06.11
2014

Perth, na Escócia

Perth foi uma das últimas cidade da Escócia a receber o status de cidade propriamente dita. E não faz muito tempo que isso aconteceu. Por muitos anos durante a idade média a cidade teve esse titulo, pois muito perto dali fica a Abadia de Scone (local onde aconteciam as coroações dos reis escoceses) e o Scone Palace (local de residência de alguns reis escoceses). Um tempo depois, com a união da Escócia com a Inglaterra, a cidade perdeu esse título. Apenas em 2012, a Rainha Elizabeth II devolveu esse status de cidade a Perth e com isso, ela se tornou a sétima cidade da Escócia.

A capital da região de Perth e Kinross, tem um pouco mais de 45 mil habitantes. É uma cidade pequena, onde tudo gira em torno do rio Tay e da High Street, a principal rua da cidade.

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Perth é bem conectada com as principais cidades da Escócia, então quem estiver em Edimburgo, Glasgow, Aberdeen ou até mesmo nas Highlands, não vai ter nenhuma dificuldade em ir até lá. A cidade tem uma rodoviária e uma estação de trem e ambas ficam bem perto uma da outra.

No tempo que morei em Edimburgo, eu já tinha passado por Perth uma vez, mas foi coisa rápida. Nessa última viagem, eu precisei passar por Perth novamente quando eu estava a caminho do Scone Palace (tema para o próximo post). Então, aproveitando que no verão os dias são mais longos, na volta, fui dar um passeio completo pela cidade.

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Turisticamente falando, não existe nenhuma grande atração na cidade. O que faz com que as pessoas gostem de imediato de Perth é a cidade propriamente dita.

Quem conhece a fama da Escócia com relação ao tempo, sabe muito bem que chove praticamente todos os dias. Durante muito tempo, Perth era alvo de constantes inundações e com isso, medidas precisaram ser tomadas. Muito perto dali foi construída algumas barreiras de defesa e com isso, a cidade ganhou uma repaginada geral.

Saindo da estação de trem e seguindo pela rua King James Place, em questão de poucos minutos chegamos um dos maiores parques da cidade, o South Inch. Esse parque é bem tranquilo, tem uma boa área pra pratica de esportes, local para crianças brincarem, sem falar no sossego.

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Continuando a caminhar por essa rua, logo antes de chegar as margens do rio Tay, está a Fergusson Gallery, uma galeria dedicada especialmente ao pintor escocês John Duncan Fergusson. Fergusson fazia parte do movimento Scottish Colourists, todos com obras de estilo pós-impressionista. No total, são quatro pintores escoceses que fazem parte desse movimento e o meu preferido é justamente Fergusson, motivo pelo qual me fez visitar esse local.

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O museu é bem pequeno, são dois andares apenas, divididos em 3 partes: uma ala dedicada somente as obras de Fergusson, outra ala menor onde estão objetos relacionados a sua esposa, a pioneira da dança moderna no país, Margareth Morris e por fim, ainda existe uma pequena exposição de obras de outros artistas, em especial colegas membros do New Scottish Group, do qual Fergusson fazia parte.

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A visita é bem rápida, acho que não leva mais do que uns 40 minutos. A entrada é gratuita e está fechado na segunda-feira. É bem fácil de identificar o prédio onde está essa galeria, pq ele tem uma arquitetura bem diferente dos demais edifícios da região, como dá pra ver na foto.

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Ao contrário da ultima vez que estive lá, durante os meses de verão a cidade estava totalmente enfeitada e colorida, dando um ar mais descontraído a cidade.

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A caminhada pelo calçadão as margens do rio Tay é bem tranquila. Por toda a extensão existem placas informativas falando um pouco mais sobre a fauna, flora e curiosidades encontradas na cidade.

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Existem apenas três pontes que cortam o rio Tay, sendo que a ponte mais central é a mais procurada por turistas pra garantir a foto mais clássica da cidade, o rio Tay e a St Mathews Church.

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Um pouco mais adiante fica a St John’s Kirk, considerada a construção mais antiga da cidade. Essa igreja é popular hoje em dia, pois ela foi palco de diversos discursos de John Knox, um dos responsáveis pela reforma protestante na Escócia. Obs.: só abre para visitação pública durante os meses de verão e tem entrada gratuita.

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Continuando a caminhada, logo eu cheguei até o parque North Inch. Além de ser uma área verde interessante para caminhadas, existe um campo de golf e rende ótimas fotos do rio Tay.

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Perto da entrada desse parque, fica outro museu da cidade, o Perth Museu and Art Gallery, mas eu não visitei. Diz que o foco desse museu são objetos arqueológicos encontrados nessa região do país e um pouco da história local. A entrada é gratuita e na segunda-feira não abre.

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Quem quiser garantir mais fotos legais de Perth, é uma boa idéia atravessar o rio pela South Bridge (a ponte mais central) e ir até um outro pequeno parque. Esse parque rende ótimas fotos da cidade e também tem algumas esculturas espalhadas pela sua área. Vale a visita, com certeza! Sem contar que é um lugar bem tranquilo, mesmo estando localizado bem no centro e ao lado de uma das pontes de maior movimento de carros da cidade.

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E por fim, antes de voltar a estação de trem, fui ver a estátua Fair Maid of Perth, obra de Graham Ibbeson, homenageando uma das principais obras do escritor escocês Sir Walter Scott. A estátua está na High Street, bem fácil de encontrar.

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Para ir até lá, existe opção de ir de ônibus ou de trem. Como eu estava em Glasgow, eu optei por ir de trem. O trajeto dura um pouco menos de 1 hora e a frequência é de duas vezes por hora. Não existe muita opção ao escolher andar de trem pela Escócia, pois a única empresa do país é a ScotRail. Quem preferir, pode comprar o ticket pelo site, nas máquinas ou nos guichês de atendimento. Todos os trens para Perth que partem de Glasgow saem da estação de trem de Glasgow Queen Street. Quem preferir se deslocar de ônibus, vale dar uma olhada nos sites das empresas Stagecoach, Megabus e Citylink.

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** Para ver o post “Miniguia para viajar de trem pela Escócia e norte da Inglaterra”, é só clicar aqui. **

** Para ver o post “Viajando de ônibus pela Escócia”, é só clicar aqui. **

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Quem for passar o dia em Perth e quiser uma sugestão de restaurante que serve comida típica, eu indico o The Bothy Restaurant. Eu não fui nesse de Perth, mas já fui no de Glasgow e achei excelente. Fica a dica!

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Outra sugestão que eu tinha separado pra conhecer era a Provender Brown, que vende produtos escoceses, desde comida até bebidas. Queria ter comprado queijo cheddar Isle of Mull e o presunto de Dukeshill, que dizem que é um dos preferidos da família real britânica, queria ver se era tudo isso mesmo! Enfim, o único problema desse lugar é que eles fecham cedo, quando passei por lá antes de voltar a estação de trem, as portas já estavam fechadas. Uma pena, mas de qualquer forma, fica a dica!

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Catarinense, mas atualmente morando em Curitiba-PR. Já morou em Edimburgo, a capital da Escócia por quase 2 anos. Criou o blog pra contar um pouco mais sobre como foi o seu intercâmbio na terra dos Kilts e das Gaitas de Fole, e também, sobre suas viagens pelo mundo.
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  1. Helvia Louzada 19/04/2016 | 10:20

    Oi Bruna, estou adorando seu blog. Vou para Escócia agora em maio/2016 e ainda estou montando meu percurso. Quero fazer a rota do wisky e ficar próximo a Dufftown ou Elgiin , o que acha? Quero também encontrar um motorista para fazer este tour. Você pode me indicar alguém?
    Obrigada.

    • Contando as Horas 30/04/2016 | 15:56

      Oi, Helvia

      Infelizmente não conheço nenhum. Mas esse tipo de tour particular costuma ser hiper caro. Aconselho vc a tentar montar o roteiro pra se deslocar de carro ou de trem + ônibus.

      Obrigada pela visita aqui no blog!

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