver e bater umas fotos só por curiosidade mesmo, pois eu nunca gostei desse tipo de festa, aliás, não gosto de festa a fantasia também. Então me dei por satisfeita de apenas olhar os “doidos” fantasiados pelas ruas da cidade!

Cheguei até a cogitar de fazer um ghost tour..

Pra quem vem pra Edimburgo e gosta dessas coisas horripilantes, uma boa opção de ghost tour é ir visitar o Real Mary Kings Close, que fica na Royal Mile, de frente pra uma das laterais da Catedral de St Giles.

E eu cheguei a ir até lá.. o lugar é bem legalzinho, tem um bar/café na entrada, uma lojinha de souvenirs e a bilheteria.

Como esse ghost tour é beeeeeeem popular, é bom fazer a reserva pela internet, pois dependendo da epóca (principalmente no verão e durante o final de semana de Halloween, os ingressos esgotam rapidinho).

Conversei com uma funcionária que trabalhava lá e pedi como era, se era mto assustador e coisas desse tipo. Mas ela foi politicamente correta e não me disse nada demais! Então resolvi levar em consideração o que uma das minhas colegas de aula me disse e resolvi não fazer o tour! Infelizmente, eu sou muuuuito medrosa e não tive coragem!!

Voltando ao século 17, a cidade de Edimburgo estava passando por um sério problema de higiene, e com isso várias doenças começaram a aparecer. Assim, surgiu a idéia de “isolar” essa parte da cidade e construir uma nova cidade por cima. E foi assim que os Closes vieram a existir, na verdade os Closes não passam de ruas (e até casas) subterraneas, onde as pessoas mais pobres da cidade moravam!!

O Mary King’s Close se encontra bem embaixo do City Chambers, ou seja, no lado esquerdo da entrada do Close e na diagonal da parte dos fundos da Catedral de St Giles.

Na epoca em que a Peste Negra atingiu Edimburgo, as pessoas mais pobres da população foram simplesmente trancadas nesses Closes até a morte, isolando assim, as pessoas contaminadas.

Crueldade ou não, só de pensar naqueles labirintos, nas doenças, em como foi a vida daquelas pessoas durante essa epoca, nas historias dos fantasmas que ainda rondam o Close.. realmente, como eu já imaginava, não tive coragem de encarar esse tour!

Mary King’s Close abre todos os dias da semana, sempre as 10:00 e dependendo da estação do ano, o ultimo tour pode variar, se for no verão até as 21:00 e se for no inverno até as 17:00. Valor de 12,00 libras!!

Além desse tour, existem muuuuitos outros ghost tours na cidade e os cartazes de divulgação ficam na lateral da Catedral de St Giles e facilmente alguém vai oferecer folhetos ou até mesmo explicações de como são os outros tours pela cidade!

No site da BBC – Scotland tem mais sugestões, clique aqui.

Postado em Edimburgo, Escócia
28.10
2011

Andando de ônibus na Croácia e atravessando a fronteira entre a Croácia e a Bósnia!

Uma das melhores formas de conhecer o litoral Croata é alugar um carro.. porém, não foi isso o que eu fiz! A única opção que me restou foi andar de ônibus!!

Achar informações em inglês não foi muito fácil, a grande maioria dos sites tem a versão em inglês mas digamos que na prática não é bem assim, pois grande parte das informações não são traduzidas.

Então, depois de revirar a internet, finalmente eu achei um site com alguma informação que fosse relevante, lógico que não era possível comprar as passagens online, mas pelo menos dava pra ver quais empresas existiam e os trajeto, os horários e o tempo de duração de cada viagem.

Zadar - Split

As opções de ônibus são classificadas basicamente:

- quanto mais demorada a viagem, mais paradas vão ter e maior vai ser a possibilidade de conhecer bem o litoral e ver as paisagens;

- quanto mais rápida for a viagem, logicamente serão menos paradas, talvez até o ônibus seja direto, com apenas uma parada no caminho, porém a estrada é interna e não será possível ver o mar.

Nos dois trajetos que eu tive que utilizar os ônibus de linha, eu escolhi o trajeto mais longo (que nem é tããão longo assim, em torno de 1 hora ou 1 hora e 30 minutos a mais, no caso de Dubrovnik e no caso de Zadar ficou em 1 hora a mais), que foram:

- Split – Zadar – Split;

- Split – Dubrovnik.

De Split para Zadar eu escolhi a empresa Atlas, os ônibus são bem novinhos, pelo menos os dois que eu peguei (tanto na ida como na volta) eram!!

O deslocamento de Split para Dubrovnik eu fiz com a empresa Promet Makarska, mas essa empresa eu acabei escolhendo só pq o horário seria mais conveninte pra mim.. mas acabou sendo a que mais gostei. O ônibus que eu peguei além de não estar lotado, era novíssimo!!!

Split - Dubrovnik

Algumas considerações importantes a fazer:

- as passagens só podem ser compradas no guichê na rodoviária de cada cidade;

- em nenhuma das rodoviárias aceitaram euros e/ou cartão de crédito. Só aceitam a moeda croata mesmo, que é chamada de Kuna;

- a rodoviária de Split fica aberta até as 22:00 horas;

- a rodoviária de Dubrovnik fica beeeeem longe do Centro Antigo e das Muralhas;

- a empresa de ônibus Atlas também aceita que o embarque seja feito sem a passagem, pois eles vendem ela dentro do ônibus, mas só aceitam kuna como pagamento;

- já a empresa de ônibus Promet Makarska eu não vi ninguém comprando passagem dentro do ônibus, então acredito que não seja possível.

Empresa Promet Makarska, que faz o trajeto entre Split e Dubrovnik

Para ir de Split até Dubrovnik são duas as opções: de avião ou ônibus. Cheguei a pesquisar os preços da passagem aérea, mas acabei descartando, pois o voo não seria direto, eu teria que sair de Split e ir até a capital Zagreb e lá pegar outro voo para chegar a Dubrovnik, então acabei escolhendo ir de ônibus mesmo. O tempo que eu iria “perder” entre chegar mais cedo no aeroporto + o tempo de espera pelo outro voo + trocar de avião e tudo mais, daria praticamente a mesma quantidade de horas! Então eu encarei um ônibus estilo “pinga-pinga” com umas 4 horas e 30 minutos de duração mais ou menos.. e olha, as paisagens pelo caminho são tããão, mas tããão bonitas.. que nem vi o tempo passar!!

Só que para encarar o ônibus, tinha um “problema”, atravessar a fronteira com a Bósnia. Lá fui eu pesquisar se brasileiros precisavam de visto, como era, o que acontecia, qual era o procedimento, será que eu teria que preencher alguma coisa, será que eles iriam carimbar meu passaporte….

E assim, essa foi parte mais esperada da viagem.. fiquei me perguntando: Como seria atravessar a fronteira entre a Croácia e a Bósnia?!?! Confesso que eu tava com um pouco de medo, e não me pergunte o pq!! Talvez pq a “palavra” Bósnia me faça lembrar guerra!

O pequeno litoral da Bósnia, com apenas 25 km de extensão

Eu já tinha visto na internet que o litoral da Bósnia tem 25 km e que a a distância total entre a cidade de Neum, que é a única cidade litoranea da Bósnia e Dubrovnik era de aproximadamente 60 km, mais ou menos 1 hora. Então quando estava quase chegando perto das 3 horas de trajeto pelo litoral croata eu já comecei a suar frio heheheeheheh parece exagero né, mas eu tava sozinha e era minha primeira vez viajando nesses países, mas foi bem mais tranquilo do que eu imaginava, e eu sobrevivi!!

Vista do mirante, na cidade de Neum

Quando chegamos na fronteira Croácia – Bosnia Herzegovina o motorista do ônibus avisou que era pra ficar com o passaporte em mãos que um Oficial de imigração da Bósnia iria entrar no ônibus e conferir nossos passaportes.

E lá veio o Oficial, de uniforme marrom, com uma cara de “poucos amigos” e foi passando um por um, ele apenas olhou a foto e pronto. Nem foi preciso descer do ônibus e nem tive o passaporte carimbado.

Assim seguimos viagem, e mesmo sendo ônibus de linha, teve uma parada de 10 minutos numa espécie de mirante com um bar/restaurante e lojinha de souvenirs.

Na fronteira entre a Bósnia – Croácia, novamente o motorista avisou que o Oficial de imigração, só que dessa vez, da Croácia e de uniforme azul, iria entrar no ônibus pra conferir os passaportes. Essa parada foi um pouco mais demorada, o Oficial olhou um por um dos passaportes com muuuuita calma. Mas tudo certo.. a viagem continuou!

Cheguei em Dubrovnik já era mais de 16:00 horas… e da rodoviária até o Centro Histórico o trajeto é loooooongo, uns 30 minutos caminhando, mais ou menos!!

Postado em Bósnia e Herzegovina, Croácia, Dubrovnik
26.10
2011

“Esse deve ser o pôr-do-sol mais bonito do mundo”.. E não é que Alfred Hitchcock tinha razão!!!!

Eu estava hospedada em Split e como tinha sido bem tranquilo o dia anterior, eu consegui fazer tudo o que tinha programado, fui até a rodoviária e comprei um ticket de ônibus até.. Zadar!!

No outro dia, fiz um day trip de ônibus de linha. O horário escolhido foi sair ainda de manhã. O trajeto entre Split e Zadar não é muito longo não, fica em aproximadamente umas 2 horas e 15 minutos.. Com umas 2 ou 3 paradas pelo caminho!!

Zadar fica um pouco mais pro norte e tem uma população de aproximadamente 75 mil habitantes. Fica numa peninsula que é totalmente cercada por uma muralha (gostei dessa coisa das cidades na Croácia serem cercadas por muralhas, achei bem bonitinho). A cidade ficou bastante danificada após a Segunda Guerra Mundial e a Guerra da Iuguslávia, mas está se recuperando!!!

A rodoviária de Zadar fica fora da peninsula, mas é bem tranquilo ir caminhando até chegar perto das muralhas, são uns 10 ou 15 minutos de caminhada e é só atravessar uma ponte e pronto..

Para chegar na muralha, é só atravessar essa ponte.

mais um pouquinho está de frente para um dos vários portões que ficam nas muralhas venezianas e que dão acesso ao centro antigo da cidade! E é justamente nessa parte onde ficam todos as atrações de Zadar.

O calçadão a beira-mar de Zadar

O primeiro lugar que fui, foi na Universidade de Zadar (por ser o lugar “mais longe” – que na verdade nem é tão longe assim), que é a mais antiga de toda a Croácia e foi fundada em 1396 e ficou em funcionamento até 1807. Após um periodo fechada, em 2002 ela foi refundada e voltou a ativa!!! E foi justamente ali e junto com as universidades de Split e Dubrovnik que se desenvolveu a literatura croata.

Voltando da Universidade, parei numas lojinhas perto da praça principal da cidade, a Zeleni trg, e comprei uma garrafinha do tradicional Liquor Maraschino, que é feito com a cereja marasca e teve origem justamente nessa cidade!!

Na Zeleni trg, fica a Igreja Bizantina de São Donato ou Crkva svetog Donata, com sua forma cilindrica que se tornou o símbolo da cidade e recebeu esse nome em homenagem ao Bispo Donato que foi um dos fundadores da Igreja.

Igreja de São Donato e as ruínas de um Fórum Romano

O Bispo teve fundamental importancia na relação entre franco-bizantinos no Mar Adriático por volta dos anos de 801 e 814. Inclusive foi esse Bispo que resgatou as reliquias de Santa Anastácia (a padroeira da cidade) e levou de volta para Zadar.

E ali também, bem no meio dessa praça onde ficam as ruínas de um Fórum Romano, que data do ano 1 d.C e foi fundado pelo Imperador Romano Augustus, com varios “pedaços” de colunas, pedras, e artigos daquela época, totalmente desprotegidos, e dá até pra tocar (inclusive vi umas pessoas escalando algumas colunas e sentando no topo pra tirar foto)!!

Ruínas do Fórum Romano

A Igreja de São Donato utilizou vários materiais que pertenciam ao Fórum na sua construção!

Nessa praça também fica a Igreja de Santa Maria, tem um campanario com estilo romanico que pertencia ao Convento Beneditino que foi fundado em 1066 e é lá onde fica em exibição permanente o tesouro “The Gold and Silver of Zadar” que são peças feitas de ouro e de prata que foram encontrados por freiras.

Igreja de Santa Maria

Se seguir pro lado esquerdo nessa praça, tem um muro com várias peças e rostos esculpidos e um coluna feita de marmore.

...

...

E entrando por uma ruazinha, um pouco mais a frente fica a Catedral de Zadar ou Katedrala sv. Stošije ou também chamada de Catedral de Santa Anastasia de Zadar que é considerada a maior igreja da região da Dalmácia.

Catedral de Zadar

Foi construida em estilo romanico tardio misturado com gótico. Dois Papas já visitaram essa Catedral, o Papa Alexander III e Papa João Paulo II.

...

E pra finalizar a visita em grande estilo.. segui andando pelo calçadão a beira mar, até chegar onde fica o Orgão Maritimo ou Morske orgulje ou Sea Organ.

Orgão Maritimo

Essa escada de marmore recebeu esse nome, pois nela contem um “instrumento musical” que produz música por meio do vento e das ondas do mar que quando entram ou batem nos tubos situados nas escadarias, produzem som!!

e produz som meeesmo!! (que lembra uma flauta!)

Até eu chegar lá fiquei achando que seria apenas uns barulhos meio estranhos, mas não.. parece mesmo uma musiquinha.. e bem calma, por sinal!! Achei muuuito legal!!

o momento mais esperado em Zadar..

O Sea Organ é uma obra bem recente, que fez parte de um projeto de revitalização da cidade e foi inaugurado em 2005!! E como parte desse projeto, também foi feito o Greeting to the Sun, um dos melhores lugares para ver o pôr-do-sol em Zadar!

Eu e minha garrafinha de marasquino..

E foi justamente ali, onde fiz como Hitchcock, abri minha garrafinha de Liquor Marasquino e fiquei sentada, esperando o por-do-sol chegar!!

.. esperando o por-do-sol!!

… e Hitchcock tinha razão!!!

Postado em Croácia, Zadar
24.10
2011

Split: Minha cidade preferida na Croácia

Voltando a falar da minha viagem à Croácia durante a segunda semana de férias do curso de Inglês… Peguei um voo direto em Londres com destino a Split! O voo chegou no horário, ainda bem, pois durante o verão a Croácia tem 1 hora a mais com relação ao Reino Unido.

Split, vista do topo do Monte Marjan

Cheguei no Aeroporto Internacional de Split Kaštela (IATA: SPU), que é super pequeno, com apenas 1 terminal. A imigração já ficava grudada no portão de desembarque, ninguém me pediu nada, a oficial só olhou meu passaporte, carimbou e pronto.

Para ir do aeroporto até o centro de Split

O aeroporto fica a apenas 20 km do centro da cidade. Saindo do Terminal de desembarque, logo pro lado direito fica o terminal de ônibus. E a forma mais fácil de chegar até o centro da cidade é pegar o ônibus Direct Bus Line da empresa Pleso Prijevoz que sai 20 minutos após a chegada de cada voo. Então, é super tranquilo, não tem erro. O ticket custa 30 kuna ou 5,00 euros e pode ser comprado dentro do ônibus, antes da partida, com o motorista. Chegando em Split, o ônibus vai parar no final do calçadão chamado Riva, bem próximo a rodoviária.

A Riva, o calçadão a beira-mar de Split!

A cidade está localizada numa pequena península as margens do Mar Adriático e é cercada por montanhas, os Montes Kozjak e Mosor. A cidade parece ser pequena se levar em consideração somente o Centro Antigo, porém ela vai muito mais além e sua população chega ao 223 mil habitantes.

Split é uma cidade muuuuito antiga, com mais de 1700 anos de existência e inclusive já foram achados vestígios arqueológicos indicando que a região foi habitada por gregos antigos desde o século 6 a.C. A cidade já foi motivo de disputa entre Venezianos, Turcos Otomanos e até Napoleão Bonaparte apareceu nessa história. Teve ainda o período em que o Império Austro-Húngaro comandou a região, até que por fim a Croácia veio a fazer parte do Reino da Iugoslávia até outubro de 1991, quando finalmente conseguiu sua Independência.

Riva, com vários barzinhos, restaurantes e lojinhas

O dia amanheceu super nublado e com um ventão daqueeeles (sim, os ventos me perseguem!!). Olhando pela janela vi que a previsão do tempo estava se confirmando: tempestade!! Dito e feito, uns 20 minutos depois começou o chuvão e parecia que não ia ter fim. Então voltei a dormir mais um pouquinho e quando acordei novamente.. tchanrannnn.. um suuuper dia de sol!!

Split.. e o Palácio Diocleciano ao fundo!

A minha primeira parada foi no calçadão principal da cidade que é conhecido pelo apelido de Riva e/ou pelo nome oficial de Obala hrvatskog narodnog preporoda. É um calçadão enorme, de frente pro Mar Adriático, cheio de palmeiras, banquinhos a beira mar e com vários restaurantes e lojinhas.. enfim, um lugar super agradável!

Uma das portas de entrada do Palácio

Em frente a uma das portas do Palácio

Mas a principal atração da cidade fica por conta do Palácio Diocleciano ou Dioklecijanova palača (que pode ser acessado através da Riva pelo portão de Bronze) que foi construído entre os anos de 298 e 305 para ser um palácio fortificado que serviria de residência de verão para o Imperador Romano Diocleciano.

As ruazinhas que ficam dentro do Palácio, onde hoje estão várias lojas e restaurantes!

São quatro os portões de acesso ao Palácio: Porta Aurea (Zlatna vrata, Golden gate), Porta Argenta (Srebrna vrata, Silver gate), Porta Ferrea (Željezna vrata, Iron gate) e Porta Aenea (Mjedena vrata, Bronze gate).

Catedral de St Duje, que fica dentro do complexo do Palácio de Diocleciano

Dentro do complexo do Palácio, além de vários bares, restaurantes, lojinhas, casas de câmbio e sorveterias, ainda encontramos a Catedral de St Duje (St Duje é o santo padroeiro da cidade), o Mausoléu de Diocleciano e o “jardim” Peristil!!

”jardim” Peristil

As colunas do ”jardim” Peristil e a entrada da Catedral de St Duje

O outro lado do ”jardim” Peristil e suas colunas

Hoje em dia, o lugar onde é o Mausoléu de Diocleciano, antigamente era uma catedral e essa parte é considerada mais “bem preservada” do Palácio.  O Imperador viveu nesse ali durante os ultimos anos de sua vida e quando faleceu, seu corpo foi colocado dentro de um sarcofago dentro desse Mausoléu.

Caminhando pelas ruazinhas dentro do Palácio

O Peristilo é uma espécie de praça  que fica bem no meio do palácio e é cercado por várias colunas feitas de granito e mármore. O Peristilo é rodeado pelos vestibulos dos apartamentos privados, o Pórtico do Mausoleu e a fachada do Templo de Júpter.

Depois da apresentação Roman Guard, que acontece no Peristil

E é justamente nessa praça onde acontecem as apresentações teatrais da Roman Guard, relacionada com a época em que o Imperador Diocleciano e sua esposa Prisca moraram no Palácio, além de danças de folk. Após a apresentação, que acontece todos os dias ao meio dia, os atores vestidos como Romanos, ficam por ali tirando fotos com os turistas.

Monte Marjan

Em 1979, o Complexo do Centro Histórico de Split mais o Palácio de Diocleciano foram declarados Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

As escadas que dão acesso ao Monte Marjan

A vista, na primeira parada!

E pra terminar o dia, eu fui até o topo do Monte Marjan (da pra identificar o Monte de quase todas as partes da cidade, pois tem uma bandeira da Croácia enoooorme no topo). Para achar o ínicio da trilha, tem uma escadinha toda enfeitada nos pés do Monte e um pouco mais pra frente tem uma placa indicando por onde continuar.

Uma parte do trajeto é feito por rampa

A segunda parada é numa espécie de mirante!

Digamos que o Monte tem três estágios, o primeiro, onde dá pra ter uma boa vista de toda a cidade e tem um bar/restaurante (que estava lo-ta-do!!). O segundo estágio fica quase no topo, onde tem uma Igrejinha e da pra ver o sol caindo “atrás” das várias ilhas que acompanham o litoral Croata. Perfeito!!!

Quase chegando na terceira parada.. As ilhas no litoral Croata.. e o sol começando a se por!

Uma Igrejinha no caminho..

E não é a toa que a Croácia sempre se destaca quando o assunto é por-do-sol, pois o país tem uma posição privilegiada. E o terceiro estágio é bem no topo mesmo, lá onde está a bandeira!!!

Quando eu tava indo embora, vi a placa… Quando cheguei la, tive que pedir informção!

Mas, e ai qual foi o motivo de eu ter gostado taaaanto assim da cidade? O calor me vez “ver” só vantagens nessa cidade!!! Em pleno inicio de setembro, o calor estava impossível, e segundo especialistas dizem que esse ano o verão no sul da Europa estava igual aos verões Africanos, então imagine.. super quente e abafado e pra ajudar (ou seria.. piorar?) não tinha vento!! Sendo assim, a comodidade, as pequenas distâncias e a quantidade de coisas pra fazer na cidade (que não são muuuitas),  fizeram com que eu elegesse Split como sendo a minha cidade preferida!! Isso sem contar o ambiente agradável no calçadão, as Palmeiras, o pôr-do-sol, a vista pro Mar Adriático, a comida, a cerveja… Ih, motivos é o que não faltam!! =)

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