03.06
2015

Um tour pelas ilhas de Paris: Île de la Cité e Île St Louis

Todas as vezes que estive em Paris, sempre fiz questão de caminhar pelas duas ilhas (de verdade!) que ficam bem no meio do rio Sena: a Île de la Cité e a Île St Louis.

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Engraçado que, mesmo sempre indo lá, todas as vezes descubro lugares e ruas que eu não havia visto até então. Nessa ultima viagem, eu acabei indo somente na Île de la Cité e sério, durante a primavera, essa região estava mais bonita do que nunca (não parei de fotografar um minuto, mesmo com chuva e carregando o guarda-chuva o tempo todo). Já a Île St Louis, eu já tinha conhecido bem na ultima viagem que fiz durante o outono, então por causa da chuva, preferi não me alongar muito nesse passeio. 

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Mas o que tem de interessante pra ver nessas duas ilhas? A Île de la Cité tem diversas atrações super famosas de Paris, já a Île St Louis nem tanto. Na verdade, a Île de St Louis vale a caminhada mais por ser um lugar bonitinho e tranquilo (bem mais tranquilo do que a sua ilha vizinha!).

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→ Île de la Cité (metade pertence ao 1 arrondissement e outra metade ao 4 arrondissement)

Foi nessa região que surgiu a cidade medieval de Paris. A ilha é super pequena, então dá pra conhecer tudo em poucas horas. Quem estiver hospedado no centro de Paris, não vai ter nenhuma dificuldade em ir até lá, porém quem quiser usar o transporte publico (geralmente eu sempre dou preferencia em usar metro), existe uma estação de metro dentro da ilha, chamada de “Cité” ou ainda, dá pra ir até a estação “Pont Neuf”, saindo dessa estação, é só atravessar a ponte.

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E por falar em ponte, a Pont Neuf foi a primeira ponte construída em Paris. Essa ponte é formada por arcos (que tem números diferentes para cada margem do rio) e rostos esculpidos por tooooda a sua extensão.

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Na próxima quadra, junto ao Palais de la Justice, ficam a Conciergerie, a Torre do Relógio e a Sainte Chapelle. O Palais de la Justice ainda abriga algumas instituições jurídicas importantes (Corte de Cassações e de Apelações, por exemplo), portanto, pra entrar nessa área é necessário passar por um controle de segurança (padrão aeroporto).

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A Conciergerie (antigamente pertencia ao Palais de la Cité)  já foi residencia dos reis da França e também já foi usado como prisão. Entre todas as pessoas que ficaram presas ali um dia (de pessoas comuns a presos políticos), certamente a história de Maria Antonieta é a que mais se destaca, pois ela passou os últimos meses de sua vida presa ali durante a Revolução Francesa, antes de ir pra guilhotina.

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A Torre do Relógio antigamente pertencia as muralhas do Palais de la Cité, ficou conhecida por abrigar o primeiro relógio público de Paris. Claro que o relógio que vemos ali hoje não é o mesmo, pois ele foi substituido por outro durante o reinado de Henrique III.

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Também vale muito a pena visitar a St Chapelle, a capela real do antigo Palais de la Cité. Essa igreja tem dois andares, onde no primeiro andar era o local frequentado por pessoas comuns e o segundo andar pela realeza. Com certeza a parte mais bonita da igreja fica no segundo andar, não deixe de reparar nas estátuas, no teto e nos vitrais, claro.

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Quem pretende visitar a St Chapelle e a Conciergerie, existe um ticket combinado, com isso o valor fica um pouco mais barato. Fica a dica!

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E por fim, porém não menos importante, a gente finalmente chega a principal atração dessa ilha, a Catedral de Notre-Dame, que chama atenção pelo seu estilo gótico, seus vitrais e alguns acontecimentos históricos importantes (coroação de Napoleão Bonaparte, Beatificação de Joana D’Arc, entre outros). A visita a essa catedral é gratuita, porém pra subir até a torre ou visitar o museu, é cobrado um valor a parte. Quem tiver interesse de visitá-la, deve se mexer cedo, pq as filas são enoooormes.

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Logo em frente a Catedral de Notre-Dame fica o marco zero de Paris, não é tão fácil de achar, pois essa região tá sempre muito lotada. Mas se olhar com muita calma e conseguir afastar a multidão, dá até pra tirar uma fotinho.

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→ Île St Louis (pertence ao 4 arrondissement)

Logo atrás da Catedral de Notre-Dame, fica uma pracinha, onde é possível chegar a ponte St Louis, que dá acesso a ilha de mesmo nome.

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A Île St Louis, como eu já disse no inicio do post, não tem nenhuma grande atração imperdível. O legal mesmo é caminhar sem pressa por ali, olhar a arquitetura dos prédios, conhecer as lojinhas, quem sabe aproveitar e almoçar e pq não, tomar um sorvete.

Na verdade, a maioria das pessoas que vão até essa ilha estão mais interessadas em apenas uma coisa: tomar um sorvete na Berthillon.

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Na mesma quadra da sorveteria fica a Igreja St Louis en l’Île, a principal igreja dessa ilha.

Também é legal aproveitar pra caminhar por qualquer um dos seus Quais, seja o Quai d’Orléans/Quai de Béthune de um lado do rio, ou pelo Quai Bourbon/Quai d’Anjou no outro lado do rio.

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Obs.: Pra quem não sabe, um arrondissement equivale mais ou menos ao que conhecemos por bairro em qualquer cidade no Brasil, pode-se assim dizer.

Bruna Bartolamei
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Bruna Bartolamei

Catarinense, mas atualmente morando em Curitiba-PR. Já morou em Edimburgo, a capital da Escócia por quase 2 anos. Criou o blog pra contar um pouco mais sobre como foi o seu intercâmbio na terra dos Kilts e das Gaitas de Fole, e também, sobre suas viagens pelo mundo.
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Postado em França, Paris
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