15.08
2012

Vinícolas Catarinenses: Villaggio Grando

Alguém já ouviu falar da cidade catarinense de Água Doce? Pois bem, até poucas semanas atrás eu também nunca tinha ouvido falar! O que nos levou até lá foi a existencia da vinícola Villaggio Grando, que fica nessas redondezas.

A vinícola é relativamente recente, foi fundada no final da década de 90, onde as primeiras mudas foram plantadas. De lá pra cá, vários tipos de uvas foram plantados para ver quais se adaptariam melhor ao clima da região. Pra quem não sabe, essa vinícola está localizada nos campos de altitude catarinense e fica a 1.329 metros acima do nível do mar. 

Uma série de fatores foram analisados até se chegar a conclusão de que ali seria uma área muito boa para desenvolver os vinhedos, como por exemplo, a localização, os ventos, as condições climáticas em geral, além das propriedades do solo.

Para chegar lá é bem simples, a cidade de Água Doce fica a mais ou menos 155 km de Chapecó, mas o ideal é ir pela estrada que vai até Caçador e de lá seguir até a vinícola. A entrada é muito bem sinalizada e uns 5 minutos antes de chegar no portão de entrada principal da vinícola tem uma placa indicando bem certinho o caminho.

Quando chegamos lá, fomos recepcionados por um funcionário que conferiu nossos nomes na lista de reserva (é necessário fazer uma pré-reserva pelo site ou por telefone) e nos deixou entrar.

A área da vinicola é enooorme (42 hectares) e para chegar de fato até o local da visita e da degustação, ainda tem mais um pouquinho de estrada, mas dessa vez fomos passando bem no meio das plantações de uva. E mesmo o terreno apresentando as caracteristicas do inverno (sem folhas e sem os cachos de uva), achei o trajeto bem bonito!

A estrutura da vinícola em si não é muito grande, sendo assim, a visita mais a degustação podem ser feitas tranquilamente em duas horas.

A visita é feita com o acompanhamento de um guia, que no dia em que tivemos lá, quem acompanhou o nosso grupo foi o enólogo responsável pela vinícola e na segunda parte do tour pelo proprietário da Villaggio Grando.

A visita começa no setor onde acontece a produção e estudos dos vinhos. Ali, o guia explicou um pouco sobre como surgiu a vinícola, o que é produzido ali, quais os tipos de uvas que melhor se adaptaram na região, algumas curiosidades e os planos para os próximos anos.

A segunda parte foi no local de armazenamento dos vinhos, enquanto eles ainda estão nos barris descansando. Ali o guia nos contou um pouco sobre a questão da temperatura e processo ideal para armazenação, falou também sobre os barris e as propriedades que eles acabam passando pro vinho, além do processo de engarrafamento dos vinhos.

Da apresentação toda, o que é importante destacar é que estão sendo cultivadas 17 variedades de uva e são produzidos vinhos tintos, brancos, rosé e espumantes. A produção também se limita a 4 mil garrafas por hectar. Essa produção relativamente baixa é uma das “condições exigidas” para que a vinícola seja classificada como “Boutique Winery”.

E pra terminar, vem a melhor parte do passeio: a degustação. A construção onde está localizado o bar/restaurante já vale a visita, com toda a certeza!

No dia em que estivemos lá, o tempo tava nublado com neblina, então não foi possível aproveitar a parte externa com mesinhas com vista para o lago. Tivemos que nos contentar em apreciar (vinho + vista do lago) de dentro do restaurante.

A estrutura montada pela vinícola é um show! A casa é toda feita de pedra, com móveis em madeira e bem no meio do salão tem um piano.. Achei um luxo só! =)

O esquema da degustação é bem prático, podemos escolher entre três opções: a básica (com degustação de 3 vinhos), a clássica (com degustação de 5 vinhos) e a premium (com degustação de 8 vinhos). Nos optamos pela degustação clássica!

Pra iniciar, junto com o tipo de degustação escolhido vem uma porção de pães, queijos e frios. E logo começam a serem servidos os vinhos…

Na primeira rodada, provamos a espumante bruit branca, que eu achei muito boa!

Na sequência veio um sauvignon blanc, que eu não gostei muito, achei meio sem graça…

O terceiro vinho apresentado foi o Innominabile (vinho tinto), que é considerado o principal vinho da casa. Nós todos gostamos, inclusive compramos uma garrafa. Esse vinho tem uma particularidade, ele é feito com a mistura de sete tipos de uvas.

O próximo que provamos foi o vinho chamado Além Mar (vinho tinto). Eu gostei, mas não gostei taaanto quanto o Innominabile. Mas o meu irmão gostou bastante que comprou uma garrafa desse também. Esse é um vinho mais encorpado, suas propriedades caracteristicas são bem mais denso e escuro. Esse vinho também tem uma porcentagem de 12% de alcool, e sendo assim, menos açúcar!

E pra terminar, provamos o vinho Colheita Tardia, que lembra um pouco o Vinho do Porto. Esse foi o meu preferido, meu deu vontade de comprar todas as garrafas disponíveis! Esse vinho recebe a denominação de tardia, pq a colheita das uvas é feita no final de maio, comecinho de junho (beeem mais tarde do que a colheita das demais uvas) quando acontece a primeira geada, com a uva ainda congelada. E é justamente isso que dá a propriedade mais “adocicada” a esse vinho. Eu achei perfeito!

No total a vinicola produz 10 tipos de vinhos. Todos podem ser comprados lá mesmo na própria vinícola a preço de custo. E se necessário, ainda é possível pedir mais uma porção dos pães e frios para acompanhar, que nesse caso, é pago um valor a parte.

Tá faltando uma garrafa

A degustação básica custa 20,00 reais, a degustação clássica 35,00 reais e a premium 50,00 reais.

Vale muito a pena visitar a vínicola! A estrutura é de primeira e não perde em nada pras vinícolas que nos visitamos no Chile!

O tour e degustação acontece de segunda a sexta-feira, das 09:00 as 17:00, e aos sábados somente a tarde.

Bruna Bartolamei
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Bruna Bartolamei

Catarinense, mas já morou em Curitiba (8 anos) e em Edimburgo, a capital da Escócia (quase 2 anos). Criou o blog pra contar um pouco mais sobre como foi o seu intercâmbio na terra dos Kilts e das Gaitas de Fole, e também, sobre suas viagens pelo mundo.
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Postado em Água Doce, Brasil, Santa Catarina - , , ,
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12 comentários em "Vinícolas Catarinenses: Villaggio Grando"
  1. Raul Bartolamei   15/08/12 • 11h16

    Recomendo um motorista hehehe

    • Bruna   15/08/12 • 14h25

      vc no caso, foi o nosso! heheeheh
      verdade, senão não dá pra provar todos os vinhos e pegar a estrada depois!
      teve sorte que não divulguei a foto mais famosa da viagem!! =PPP

  2. Carina-Senzatia   15/08/12 • 13h00

    Eu conheço Água Doce!! o/
    Uma tia muito amada do marido mora lá, e já tínhamos ouvido falar muito bem desta vinícola e quando estivemos em Joaçaba ano passado conseguimos conciliar uma visita a Vinícola Grando e ficamos muito impressionados com o que vimos. Fomos super bem recepcionados pelos donos, que são uma simpatia, e que nos contaram toda história deles, desde que decidiram mudar de rumo e deixar de investir em madeira e começar a sonhar com vinhos. Muito bacana ver de perto tudo que eles construíram, ouvir dos percalços e dos sucessos.
    O vinho é honesto, um pouco caro pro que oferece, mas a visita é um espetáculo que jamais imaginei encontrar no nosso interiorzão!
    Super recomendo também!
    Excelente post, Bruna!

    • Bruna   15/08/12 • 14h36

      Oi Carina,
      Vc e meu pai então haahahah
      Realmente, a vinícola é de primeira, também gostamos muito do que vimos e provamos por lá!
      =)

  3. Yasmin Lindermann   15/08/12 • 14h40

    Com certeza vale a pena a visita!
    Quantas vezes queremos fazer algo diferente da rotina e passear um pouco né?
    Essa vinícola é uma ótima opção para um sábado, igualzinho nós fizemos!Temos que repetir mais vezes!!
    Adoreiiiiiii o post! bjooooo

    • Bruna   17/08/12 • 00h26

      Yas,
      Agora temos que ir no verão pra aproveitar a degustação a beira do lago.
      =))

      • Yasmin Lindermann   17/08/12 • 15h05

        Com certeza!!! Já vamos intimar nosso motorista para levar a gente de volta no verão auahuahuiahia ;)

        • Bruna   19/08/12 • 23h02

          certezaaa!! lá e em mais alguns lugarzitchos que já estou organizando.. =)

  4. Gabriel Grando   16/08/12 • 21h01

    Olá Bruna parabéns pelo texto muito legal sua divulgação, apenas lembrando Água Doce é Capital Catarinense de Energia Eólica, …

    • Bruna   17/08/12 • 00h29

      Oi Gabriel!
      Eu tinha lido sobre isso e sobre o parque eólico que fica muito próximo a Água Doce, mas dessa vez não deu tempo de visitar, quem sabe num próximo passeio.. =)

  5. Viviane   05/05/14 • 15h27

    Olá, boa tarde… você tem alguma referência para hospedagem após a visita na Vinícola Villagio?

    • Contando as Horas   06/05/14 • 14h17

      Oi, Viviane

      Infelizmente não se te dizer algo de concreto sobre esse assunto, mas sei que a propria vinicola tinha (ou ainda tem) a intenção de fazer um hotel ali, pra facilitar a vida dos turistas que querem conhecer a região e provar os vinhos sem ter problema de pegar a estrada depois pra voltar pra casa. Mas pra vc saber se ja existe a hospedagem lá, seria interessante vc ligar ou até mesmo ver o site da vinicola.

Blog Membro RBBV
Contando as Horas
Nesse mesmo dia, mas em 2010, eu desembarcava em Edimburgo, na Escócia para iniciar meu intercâmbio. 🏴󠁧󠁢󠁳󠁣󠁴󠁿💙
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Além de aprender inglês em um país sensacional, foi muito bom aproveitar aquele momento para descobrir um “mundo muito maior” que Chapecó/Curitiba.
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Mesmo faltando conhecer alguns outros continentes aindaaa, todas as culturas e paises que conheci e tudo que aprendi com meus colegas de todas as partes do mundo, com toda a certeza, tornaram essa experiência muito mais interessante.
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Melhor experiência de vida!
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🌎 Banchory, Escócia 🏴󠁧󠁢󠁳󠁣󠁴󠁿
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Um outro jeito de viajar pela Europa: fazendo um cruzeiro fluvial.
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Quem quiser saber mais detalhes, estou falando mais sobre isso no stories.
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Se quiser saber os roteiros, datas e valores, meu email para contato esta no perfil!
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🌏Em algum lugar no rio Danubio, Leste Europeu
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Chegando em Budapeste!🇭🇺 Esse é o Monte Gellért passando pela janelinha da minha cabine!
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No ultimo verão europeu eu fiz um cruzeiro fluvial pelo rio Danúbio (segundo maior rio da Europa).
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Meu cruzeiro começou na Romênia, passou pela Bulgária, Sérvia, Croácia e terminou na Hungria.
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Foram 7 dias a bordo do navio River Duchess, da empresa @uniworldcruises ! Uma experiência sensacional (ainda quero repetir, fazendo uma das rotas que passam pelos mercadinhos de Natal)!!
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🌏Budapeste, Hungria
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Kremlin de Moscou 🇷🇺🇷🇺
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Antigamente essa fortaleza servia de proteção para a cidade, mas hoje em dia é a sede do governo e residencia oficial do Presidente da Rússia.
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Ele é formado por vários palácios, catedrais, museus, um jardim, as torres e a muralha.
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Quem estiver em Moscou pode incluir uma visita ao Kremlin no roteiro.
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É possível conhecer algumas atrações, como: o Palácio do Arsenal, local onde está o Museu do Arsenal e o Complexo das Catedrais (formado por 4 igrejas). Todas todos os demais edifícios podem ser fotografados apenas por fora.
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⚠️O Kremlin não abre as quintas-feiras. Para visitar o Museu (700 rublos) e o Complexo das catedrais (800 rublos) o valor total é de 1500 rublos (95,00 reais).
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🌏Moscou, Rússia
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Existem diversas formas de entrar na Praça Vermelha, em Moscou, mas sem duvida alguma, a mais bonita é atravessando o Portão da Ressurreição, localizado literalmente entre a Prefeitura de Moscou (lado esquerdo) e o Museu Estatal de História Nacional (essa construção a direita).
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Nessa foto também da pra ver a Capela Ibérica e o Marco Zero da Russia.
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🌏Moscou, Rússia
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Parque da Vitoria é onde está localizado o Museu da Grande Guerra Patriótica, que é como os russos chamam a Segunda Guerra Mundial. Obviamente, esse museu conta toooooda a historia dessa guerra (com muitas fotos, documentos, objetos, entre outros - tem legendas em inglês).
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Além disso, também destaco: O Hall dos Heróis (foto 3) que presta uma bela homenagem a todos os russos que morreram nessa guerra, mais de 20 milhões de pessoas, o Hall das Lagrimas (foto 4) que simboliza as lagrimas de quem perdeu filhos, pais, irmãos e maridos durante essa guerra e por fim, os Dioramas de Guerra (foto 5), esses paines gigantes que retratam algumas cenas de momentos importantes dessa guerra.
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O parque é gigante e o Museu é enorme, portanto, vá com muito tempo (tempo minimo de 3 - 4 horas).
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Dica: Para chegar aqui, o acesso é feito pela estaçao de metro Парк Победы, aquela que tem as escadas rolantes mais profundas de todas as estações de metro de Moscou, sao quase 3 minutos andando nessa escada. 😱
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🌏Moscou, Rússia
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Contando as Horas