Papai Noel existe, e ele mora na Lapônia!
Um dos lugares que eu mais estava esperando para conhecer era a Vila do Papai Noel, na Lapônia (para entender o drama, clique aqui).
E pra quem já tinha ido tão longe, uns 8 km a mais para o norte não fariam a menor diferença.
A possibilidade de voltar no tempo e se tornar criança novamente, nem que fosse por apenas algumas horas, já vale a experiência!
Lá de longe, ainda dentro do ônibus, já dá pra ver todo o complexo, com sua arquitetura única, que já impressiona. Com relação ao tamanho, a Vila é até grandinha, mas tá muito longe de ser uma Disneylandia por exemplo, então dá pra conhecer tudo tranquilamente em um único dia.
Nos meses de inverno, como a luz do dia é minima, aproximadamente 4 horas, não dá pra desperdiçar um minuto sequer, e assim, eu fui conhecer primeiro tudo que ficava ao ar livre.
Pela Vila estão espalhados vários restaurantes, lojinhas de souvernis, alguns museus e um hotel novinho e exclusivo.
Pelo caminho há muitas tendinhas típicas dos Samis, o povo da Lapônia…
… que é rodeada de mata nativa, com muitos pinheiros…
… e ainda tem a linha do Circulo Polar Ártico atravessando a Vila do Papai Noel…
Existe também uma infraestrutura boa de hospedagem, com um Hotel dentro da própria Vila (e já dá pra imaginar o preço)…
Na verdade não é exatamente o que se espera de um hotel convencional, este, é formado por várias cabanas individuais, que fez com que a idéia ficasse super original e de muito bom gosto!!
(na foto acima, ao fundo fica a Vila do Papai Noel)
E ainda tem mais… o Christmas exhibition, mostra um pouco das tradições, decorações raras e hábitos do Natal nos quatro cantos do mundo…
Tem ainda a Sede Principal do Correio Oficial do Papai Noel, que mais parece um mundo mágico com muitos Elfos e Duendes do que um Posto de Correio…
Ao lado, fica a Cabana/Museu em homenagem a Eleanor Roosevelt, esposa do presidente americano Franklin Roosevelt. Ela foi a primeira turista a visitar a região ainda quando a cidade estava sendo fundada, a mais de 50 anos atrás.
A visita de Eleanor mais os boatos que surgiram depois de uma reportagem em um programa de rádio da região sobre a existencia do Papai Noel, fizeram essa arte da Finlândia prosperar e esses “eventos” juntos, são considerados os precursores do turismo na Lapônia!
Com a construção da Vila, em questão de 3 a 4 anos, o número de visitantes aumentou consideravelmente, passando de centenas a milhares de visitantes por ano!
E por ultimo, quando já estava escuro (tipo, 14:30 da tarde), me dirigi ao edificio principal da Vila, onde pude encontrar o Bom Velhinho, na Casa do Papai Noel.
A primeira impressão, muitas crianças na fila para entrar na Casa (ou seria Sala) do Papai Noel. Fiquei me enrolando um pouco (traduzindo, criando coragem) pra ficar na fila junto com a criançada heeheheheh
Enquanto isso, fui conhecer a Loja Swarovski, com produtos exclusivos e tudo o que se possa imaginar que esteja relacionado com o tema Natal, é claro!
Ainda há uma loja de souvenirs, não muito grande, mas com uma boa variedade de produtos exclusivos do Papai Noel e de sua Vila!
Para conseguir entrar na Sala onde fica o Papai Noel, é preciso pagar! Sim, essa parte da visita não é gratuita, infelizmente! E ao comprar o direito de colocar os pés por alguns minutos nessa salinha, esqueça a camera e aproveite o momento. Não é possível nos mesmos batermos as nossas próprias fotos. A equipe que acompanha o Papai Noel, os seus ajudantes, registram todos os momentos, e no final escolhemos algumas fotos que são agrupadas com outras fotos que já estão pré-selecionadas e assim é montado um CD. Ou ainda, dá pra comprar uma unica foto impressa. E essa é a única recordação que recebemos!
Mas e afinal, depois desse dia todo andando na Vila, todo mundo me pergunta… Papai Noel realmente existe?
Segundo diz a lenda (que nem é tão lenda assim) tudo começou a muito tempo atrás, por volta do século 14, na Turquia. Baseado em uma história verdadeira, São Nicolau, um bispo de barbas brancas looongas, muito preocupado com o bem estar de todos ao seu redor, tornou-se uma pessoa extremamente caridosa e generosa. Mas fazia isso de forma secreta, e com isso, conseguia ajudar cada vez mais pessoas… Logo, esse bispo acabou recebendo o apelido de ‘Papai Noel’. Então, Papai Noel realmente existe e a mais de meio século ele está por aí alegrando a criançada!
E hoje em dia a lenda fica por conta das renas voadoras que percorrem o mundo, levando o Papai Noel e seu enorme saco de presentes a todas as crianças e o mais incrivel, em apenas um único dia!
E pra continuar no clima, e já que Papai Noel realmente existe, como diriam os finlandeses… Hyvää joulua!! (ou.. Feliz Natal!!!)
Ah, antes que eu esqueça… Para chegar até lá, partindo de Rovaniemi, existem duas opções: contratar um tour privado (com tempo de visita pré-definido) ou ir de ônibus de linha. Eu fui de ônibus, com o Santa’s Express, que parte de uma em uma hora, da frente da Estação de ônibus da cidade. O ônibus é o número 8 e para na porta de entrada da Vila do Papai Noel. O trajeto é bem curto, uns 20 minutos, no máximo.
Obs. 1: bem perto da Vila do Papai Noel existe ainda o Santa Park e o Santa’s Ice Park que ficam bem próximos a Vila do Papai Noel, dá pra ir caminhando. Eu não fui, mas fica a dica, principalmente que estiver viajando com crianças!
Obs. 2: A entrada na Vila é gratuita, somente para entrar em alguns museus ou parques é preciso pagar!
Obs. 3: Foto do Papai Noel foi retirada do material que eu comprei, quem sabe um dia eu coloco a minha por aqui! =)
Hotel Santa Claus, em Rovaniemi
Tá ai uma tarefa dificil quando o assunto é hotel na Lapônia. Não por causa da localização ou por falta de opção, que são poucas, mas existem! O maior problema foi o preço mesmo x relação do que era já era oferecido no preço da diária. Vamos por parte..
- localização: todos os hotéis ficam bem no centrão da cidade, e quanto mais próximo a rua Koskikatu, melhor a localização. Pq pense bem.. uma simples voltinha pela cidade ou uma curta caminhada até um restaurante, e sem a pratica de caminhar na neve pode virar um pesadelo!
- opções: não são muitas as opções de hotéis, as poucas que tem, analisando de uma forma geral, todos os hotéis são bem parecidos. Oferecem os mesmos serviços e tanto café da manhã como internet são pagos a parte.
Hostel acho que é uma coisa mais recente na cidade, lembro que em 2010 quando estava organizando a viagem que não aconteceu, praticamente eles nem exisitiam, e se exisitiam, não eram divulgado em lugar algum, pq eu achei bem poucos!
Eu acabei escolhendo o Hotel Santa Claus que está muito bem localizado, a meia quadra da rua Koskikatu, próximo a muitos restaurantes e a meia quadra da principal praça da cidade, a Lordi Square, onde também fica o shopping da cidade, o Sampokeskus.
Pro padrão dos hotéis escandinavos, sempre moderninhos e com um design diferenciado, esse hotel passa por bem simples!
No geral gostei bastante do hotel, bem limpo, organizado e quanto ao atendimento não tenho do que reclamar. Recomendo!
Os quartos são beeem espaçosos, no lado de fora de cada quarto tem um armário para guardar os apetrechos de inverno (pra quem for esquiar, por exemplo).
No hotel ainda tem um bar no andar térreo e um restaurante no segundo andar. Infelizmente eu não tive a oportunidade de ir em nenhum dos dois, mas estavam sempre lotados.
Está localizado na rua Korkalonkatu, 29. FI-96200, Rovaniemi.
Chegando na Lapônia
O voo partindo de Helsinki estava no horário, enquanto estava me deslocando pro portão de embarque fiquei imaginando como aquele voo ia ser barulhento e cheio de crianças chorando.
E pra minha surpresa, obviamente tinham algumas crianças, eram tão poucas, que acredite ou não, dava pra contar em apenas uma mão. Isso fez com que eu me sentisse um pouco melhor heeheheh Na verdade, eu tava morrendo de vontade de ir, mas ao mesmo tempo, tava morrendo de vergonha de ir nessa idade, digamos que já estou um pouco grandinha para esse tipo de passeio!!! =)
A espera por esse dia foi graaande, quase 2 anos, e finalmente coloquei meus pés na Lapônia!!!! E a minha primeira impressão? Melhor impossível, mesmo com todo aquele frio, vento e neve!!!
Saindo do avião, a primeira coisa que vi foi uma placa onde estava escrito: “The official airport of Santa Claus”, e as expectativas só aumentaram!
Como meu voo chegou um pouco tarde, por volta das 21:00 horas, nem tive tempo de fazer nada, fui direto pro hotel!
Na prática, é necessário levar em consideração algumas coisas antes de fazer uma viagem à Lapônia:
- No inverno, os dias são curtíssimos, amanhece por volta das 10:30 e já começa a escurecer as 14:30;
- Botas de neve, nem pense em ir pra Lapônia sem elas!! Pra mim, mesmo com as minhas galochas da Hunter, ainda tinha que me cuidar ao andar na neve, muita quantidade, e assim fica dificil saber se ao caminhar eu ia pisar levemente ou ia afundar, com a neve chegando a bater nos meus joelhos. Mas o ponto alto de tudo isso, foi ver algumas pessoas andando de bicicleta, normalmente, na maior facilidade, como se nem existisse neve no chão! Nem preciso dizer como fiquei me sentido ao ver essa cena! hehehehe
- A Lapônia é um destino um pouco mais caro que a média, isso pq além de tudo o que envolve o Natal e a presença do Papai Noel, ao redor de Rovaniemi existem várias estações de esqui;
- Para chegar até a cidade de Rovaniemi, capital da região da Lapônia, não existe voo direto de nenhum lugar da Europa, então, é obrigatório uma parada em Helsinki;
- A única empresa que opera voo para lá é a Finnair, saindo de Helsinki (também há opção pela Norwegian, com escala em Oslo ou Helsinki, e ainda pela AirBaltic, com escala em Riga);
- o número de hotéis e albergues é bem limitado, com poucas opções, então o ideal é organizar a viagem com um pouco mais de antecedência do que o normal.
Depois de saber de tudo isso… ainda tem mais!
O Aeroporto de Rovaniemi (IATA: RVN) é considerado o quarto aeroporto mais movimentado do país em número de passageiros que por lá passam todos os anos. O aeroporto fica bem perto do centro da cidade, a uma distância de apenas 10 km, no norte da cidade, ou seja, a gente já chega atravessando a linha do Circulo Polar Ártico!
Para ir do aeroporto até o centro da cidade, existe duas opções: táxi e o Airport Bus. Eu acabei optando pelo ônibus, que na verdade é uma van, e essa é uma linha especial que nos leva diretamente até a porta do nosso hotel, em apenas 15 minutos!! O ônibus parte 20 minutos após a chegada de cada voo. O valor do ticket é de 7,00 euros cada trajeto.
Caso o hotel ou hostel não esteja na lista que aparece nessa placa, é só falar com o motorista que ele também pode dar uma ajudinha, se não der pra deixar na porta, ao menos ele pode deixar bem perto! (a cidade é super pequena, a primeira impressão parece que os hotéis são super longes um dos outros, mas na verdade, é um do ladinho do outro praticamente)!
Já a volta, partindo do centro da cidade até o aeroporto, é um pouco mais chatinha. O ônibus não é tão frequente, saindo 1 hora antes de cada voo. Lembro que quando usei, eu nem tinha feito o check-in ainda, então eu tava super apreensiva e quase a beira do desespero pra chegar um pouco antes.
No site dizia que era só agendar através da internet o dia e horário que o ônibus passaria no hotel pra nos buscar, fiz isso, mas na prática acabei descobrindo na recepção do hotel, que o esquema é um pouco diferente.
Uma dica que deixo, é se for usar esse serviço, cuidar no site do aeroporto qual é o voo anterior, e pegar esse onibus! Melhor ser prevenido e ficar esperando no aeroporto, do que acontecer alguma coisa e ainda perder o voo! O aeroporto é minusculo, mas ao menos oferece internet wi-fi gratuita, sem limite de tempo. Alias, é assim em todos os outros aeroportos do país, internet free! Uma maravilha!
Obs.: A rota feita pelo Airport bus entre a cidade e o aeroporto é a seguinte: Bus station – Hotel Scandic – City-Hotel – Hotel Cumulus – Hotel Santa Claus – Hotelli Vaakuna – Hotel Pohjanhovi – Airport.
Detalhes de Helsinki
Falando em Helsinki, duas coisas que sempre que ouço falar me lembram a Finlândia: inverno e corrupção (ou melhor, a falta dela)!!
A Finlândia está sempre no topo da lista do Transparency International, um indíce que mede a corrupção de todos países no mundo. E pra nós brasileiros, isso chama atenção imediatamente, ainda mais se resolvemos comparar!
No inverno, achei bem estranho acordar as 09:30 da manhã e o dia ainda está começando a clarear. Todos os dias em que estive em Helsinki, o tempo estava nublado e/ou chovendo, então fiquei com a impressão que nem chega a amanhecer meeeesmo! E um pouco depois das 15:00 já voltava a escurecer novamente.

Um pouco antes das 9:00 da manhã de um domingo, em Helsinki, essa é a rua Aleksanterikatu, deserta!!
Conclusão, pouquíssimas horas de luz natural, e assim, eu já sabia que o dia iria começar bem cedo, não tem jeito!
Uma coisa me chamou atenção enquanto caminhava pela rua Aleksanterikatu. Ao lado da placa onde está o nome da rua, tinha mais uma plaquinha azul com a figura de um animal.
Procurei pela internet e não consegui achar uma explicação lógica para isso! Se alguém souber… =)
Ainda na rua Aleksanterikatu, a vitrine da loja de departamento Stockmann estava simplesmente linda!!! Além de da musiquinha, q eu adorei (todos os dias no caminho pro hotel, eu passava por ali pra escutar um pouco), tudo era animado, ou seja, todos os bichinhos se mexiam!
Outra coisa que chama bastante atenção são as varias galerias de lojas espalhadas pela cidade. Seus letreiros luminosos indicam quais as lojas podem ser encontradas naquele edificio.
Essa foi uma ótima idéia, pois tem dias em que a temperatura chega facilmente a – 20º, o que dificultaria sair as compras na cidade, já que o vento, chuva e neve não dão trégua!
Helsinki
Helsinki, a capital da Finlândia mais parece uma cidade de interior, com um pouco mais de 580 mil habitantes, tem um transporte público variado e eficiente, mas para os turistas, o bom mesmo é percorrê-la a pé.
Um pouco mais afastada do centro fica a Igreja Temppeliaukio, com seu estilo completamente diferente e até digamos, inesperado, acabou se tornando uma das atrações mais visitadas de Helsinki.
Igreja na Rocha, como o próprio nome sugere, foi construida dentro de uma rocha de granito. Vista de fora, ela parece uma igreja bem moderna, e quando estamos lá dentro, as aberturas no teto e a própria rocha que é a parede da igreja, dão a impressão de que estamos dentro de uma cratera.
O bom mesmo é caminhar ao redor dela, e dá até pra subir as rochas e chegar bem perto do “teto”.
O restante das atrações, ficam todas bem próximas.. e tudo gira em torno da rua Aleksanterinkatu, principal rua de comércio da cidade. E é onde fica a principal loja de departamento do país, a Stockmann.
Seguindo essa rua, logo cheguei em uma praça, a Praça do Senado, onde fica a Catedral de Helsinki, a Helsingin Tuomiokirkko, que além de ser um dos símbolos do país, é a principal igreja da cidade. Tem um estilo neoclássico super elegante com cúpulas verdes fazendo um belo constraste e rodeada pelos 12 apóstolos no teto.
No meio da praça, impossível não notar além da estátua do Imperador Russo Alexander II, a árvore de Natal gigaaante e o mercadinho de Natal da cidade.
Um pouco mais adiante, fica a Praça do Mercado, que em finlandes é chamada de Kauppatori, estão localizadas a Prefeitura e o Palácio Presidencial.
No caminho pra Catedral de Uspenski, já que eu fui pelo caminho mais longe, acabei encontrando pelo caminho..
Dali, já dá pra avistar a Catedral Ortodoxa Russa de Uspenski, para chegar até lá, é só ir se guiando pelos seus domos.
Infelizmente quando cheguei, a Catedral já estava fechada pra visitas, mas a vista lá do alto, é super bonita e vale a pena!
E pra terminar o dia, uma ultima passadinha na Praça do Senado, pra tirar umas fotos da árvore de Natal iluminada!
Hora de partir, pegar o voo de Helsinki com destino a… Lapônia!













































































Comentários