24.02
2015

Oban: A porta de entrada para as ilhas da costa oeste da Escócia

Como o título desse post já diz, Oban se tornou a principal porta de entrada para as ilhas da costa oeste da Escócia. Mesmo sendo uma cidade minuscula, com uma população de aproximadamente 9 mil habitantes apenas, Oban está bem preparada para o turismo.

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A cidade está localizada no Firth of Lorn (Fiorde de Lorn) e bem de frente para a baía de Oban fica a ilha de Kerrera e logo mais adiante a ilha de Mull. 

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Oban tem uma boa conexão com diversas partes da Escócia, seja por avião, trem ou ônibus, então chegar até lá é relativamente simples, mas mesmo assim, exige um certo planejamento, pois as opções de rotas e horarios não são abundantes.

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Além do mais, a cidade se tornou uma boa opção para montar base pra conhecer as ilhas que fazer parte das Inner Hebrides. Existem ferries que partem a cada pouco do porto da cidade em direção as diversas ilhas da costa oeste.

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Até eu ir morar em Edimburgo, claro que eu nunca tinha ouvido falar em Oban. Mas acredito que quem estava na Escócia na mesma época que eu, deve lembrar que Oban ganhou as primeiras páginas de todos os jornais e sites do país. Motivo? A queima de fogos do Guy Fawkes Night deveria durar 15 minutos, mas devido a um erro de programação, todos os fogos estouraram em menos de 1 minuto. Foi o maior fiasco!!

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Deixando de lado essa notícia, Oban é uma cidade pequena, que pode ser facilmente explorada a pé. Foi isso que eu fiz. Uma tarde foi mais do que suficiente pra conhecer muito bem toda a cidade.

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Em Oban tudo gira em torno do calçadão de frente para o mar chamado de Corran Esplanade e da George Street, uma rua paralela, que se tornou o principal destino de compras da cidade.

Qualquer pessoa que já tenha lido mais de 1 roteiro aqui no blog, sabe muito bem que eu sempre começo a explorar qualquer cidade pelo lugar mais longe e em Oban essa regra não foi exceção.

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Logo após o almoço, eu segui caminhando em direção ao norte da cidade. A minha primeira parada foi no Oban War Memorial & Lighthouse, que fica no meio do caminho entre o centrinho de Oban e o Dunollie Castle. A região oferece uma das melhores vistas do Dunollie Castle. O local é pequeno e a visita não leva mais do que uns 5 minutos.

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O trajetinho até o Dunollie Castle é feito pela estrada, por onde passam os carros, portanto, é necessário muito cuidado nessa hora. O acostamento é pequeno e não tem calçadas. Por sorte, quando eu tava lá, praticamente não havia movimento na estrada, então o restante da caminhada foi bem tranquila.

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A entrada para o Dunollie Castle é feita atraves de uma área onde estão algumas ovelhas. Apesar de gerar um pouco de duvida, é ali mesmo, é só atravessar o estacionamento de carros e seguir em diante.

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O Dunollie Castle, um castelo em ruínas, que está localizado em uma das extremidades da Baía de Oban (lado contrario de onde eu estava hospedada e de onde ficam o Terminal de Ferry, Rodoviária e a Estação de trem), no alto de uma pequena colina.

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Apesar de ser um castelo em ruinas, eu quis ir até lá mais por causa da caminhada pra chegar até lá e também por causa da vista que se tem lá do alto.

Quem ocupou o castelo foi o Clã MacDougall e mesmo sendo um castelo em ruínas, no mesmo terreno da pra visitar uma especie de museu com alguns objetos, obras e fotos que pertenceram a essa família. Eu optei por não visitar o museu e subi direto pro alto da colina.

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No dia que eu estive lá, estava acontecendo uma sessão de fotos de um casamento. Noiva e noivo (de kilt!) lutavam contra o vento pra conseguir tirar suas fotos de recordação. Foi engraçado ver ela preocupada com o cabelo e ele com o kilt! =D

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Mas claro que o meu objetivo não era ficar vendo eles tentarem tirar as fotos e sim, fotografar os ferries, as ilhas, o centro da cidade e o porto lá do alto.

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Caminhando pela Oban’s Esplanade, eu resolvi dar uma paradinha na St Columba’s Cathedral, uma igreja católica construida durante o século 20. A igreja de estilo neogótico foi totalmente construida com pedra rosa e granito azul, mas o que se destaca mesmo por lá são os seus vitrais que homenageiam Michael, Raphael e Gabriel. A igreja é bem pequena e a visita não leva mais do que uns 10 minutos.

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No caminho de volta pro centrinho da cidade, eu aproveitei pra conhecer outra igreja da cidade, a St John’s Episcopl Cathedral, a igreja anglicana da cidade. Quem já teve a chance de visitar alguma igreja anglicana já sabe que elas tem o interior bem diferente das igrejas que estamos acostumados a ver por ai. Diz que a igreja foi construida com dinheiro doado pelos dois principais clãs da regiao: os MacDougalls e os Campbells.

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E como eu estava na cidade na semana anterior ao referendo, eu aproveitei pra ver o movimento dos moradores a favor ou contra a independência da Escócia. Assim como no norte do país e na ilha de Skye, eu fiquei com a impressão se haver mais pessoas a favor do que contra a independencia.

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E por fim, eu ainda tive tempo de dar uma passadinha rápida na principal destilaria da cidade, a Oban Distillery. Essa destilaria foi fundada no final do século 18 e atualmente ela faz parte do grupo Diageo junto com outras importantes destilarias do país.

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Quem tiver interesse, além de visitar o museu e a lojinha, também é possivel fazer um tour pela destilaria (precisa reservar com antecedência!) e degustar um dos whiskys mais famosos da casa, o 14 years old West Highland Malt Whisky.

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Essa destilaria ficou bem popular por produzir whisky single malt e por não ter preços estratosfericos.

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E por fim, se alguém achou que eu ia deixar de fora do roteiro a principal atração da cidade, está muito enganado! O cartão postal de Oban é a McCaig’s Tower (também conhecida por McCaig’s Folly), que fica no alto da colina de Battery Hill e como dá pra imaginar, a torre domina toda a paisagem.

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A torre começou a ser construida no final do século 19 e levou mais ou menos quase 10 anos pra fiacr pronta. Ela recebeu esse nome em homenagem a John Stuart McCaig, que foi que a projetou.

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McCaig tinha uma verdadeira adoração pelos periodos gregos e romano e resolveu se inspirar no Coliseu de Roma enquanto estava desenvolvendo o projeto arquitetonico para esse lugar que seria um momumento de homenagem a sua família. Como ele veio a falecer de forma repentina, a sua idéia de colocar estatuas (dele e de membros de sua familia) não chegou a ser finalizada.

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Hoje em dia, a torre é bastante procurada tanto por locais como turistas, pois lá do alto da pra ter uma visão completa de toda a cidade de Oban, além de algumas ilhas que fazem parte das Inner Hebrides (a gente consegue ver em primeiro plano a ilha de Kerrera e logo na sequencia Lismore e a ilha de Mull).

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Eu fiz questão de deixar esse lugar por ultimo na minha listinha por um simples motivo: o por-do-sol. Imaginei que, indo no verão (metade de setembro) e com o dia escurecendo mais tarde, seria uma ótima idéia. E realmente foi, o por do sol la do alto é super bonito. Ver o sol caindo atras das ilhas foi beem legal!

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Para chegar lá, o trajeto é um pouco longo, acho que levei uns 15 a 20 minutos caminhando. Apesar da torre não parecer ficar tão longe, a estradinha até o alto é cheio de curvas, então a caminhada levou mais tempo do que eu imaginava.

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Mas ao chegar lá, dentro do monumento tem um jardim e alguns bancos pra descansar. Ainda bem!

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Obs.: Quem precisar de informações sobre qualquer coisa relacionada a cidade ou como ir até as ilhas, existe um Visitor Centre do Visit Scotland no North Pier. Fica bem no meio da cidade, impossível não ver. Além disso, eles vendem alguns livros, cartões postais e lembrancinhas da região.

Bruna Bartolamei
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Bruna Bartolamei

Catarinense, mas atualmente morando em Curitiba-PR. Já morou em Edimburgo, a capital da Escócia por quase 2 anos. Criou o blog pra contar um pouco mais sobre como foi o seu intercâmbio na terra dos Kilts e das Gaitas de Fole, e também, sobre suas viagens pelo mundo.
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Postado em Escócia, Oban
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