31.03
2012

Visita ao Palácio de Buckingham

Entre as milhões de atrações turisticas que existem em Londres, certamente uma das mais populares é a visita ao Palácio de Buckingham que acontece todos os anos, desde 1992, durante o verão Europeu! São apenas 8 semanas, nos meses de agosto e setembro, enquanto a Rainha e o Duque de Edimburgo passam suas férias na Escócia.

Eu tive a oportunidade de visitar o Palácio por dois verões consecutivos, a primeira vez foi em agosto de 2010 com meus pais e meu irmão, e a segunda, no ano passado.

O Palácio de Buckingham é a residência oficial da Rainha Elizabeth II e do Príncipe Phillip, o Duque de Edimburgo, além de ser também o seu lugar de trabalho.

O Palácio, que pertencia ao Duque de Buckingham, foi construido no inicio do século 18, e anos mais tarde foi comprada pelo Rei George III. Não era utilizado com frequencia, já que naquela época o Rei preferia morar no Castelo de Windsor. A primeira Rainha a morar no Palácio foi a Rainha Victoria (por isso tem uma estátua dela em frente ao palácio).

No total, são mais de 700 comodos, e durante a visita temos acesso a apenas 19 deles, que são chamados de State Rooms e fazem parte da ala pública do Palácio, onde a Rainha recebe convidados durante atividades oficiais, como banquetes, nomeações e entregas de títulos. Além disso, ainda são expostos alguns tesouros da Royal Collection como pinturas, esculturas de Canova, porcelas de Sèvres, e movéis super luxuosos.

Em 2010, vimos a exibição principal que prestava uma homenagem a Rainha Elizabeth II, chamada de The Queen’s Year. Lá tivemos a oportunidade de ver como é o dia-a dia de trabalho dela, e pra quem acha que vida da Rainha é moleza, vimos que o trabalho dela é coisa séria, já que ela além de comandar o Estado, também comanda a Igreja e o Exército. Também vimos através de fotos a participação dela em eventos importantes, tanto no Reino Unido como em outros países. Alguns desses eventos ou cerimônias são tão tradicionais, que ela vem repedindo ano após ano, desde que subiu ao trono em 1953. Um dos eventos mais clássicos e tradicionais, é o discurso de Natal feito pela Rainha, que é transmitido todos os anos pela BBC no dia de Natal.

Já no ano passado, os grandes destaques foram a exibição da coleção Fabergé, a Abertura do Parlamento e o vestido de casamento de Kate, a Duquesa de Cambridge. O que mais juntou pessoas, foi onde estava exposto o vestido de noiva, e deu pra ver bem de pertinho, o vestido era todo bordado, super bonito!! E ainda, estavam expostos também os sapatos, brincos e uma réplica do buquê. Uma das coisas que achei mais legal foi a coleção de obras de Carl Fabergé, que além dos famosos Ovos Fabergé, ainda tinha objetos em miniatura, todos feitos a mão. E ainda tinha alguns objetos que a Rainha Elizabeth II ganhou de presente no seu casamento com o Duque de Edimburgo e um caderno que pertencia a Rainha Victoria, onde cada convidado que compareceu ao seu Diamond Jubilee assinou que estava presente.

Ao chegar lá, devemos ir até o Ticket office e trocar o voucher enviado por email pelos ingressos. Há um forte esquema de segurança na entrada do Palácio, assim como é feito nos aeroporto, onde somos revistados. Recebemos o audio-guide, que existem em muitos idiomas (mas não tem em português ainda).

A visita no Palácio começa no Grand Hall e conforme vamos seguindo o trajeto já demarcado e que é unico, vamos escutando um pouco das histórias e curiosidades de cada uma das 19 salas que temos acesso.

Foto retirada do site oficial The British Monarchy. Photo: Derry Moore.

Foto retirada do site oficial The British Monarchy. Photo: Derry Moore.

A Blue Drawing Room, na minha opinião, depois das Escadarias, é uma das salas mais bonitas do Palácio. É aqui onde acontecem as recepção dos convidados para festas, eventos e cerimonias onde a Rainha cumprimenta todos os seus convidados.

Foto retirada do site oficial The British Monarchy

Foto retirada do site oficial The British Monarchy

A parte mais impressionante fica por conta da Grande Escadaria, que foi incluida no Palácio, depois da reforma solicitada pelo Rei George IV, que pediu ao arquiteto John Nash que trasformasse a “simples” casa em um Palácio. A escada é toda folheada a ouro. Inclusive enquanto estamos subindo, nas paredes estão alguns retratos de membros da familia real, que foram pintados e expostos ali a pedidos da Rainha Victoria. Essas obras de arte estão totalmente protegidas por um vidro e com um alarme em cada obra. Parece exagero, mas é assim mesmo, afinal, todo cuidado é pouco.

Foto retirada do site oficial The British Monarchy. Photographer: Derry Moore.

Foto retirada do site oficial The British Monarchy. Photographer: Derry Moore.

Essas escadas nos levam a principal sala do Palácio de Buckingham, a Ballroom, a maior sala multiuso do palácio. O maior evento realizado nessa sala é o State Banquet, onde a Rainha oferece um jantar para o primeiro Chefe de Estado de outro país que esteja visitando o Reino Unido. Outro evento que também se destaca é Diplomatic Reception que acontece todos os anos em novembro, e a Rainha recebe mais de 1500 diplomatas de mais de 130 países, além de membros do Governo Britânico, ex Primeiros-Ministros, os Arcebispos de Canterbury e de York. Outro evento importante é o Investiture, onde cidadões britânicos recebem concecorações e medalhas da Rainha.

Foto retirada do site oficial The British Monarchy

Foto retirada do site oficial The British Monarchy

Ainda podemos conhecer também a Sala do Trono, onde foram tiradas as fotos oficiais do casamento de William e Kate, Salão de Bailes, a Sala de Jantar totalmente decoradas com as obras da Royal Collection, é impossível não ficar impressionado vendo tudo isso tãããão de pertinho!

Foto retirada do site oficial The British Monarchy. Photographer: Peter Smith.

Foto retirada do site oficial The British Monarchy. Photographer: Peter Smith.

Um pouco antes da visita terminar, passamos por um corredor cheio de estátuas e bustos, que nos levam a White Drawing Room. Essa sala é bastante utilizada pela Rainha em audiencias, sejam elas, as semanais com o Primeiro-Ministro, ou com qualquer outro convidado.

Foto retirada do site oficial The British Monarchy

Foto retirada do site oficial The British Monarchy

E pra terminar mesmo a visita, deixamos o audio-guias na saida do Palácio e ainda temos acesso aos Jardins privados da Rainha. Todos os anos, um pouco antes da Abertura de Verão, a Rainha oferece algumas festas e recepções para pessoas comuns, que vem de todas as partes do Reino Unido, pq receberam um convite especial da Rainha para esses eventos.

Ainda durante o verão, é montado um Café provisório para atender os turistas. E é claro que não podemos caminhar pelos jardins, mas podemos ver, enquanto seguimos até a Lojinha de souvenirs.

Ah, e só como curiosidade, a Rainha e o Duque moram em um apartamente privado na parte norte do Palácio. O andar inferior de todo o Palácio é utilizado pelos funcionários do Palácio de Buckingham, assim como a ala sul.

Cada visita dura aproximadamente 2 horas e é feira das 9h45 às 18:30 hrs. Ao comprar o bilhetes, a data e hora da visita já estão especificadas, e se não chegar a tempo, perde a visita!

Obs. 1: todas a fotos da parte interna do Palácio foram retiradas do site oficial The British Monarchy.

Obs. 2: os ingressos para esse ano já estão a venda, e quem pretende incluir o Palácio no roteiro, é bom se apressar, pois os ingressos costumam esgotar rapidíssimo!!

Postado em Inglaterra, Londres
29.03
2012

British Museum

Um dos lugares que não conseguimos incluir no roteiro da nossa primeira viagem à Londres foi o British Museum, então dessa vez ele não poderia ficar de fora!

Aproveitando que a chuva tinha piorado, a essa altura já chovia forte, saimos da Catedral de St Paul e pegamos um taxi até o museu, isso para nao perder tempo no deslocamento e aproveitar ao máximo a nossa.

Acho que ficamos umas duas horas lá, que mal deram pro gasto. Conseguimos ver pouquissimas coisas, pq o museu é realmente enoooorme!

O Museu Britânico, que na verdade poderia ter um nome mais globalizado, abriga desde 1753 mais de 8 milhões de itens. Logicamente que o museu não começou com todos essas peças no seu acervo, ano após ano as peças foram anexadas/compradas/emprestadas ao acervo.

Atualmente, além de peças relacionadas aos períodos romanos, greco e egípcios, a coleção ainda conta com peças relacionadas a Europa, Oriente Médio, e outras tantas ilhas e países do mundo. Além de coleções de alguns objetos como relógios, máscaras, moedas, estátuas, entre outros.

Algumas das coisas que eu mais queria ver no museu eram: a coleção de pecinhas de xadrez que foram encontradas na Ilha de Lewis na Escócia, além do Moai que veio diretamente da Ilha de Páscoa, as Múmias do Egito, a Pedra de Roseta, os Mármores de Elgin, e é claro, a arquitetura do Great Court, obra do arquiteto britânico Norman Foster.

Mas como eu disse no inicio, o tempo que ficamos lá, não deu pra ver tudo isso, é claro! Mas durante a nossa caminhada pelo museu, acabamos encontrado alguma coisa pelo caminho.

E a primeira foi a Rosetta Stone, que tem uma história polêmica, já que o Egito reivindica e quer essa reliquia de volta. Foi atráves dessa pedra que históriadores conseguiram desvendar e decifrar os hieróglifos. Pretando bem atenção, os pesquisadores descobriram que na pedra, o mesmo texto está escrito em três idiomas: hieróglifos egípcios, demótico e grego antigo. A Pedra acabou recebendo esse nome pq foi encontrada nas margens do rio Nilo, na cidade de Roseta, em 1799 pelo exercito de Napoleão.

Muitas estátuas, modelos de totens, totens. O Moai chamado de Hoa Hakananai’a, da Ilha de Páscoa.

E por último o Great Court, com o seu teto de vidro. A construção no centro é onde fica a Sala de Leitura, e foi onde, também, Karl Marx escreveu o Manifesto of the Communist Party.

Abre todos os dias, das 10:00 as 17:30 e nas sextas-feiras até um pouco mais tarde. A entrada é gratuita, somente algumas exposições especiais são pagas. O museu está localizado na Great Russell Street e a estação de metro mais próxima é o Tottenham Court Road/Holborn/Russel Square.

Postado em Inglaterra, Londres
28.03
2012

Londres vista do topo da Catedral de St Paul

Nessa nossa viagem a Londres, um dos únicos lugares que minha mãe fez questão de voltar foi a Catedral de St Paul. Saindo da nossa visita ao HMS Belfast, ainda continuava aquela chuvinha fraca sem graça, mas mesmo assim, resolvemos atravessar o rio Tâmisa e seguir até o coração da cidade, a The City.

A Catedral é um dos melhores lugares, depois da London Eye para ver Londres do alto e de todos os ângulos. O que muita gente não sabe, que ao comprar o ticket, junto com o valor do ingresso podemos visitar a cúpula da Catedral, que rende ótimas fotos da cidade!!

Por lei, nada ameaça a vista que o topo da St Paul proporciona, já que não é permitido nessa área que nenhuma construção ultrapasse a altura da Catedral de St Paul.

Quando falamos na Catedral de St Paul, é impossivel não mencionar Sir Christopher Wren, que foi quem projetou a Catedral na forma como conhecemos hoje em dia, já que em 1666 no Grande Incêndio que devastou boa parte de Londres, deixou também a catedral completamente destruida.

Em seu projeto, Wren incluiu as 3 cúpulas, que hoje em dia se destacam no centro financeiro da cidade. A cúpula central é a segunda maior do mundo, e do alto dos seus 111 metros vemos Londres por inteiro!!

Mas para chegar até lá, é preciso subir mais de 530 degraus, e haja folego, apesar dos degraus não serem tão estreitos como na maioria das Catedrais que visitamos na Inglaterra, eles são muitos!

A primeira parada é na cúpula interna, chamada de Galeria dos Sussurros, que fica exatamente na metade do caminho, e dá uma boa visão da parte interna da Igreja, mas infelizmente não é permitido bater fotos dentro (tem um guardinha fiscalizando o tempo todo), então só indo lá pra ver!! Mas o nome da Galeria pode parecer estranho, mas esse nome tem uma certa lógica, pois a acústica é tão perfeita que dizem que se alguém estiver sussurrando do outro lado do domo, é possível ouvir.

A ultima parada é a Golden Gallery, onde fica a cúpula central da Catedral. No alto dos seus mais de 90 metros de altura é de onde temos uma das melhores vistas de Londres, e isso quer dizer que a London Eye estará incluida na foto!!

Então, fica a dica, uma vez em Londres, é simplesmente imperdível ver a cidade do alto do domo principal da Catedral de St Paul!!

Postado em Inglaterra, Londres
27.03
2012

21º Festival de Teatro de Curitiba

Hoje começa o 21º Festival de Teatro de Curitiba, serão 13 dias de apresentações nos mais diversos teatros, casas de shows, na rua e em museus espalhados por toda a cidade.

A ideia do festival surgiu a alguns anos atrás pq não era muito frequente ter peças de teatro em cartaz em Curitiba, e fui justamente assim que nasceu o festival, totalmente voltado para esse público!

São apresentados tanto peças nacionais como internacionais, além de musicais, show de comédia stand-up, dança, circo, gastronomia e apresentações de rua. E tudo isso pode ser encontrado dentre as “classificações” utilizadas pelo festival, para tornar o evento mais organizado, como A Mostra (onde são apresentadas as principais peças do Festival), Guritiba (com peças voltadas pra o público infantil), Mostra XXX, Gastronomix (com chefs preparando suas especialidades), Fringe (com apresentações de vários grupos de teatros amadores ou não, e normamente as apresentações são gratuitas), Risorama (apresentações de comédia stand-up), Mish Mash (apresentações de mágica, malabarismo e dança) e DeRepente (como o próprio nome sugere, o show é todo feito baseado no improviso).

Uma coisa que acabou colocando o festival em evidência foi a idéia de colocar peças que estariam estreiando no circuito nacional naquele ano na programação, e deu super certo!! Hoje esses espetáculos tem seus ingressos esgotados em questão de dias!

Como forma de atrair ainda mais público, ficou determinado que o festival iniciaria sempre na mesma semana em que acontece a comemoração do aniversário da cidade, ou seja, sempre na ultima semana de março, já que a data oficial de aniversário de Curitiba é em 29 de março.

Este ano são 30 peças incrita na Mostra Oficial, e dessas peças 8 serão estréia nacional, e sem esquecer que serão 02 espetáculos internacionais (Los Pájaros Muertos da Espanha e Gargólios da Inglaterra).

A novidade esse ano fica por conta do “Mostra XXX”, totalmente voltado para o público adulto.

Entre todas as opções, não foi fácil escolher, mas eu acabei comprando ingresso para ver nessa edição foi:

- Deus é um DJ, de Marcelo Rubens Paiva, que faz parte da Mostra principal do Festival e vai acontecer no Teatro da Reitoria;

- Risorama tem apresentação de humoristas de todo o Brasil sob a curadoria de Diogo Portugal. São mais de 30 comediantes que vão se apresentar, entre eles, Marco Luque, Fernando Caruso, Marcelo Madureira.. e sem esquecer de Nany People;

- O Libertino, de Jô Soares, que faz parte da Mostra principal do Festival e vai acontecer no Teatro do Colégio Bom Jesus;

- Namíbia, Não!, com Lázaro Ramos na direção, que faz parte também da Mostra principal do Festival e acontece no Guairinha.

Além é claro, dos 2 ou 3 eventos que eu já pré escolhi, que farão parte do Fringe.

Os ingressos podem ser comprados pelo site oficial e em quiosques de atendimento especialmente montados nos Shopping Muller, Palladium e Barigui. Os ingressos comprados no site devem ser retirados em qualquer um dos Shoppings citados acima.

Então, nessas próximas duas semanas, vamos prestigiar o evento que já virou tradição em Curitiba!!!

Postado em Brasil, Curitiba
26.03
2012

HMS Belfast, em Londres

Em nossa segunda vez em Londres, queriamos conhecer coisas diferentes das que tivemos oportunidade de visitar na ultima vez que estivemos na cidade. Logo depois do almoço, meu pai acabou escolhendo que primeiro iriamos visitar o HMS Belfast (Her Majesty’s Ship Belfast). Ele gosta muito de barcos, é daqueles que tem coleções de barcos, tem aquelas garrafas com barcos dentro pra enfeite, e por ai vai…

Como o tempo tbm já não estava mais tão animador, e começou a garoar, nem pudemos caminhar pelas margens do Tamisa, e acabamos indo rapidinho até o navio.

Pra quem não sabe, o HMS Belfast é um navio de guerra que pertence a Marinha Real Britânica que foi transformado em museu e que está atracado permanentemente na margem sul do Rio Tâmisa, bem próximo a Catedral de St Paul, Tate Modern e Shakespeare’s Globe,  é impossível não ver!!!

Além do HMS Belfast, o Churchill War Rooms e o Imperial War Museum fazem parte dos Museus Imperiais da Guerra, em Londres. Esse museu em especificio conta a história da participação do navio durante algumas missões so redor do mundo, e as mais importantes participações foram durante Segunda Guerra Mundial, Batalha da Normandia, e a ONU chegou a utilizá-lo durante a Guerra da Coréia.

Além disso, também podemos ver como é um navio por dentro, como os marinheiros viviam, o maquinário, e tudo isso ilustrado com a presença de bonecos feitos de cera, dando uma ideia real de como era o funcionamento do navio naquela época.

Há ainda 3 grandes exibições através de paineis que contam um pouco da história das batalhas, vida a bordo do navio e os trabalhos diários feitos pelos marinheiros durante as guerras, há ainda também algumas fotos originais da época, alguns efeitos sonoros, entre outros.

Durante a visita, tivemos acesso a praticamente todas as partes do navio, o trajeto é unico quando entramos no barco, apenas vamos seguindo as indicações.

Quanto a preservação, o navio está em perfeito estado, tanto que podemos andar em muitos dos seus andares através de escadas estreitas, subindo e descendo, sem nenhum problema, quer dizer, o unico problema é que como as escadas são suuuuuper estreitas, o passeio acaba se tornando um pouco cansativo. Mas de qualquer forma, foi justamente essa dificuldade que tornou a visita mais interessante!!

O tour é relativamente longo (devido ao sobe e desce entre seus andares), com duração de 1 hora e 30 minutos mais ou menos. Abre durante o ano todo, porém até inicio de maio deste ano, o navio estará fechado para visitações, pois a passarela que nos leva da margem do rio Tâmisa até o navio desabou e estão construindo uma novinha!

Postado em Inglaterra, Londres
25.03
2012

Aeroporto London City

Uma boa opção para quem vai de Edimburgo à Londres (ou vice-versa) é o Aeroporto London City (IATA: LCY), que está convenientemente localizado no centro da cidade, e muitos dizem que esse é o verdadeiro e único aeroporto de Londres! Mas discussões a parte, o aeroporto é bem pertinho do centro mesmo, ficando a apenas 10 km de distância.

Naquele dia, saimos de Edimburgo em um voo relativamente cedo e chegamos em Londres por volta das 10 da manhã. O voo era da British Airways e não tava totalmente lotado.

Esse aeroporto é usado principalmente para negócios já que está localizado bem próximo ao centro financeiro de Londres. Os voos entre Edimburgo e Londres são mais frequentes e baratos durante a semana, e nos finais de semana os preços encarecem um pouco e as opções de horários diminuem consideravelmente.

city

Então pra quem não quer perder tempo, esse aeroporto se tornou uma excelente opção. Como nos chegamos em Londres por esse aeroporto, não sei dizer como é o Free shop, mas por ter apenas 1 terminal e o micro-área com lojinhas e cafés no desembarque ja deu pra perceber que esse aeroporto é totalmente voltado ao publico business meeeesmo!

Como eu não sabia como estaria o tempo naquele dia, fiz uma pesquisa de como seria mais fácil chegar até o centro, e existem várias opções, sendo as mais indicadas: táxi, DLR e ônibus. Nos acabamos optando por um táxi mesmo (e foi tudo tão rápido, que até esqueci de bater mais fotos), já que estavamos em 4 pessoas, e pelo que tinha visto no próprio site do aeroporto, o valor ficava em torno de 25,00 libras. Pra nós valeu muito a pena, pq estavamos com 4 malonas gigantes e mais as mochilas/malinha de bagagem de mão.

Postado em Inglaterra, Londres
24.03
2012

Tudo sobre Scotch Whisky, o uísque Escoces!

Com o turismo crescendo em todo o mundo, a Escócia também não ficou de fora. Voos e mais voos diretos estão surgindo a cada ano vindos de várias partes do mundo. E assim, enquanto estamos organizando a viagem à Edimburgo é impossível não pensar em Whisky e consequentemente em Whisky Shop!!

A pesquisa pode (e deve) iniciar em casa, através de duas boas formas: pra quem é leigo, como eu no assunto, uma das maneiras mais facéis que descobri foi através do Whisky shop, um site onde é possível saber muitas coisas sobre o principal produto nacional escoces. Através desse link é possível pesquisar por uma lista de A-Z, ou através de regiões em que são produzidos na Escócia, ou pelo preço e se mesmo assim continuar a não endender bulhufas sobre as fábricas e whiskies, tem uma listinha pra ajudar, com os 10 mais recomendados de acordo com o número de vendas!! Para quem entende (e bem) do assunto, um site interessante é o Whisky Bible, e nesse link dá pra ver a lista com os melhores uisques vencedores em suas respectivas categorias (single, blended, por países, entre outras), ou ver através de uma lista onde estão os melhores uisques que receberam nota igual ou maior que 94.

Mas antes de se acabar nos whiskies ou até mesmo praticamente decretar falência, é importante saber algumas coisinhas, como:

Existem relatos que a bebida é destilada desde o final do século 15 na Escócia. E como todo mundo algum dia já leu/viu reportagens sobre o assunto por ai, a palavra “Whisky” vem do gaélico escoces “Uisge Beatha” e significa “Água da vida”.

Para ser considerado um Scotch Whisky, ou seja, um verdadeiro uísque Escoces, por lei, a bebida tem que ser destilada e maturada somente na Escócia e o processo de maturação exige que seja de pelo menos 3 anos em casco de carvalho. Então, por exemplo, se pegassemos todos os ingredientes necessários para fazer a bebida lá na Escócia e resolvessemos fazer somente o processo em outro país, esse uísque não seria considerado um autêntico Scotch Whisky!!! Ahhh, mas pq? O que muda?? Pq ele precisa ser feito em território escoces e  segundo pesquisas, os uisques feitos em outras partes do mundo sofrem alteração no sabor por influência de vários fatores, entre eles, principalemente, o clima.

Pensando em facilitar a nossa vida, os Escoceses dividiram o país em 5 regiões produtoras de uísque, as Lowlands (onde ficam as destilarias próximas a Edimburgo e Glasgow), as Highlands (região onde ficam Inverness e o Lago Ness), Speyside (famosa por ter as melhores destilarias do país e consequentemente onde os melhores whiskies escoceses são produzidos), Islay (produzem whisky um pouco diferente, com sabor meio “defumado”) e Islands (os uísques feitos nessa região levam outros produtos naturais, dando um toque diferente a bebida). Espalhados por essas cinco regiões podemos encontrar aproximadamente 100 destilarias, isso mesmo, CEM DESTILARIAS!!

Uma dúvida comum bastante frequente que todos os turistas tem é… Qual é o melhor tipo de uísque??  Então, antes de qualquer coisa, resumidamente podemos dizer que existem basicamente 2 tipos:

- Single Malt Scotch Whisky ou simplesmente Single Malt que é feito exclusivamente com um único tipo de malte e produzido em uma única destilaria. Como exemplo, nos já provamos e compramos uisques Macallan, Dalmore Gran Reserva, Dalmore King Alexander III e Glenfiddich.

Sem esquecer é claro, do whisky single malt Old Pulteney 21-years-old, que foi eleito o melhor uisque do mundo em 2012 e recebeu também o maior prêmio nacional sendo eleito o melhor Scotch whisky desse ano! De acordo com a Whisky Bible de Jim Murray, o Old Pulteney teve nota 97,5 de uma escala que vai até 100. O unico “problema”, pro meu gosto (lá vai a minha opinião de super entendida no assunto heheeh), é que a graduação alcoolica é forte, e chega a mais de 45%. Mas uma boa notícia, que mesmo recebendo todos esses prêmios, o litro não custa um absurdo!!

- Blended Scotch whisky ou também chamado de Blended que é uma mistura de vários maltes, podendo chegar em alguns casos a ter mistura de mais de 40 tipos e/ou de varias destilarias. Segundo pesquisas, esse é o tipo de uísque mais vendido, chegando a 90% de todos os uisques vendidos no mundo. Nos já provamos e compramos esses whiskies também, como por exemplo o Chivas Regal, Dewar’s Signature e Sheep Dip.

É dificil dizer qual é o melhor uisque, pq isso vai depender muito do gosto de cada um, normalmente o que os escoceses dizem é que até não provarmos o Single Malt, o Blended sempre vai ser considerado melhor! E faz sentido! Eu que nem gostava tanto assim de uísque, aprendi a apreciar a bebida e hoje consigo tomar normalmente uma dose pura e não apenas um golinho (antes eu achava a bebida muito forte).

Pra quem acha a bebida muito forte, uma boa opção também são os licores feitos com uísque. Acabei descobrindo a existência deles numa lojinha dentro do Castelo de Stirling. Gostei tanto, que acabamos comprando uma garrafa. Quanto ao gosto do uisque, ele acaba ficando um pouco mais suave, já que é misturado com um creme, na verdade, esse tipo de licor lembra um pouco o gosto do Amarula. Muito bom!!!

Como eu já disse anteriormente, por lei, todo o whisky produzido na Escócia deve ser maturado pelo menos 3 anos. Já os single maltes devem permanecer por pelo menos 8 anos, e quanto maior os anos, melhor (e mais caro, é claro)!!! Outro detalhe, diferentemente dos vinhos, o uísque precisa ficar no casco, já que ele não continua sendo maturado depois de ser engarrafado.

Normalmente o uisque é tomado em doses que podem ser tanto em copo de martelinho (mais informalmente) ou em um copo especial, em forma de tulipa (recomendado). Ahh, e sem esquecer do flasks, que são aquelas garrafinhas onde os escoceses carregam o seu puro malte pendurado em seus kilts. De um tempos pra cá, essas garrafinhas acabaram se tornando uma otima opção de souvenir também!!

E aquela história de que os escoceses torcem o nariz pra quem ousar a misturar uisque com gelo, coca-cola ou guaraná.. o que tem de verdade e mito nisso?!?! Nos perguntamos!! E o que é realmente verdade nisso tudo é que ao misturar qualquer coisa com um Single Malte, os escoceses vão olhar de atravessado e vão reprovar a sua atitude, principalemente ser for um uisque de 18 anos pra mais! O ideal é tomar a dose pura, pra sentir todos os ingredientes usados na fabricação.

E convenhamos, que tomar um Natu Nobilis ou um Drurys, e depois tomar qualquer uisque escoces, nem que seja um 10 anos, a gente nota que a diferença é enoooorme, e realmente é um ofença misturar qualquer coisa a um autentico Scotch escoces! Mas veja bem, se mesmo assim continuar achando a bebida um pouco mais forte, pede um uisque blended e mistura com o que preferir, assim, ninguém vai olhar de cara feia!!

Outra duvida que sempre aparece, principalmente depois que vamos a Irlanda é com relação a grafia da bebida. Existem diversas formas de escrever a palavra whisky, entre elas whiskey, wiskey ou wisky. Isso se deve somente pq, por lei, somente os uisques escoceses podem ser chamados de Whisky, qualquer outro pais produtor deve adotar outra variavel, aquela que achar mais conveniente. Por exemplo os Irlandeses adotaram Whiskey, com um “e” no meio!

Um outro whiskey que acabei descobrindo, foi quando fui passar um final de semana na Irlanda do Norte e acabamos passando pela destilaria Bushmills, que é considerada a destilaria mais antiga do mundo que ainda está em funcionamento e existe desde 1608, ou seja, já são mais de 400 anos em funcionamento. E o whiskey irlandes é realmente muito bom mesmo!

A primeira vez que estivemos em Edimburgo a passeio, fomos visitar um dos principais “museus” dedicado ao tema, que fica na Royal Mile, bem próximo ao Castelo de Edimburgo, o Scotch Whisky Experience. E o lugar acabou se tornando referencia e é justamente lá onde os turistas tem o primeiro contato com tudo o que envolve a bebida. Durante a visita podemos conhecer um pouco da história, do processo de fabricação, tbm tem uma coleção enoooorme de muitos exemplares de uisque, além, é claro de poder degustar e entender as principais diferenças entre os dois principais tipos da bebida, e tudo isso com a explicação e orientação de um especialista!!

No final, ainda tem a lojinha de souvenirs, com muitos produtos escoceses e também muitos exemplares de garrafas e garrafinhas de uisques. Uma dica que deixo, é que os produtos vendidos ali são beeem mais caros do que em qualquer outra Whisky Shop espalhada pela cidade. Se puder, visite outras lojas de uisque, elas estão espalhadas pela Royal Mile, Grassmarket, Rose Street..

As melhores lojas pra comprar uisque em Edimburgo, na minha modesta opinião (eram as lojas onde comprei os uisques pro meu pai), são:

- Whisky Shop: que esta localizada no Princes Mall, um shopping bem ao lado da Waverley Station. O pessoal é bem atencioso, e lá tem uma boa variedade de tipos e destilarias de uisques, além é claro, de ter uma ampla coleção de mini-garrafinhas da bebida (pra quem quer provar mas não quer levar uma garrafona pra casa).

- The Whisky Trail fica na Lawnmarket, que faz parte da Royal Mile. A loja vende muitos tipos de Whisky, e também outros tipos de bebidas alcoolicas escocesas e do mundo todo.

- Royal Mile Whiskies como o próprio nome sugere está localizada na High Street que faz parte da Royal Mile. Tem uma ampla variedade de uisques de toda a Escócia. Porém o lugar é pequeno, dá a impressão de que vamos derrubar tudo enquanto caminhamos pela loja.

E sem esquecer que também dá pra comprar  no Free shop do Aeroporto de Edimburgo e no Free shop do Aeroporto de Heathrow em Londres (inclusive pra quem voo Tap ou TAM a partir do Terminal 1 do Heathrow, tem uma lojinha da Whisky Shop lá).

E se a intenção não for comprar nada, uma boa opção pra provar os uísques escoceses é o pub Robertsons bar, um dos mais famosos de Edimburgo, que fica na Rose Street. São mais de 100 anos de existência, e acabou se tornando referência por ser um pub classificado como “Malt Whisky specialist”. No menu, são mais de 150 tipos de single malt, além de uisque de outras partes do mundo. Vale a visita!

Deixo aqui também registrado algumas outras sugestões pra quem gostar muuuuuuito dos Scotch Whisky. Eu não fiz esses passeios e nem visitei nenhum desses festivais, infelizmente, mas quem tiver oportunidade, são eventos que não dá pra não ir!!

Se gostar muuuito, mas muuuito mesmo da bebida, um ótimo passeio é fazer o Malt Whisky Trail, que percorre 9 das melhores destilarias escocesas e todas estão localizadas na região de Speyside, no norte da Escócia. Eu não fiz essa “trilha”, mas é bastante recomendada tanto por escoceses como também em muitos sites sobre o assunto.

E sem esquecer, é claro, dos Whisky Festivals que acontecem todos os anos por toda a Escócia, e tem se tornado cada vez mais popular, pois durante esses festivais algumas destilarias que não costumam abrir suas portas para visitas, abrem! Os festivais mais populares são: Spirit of Speyside Whisky Festival que acontece sempre no inicio de maio,  o Feis lle – Islay Malt and Music festival que vai desde o final de maio até o inicio de junho e o Glasgow Malt Whisky Festival acontece em um unico dia no mês de novembro.

Depois dessa enxurrada de informações.. não deixe de provar um autentico uisque nacional, então é escolher o tipo de whisky que mais agrada, e como diriam os escoceses ao fazer o brinde… “‘Sláinte” ou “Taste that”!!!

Crédito das fotos: meu pai e meu irmão!

Postado em Edimburgo, Escócia, Whisky
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