26.01
2013

The Borders: Scott’s View, Melrose e Rosslyn Chapel

A região da fronteira entre a Escócia e a Inglaterra é chamada de The Borders e está sendo descoberta aos poucos, inclusive pelos brasileiros. É uma região interessantíssima, cheia de histórias, batalhas e atrações, que é dificil deixar de fora de um roteiro de viagem à Escócia.

Eildon Hill

Eildon Hill

Para fazer um tour completo por essa região, o ideal seria ter um carro, mas como só de pensar em dirigir na mão inglesa eu já entro em pânico, achei melhor deixar essa idéia de lado.

A maioria dos vilarejos dessa região da Escócia não tem estação de trem e tudo tem que ser feito seguindo a risca o horário dos ônibus (que não são muito frequentes) pra não ficar sem opção pra voltar a Edimburgo. Nesse caso, achei que seria melhor (e menos trabalhoso) se eu fizesse esse day trip com uma dessas agências que existem aos montes espalhadas por Edimburgo.

Rosslyn Chapel

Rosslyn Chapel

A minha intenção inicial era fazer esse tour com a Timberbush Tours, mas como eles só tinham tour saindo as segundas e quintas, e segunda feira estava marcando chuva, acabei fazendo o tour com a Rabbie’s pq no domingo ia ter sol. Foi só por esse motivo mesmo. No geral, eu tinha achado o tour da Timberbush mais interessante, pq ainda poderiamos visitar uma destilaria de whisky, além do que era oferecido pela Rabbie’s.

O tour começou bem animado e ao som de muita musica escocesa seguimos para o nosso primeiro destino do dia: o Scott’s View, um lugar onde se tem uma boa visão de todo o vale do rio Tweed.

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Esse ponto em especifico no vale recebeu esse nome pq era o local preferido do escritor escoces Sir Walter Scott para passar o tempo e se inspirar para escrever suas obras. Fazer esse passeio no outono é uma excelente opção, já que além da vista por si só já valer a pena, as cores da estação deixam tudo muito, mas muito mais bonito.

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E o que chamava tanto a atenção de Sir Walter Scott? Além de toda a paisagem no geral, uma montanha com três picos, que ficou conhecida como Eildon Hill.

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Muito perto dali, fica o Original Wallace Monument. Normalmente, a grande maioria das pessoas acabam visitando o monumento que homenageia William Wallace que fica em Stirling. Então, o “Original Wallace Monument” é bem menos conhecido, mas por ter sido o primeiro monumento a ter sido constuido, muitas rotas turisticas passaram a incluí-lo em seu roteiro.

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Para ter acesso ao monumento é necessário percorrer uma trilhazinha repleta de folhas amarelas  (eu já disse que o outono é minha estação preferida?) e lá no fundo está a estátua, imponente e muito bem preservada, que homenageia um dos maiores herois escoceses (tem que diga ao contrário, como por exemplo os ingleses, mas a opinião deles nesse caso não conta!!) de todos os tempos.

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Como o próprio guia comentou, existe muita controversia a respeito das vestimentas (kilt e tudo mais) e do capatecete que Wallace está usando, já que naquela época as coisas não eram bem assim. Mas de qualquer forma, independentemente de ter sido assim ou não, a região do vale do rio Tweed continua a nos presentear com ótimas paisagens!

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Seguindo viagem, nosso próximo destino foi a cidadezinha de Melrose, que fica a pouquíssimos kms da fronteira com a Inglaterra, onde fomos visitar as ruínas da famosa Abadia de Melrose.

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A Abadia de Melrose, com seu estilo gótico é inconfundível, foi constuída no ínicio do século 12 e mesmo em ruínas, é considerada uma das mais bonitas do Reino Unido.

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Por todos os cantos, ainda podemos ver alguns detalhes que sobreviveram ao tempo, muitos deles  estão muito bem preservados.

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Como quase tudo na Escócia, muitas igrejas, monumentos e palácios foram destruidos, seja por fenomenos naturais ou por batalhas. Poucos anos apos finalizadas as obras da Abadia, a cidade de Melrose foi invadida pelo exercito ingles que acabou destruindo boa parte do edificio, além de matar alguns monges. Outro grande acontecimento que também deixou marcas foi a Reforma Protestante, onde muitos outros monges acabaram perdendo suas vidas também.

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Junto a Abadia de Melrose estão enterrados alguns Reis Escoceses e também o coração de Robert The Bruce, mas somente o seu coração, já que seu corpo está enterrado na Abadia de Dunfermline.

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O passeio já estava quase chegando ao fim e nossa ultima parada foi na cidade de Roslin, onde fica a Rosslyn Chapel e ainda, logo ao lado, ficam as ruínas do Roslin Castle, que também aproveitei para conhecer!

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Para visitar a Rosslyn Chapel é necessário comprar o ticket, que é vendido no Visitor Centre que fica junto a Capela, onde também estão alguns painéis explicativos sobre a origem, história e as restaurações que estão sendo feitas nesse lugar, assim como uma lojinha de souvenirs, um Café e os toilettes.

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Para ter acesso a Rosslyn Chapel, é necessário comprar o ticket no Visitor Centre e o acesso é feito por uma porta automática. Para visitar tanto os jardins e o cemitério quanto a Capela, é necessário mostrar o ticket. Então, se a intenção não for a de realmente visitar o lugar, nem adianta ir até lá, pq existe um muro bem grandinho que bloqueia boa parte da visão.

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O guia também nos deus duas opções: entrar e visitar tudo por conta própria ou aguardar o tour que começava dentro de 30 minutos. Eu optei por aguardar, e nesse tempo, comprei meu ingresso e aproveitei para ler um pouco sobre toda a história e lendas que estão relacionadas a esse lugar.

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A Rosslyn Chapel está fortemente associada ao livro/filme O Código Da Vinci, de Dan Brown. O guia chegou a comentar que o número de visitas por mês cresceu de forma absurda depois que o livro foi lançado.

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Além de tudo o que é abordado no livro/filme, ainda existem muitas histórias e lendas que até hoje são questionaveis, como se os Cavaleiros Templários existiram mesmo e ajudaram os Escoceses em sua Independência, ainda tem todo o mistério que envolve o Santo Graal e as histórias que indicam que ele está de fato escondido na Capela e ainda, as teorias relacionadas a Maçonaria .. Bom, isso ninguém sabe ao certo!

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Mas uma coisa que não dá pra negar é que, o interior da Capela é muito bonito e todo enfeitado. Por tras desses “simples” enfeites existe todo um simbolismo curioso. São muitas e muitas colunas e pilares, estátuas e rostos esculpidos, elementos que nem haviam sido descobertos ainda naquela época e objetos e teorias que dizem ter alguma ligação com a Maçonaria, além de tudo ter um significado e riqueza de detalhes, que é impossível não ficar admirada.

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Infelizmente não é possível bater fotos dentro da Capela, e ainda o fato de a parte externa estar passando por uma reforma, todas aquelas estruturas de ferro e os materiais que estão sendo utilizados nas restaurações deixaram todo mundo meio decepcionado, já que as fotos externas ficaram bem sem graça, mas fazer o que, não é?!?! (Quem quiser ver algumas fotos do interior da Rosslyn Chapel, é só clicar aqui).

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E por fim, antes de voltar a Edimburgo, ainda tive tempo conhecer as ruínas do Castelo de Roslin.

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Existe uma trilha que liga a Capela até o Castelo. É preciso atravessar uma ponte que passa pelo rio North Esk e toda essa caminhada ainda é acompanhada por paisagens super bonitas.

Obs.: O tour iniciou as 09:30 e voltamos a Edimburgo por volta de 16:30.

Bruna Bartolamei
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Bruna Bartolamei

Catarinense, mas atualmente morando em Curitiba-PR. Já morou em Edimburgo, a capital da Escócia por quase 2 anos. Criou o blog pra contar um pouco mais sobre como foi o seu intercâmbio na terra dos Kilts e das Gaitas de Fole, e também, sobre suas viagens pelo mundo.
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Postado em Escócia, Melrose, Roslin, The Borders
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  1. Juliana 26/01/2013 | 16:37

    Oi Bruna,
    Quem quiser ir só para Rosslyn visitar a Rosslyn Chapel e o castelo, pode pegar um ônibus na Princess Street que vai direto. Passa a cada 30-40 minutos e demora uns 50 minutos para chegar. Pára na esquina da capela.
    Levei uma tarde para visitar Rosslyn.
    Bj

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