13.12
2015

Manaus: Reserva Florestal Adolpho Ducke (Museu da Amazônia – Musa e Jardim Botânico)

Quem vai ao estado do Amazonas certamente quer conhecer um pouco sobre a maior floresta tropical de nosso planeta, a Floresta Amazônica. E uma boa opção pra isso é visitar a Reserva Florestal Adolpho Ducke, local onde está localizado o Jardim Botânico de Manaus e o Museu da Amazônia (MUSA).

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Essa Reserva Florestal é considerada a maior área com floresta urbana inexplorada do mundo, além de ter também o maior Jardim Botânico do mundo. Legal, né? 

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A Reserva Florestal foi criado no ano 2000 pela Prefeitura de Manaus em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) para preservar a Floresta Amazônica do crescimento acelerado dos bairros na zona norte de Manaus. E o projeto deu super certo!

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Logo ao chegar na Reserva Florestal, somos recebidos por um guardinha que nos encaminha até a recepção onde podemos comprar os tickets. Existem três formas de visita: visita guiada, subida na torre de observação ou ambos. Cada ingresso tem um preço diferente, claro. Nos optamos por fazer a visita completa, com subida na torre de observação + visita guiada. Obs.: as visitas guiadas tem horários especificos, então como ainda tinha um tempinho até sair o próximo tour, a gente foi visitar primeiro a torre de observação.

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No total, a Reserva Florestal tem mais ou menos uns 3 km de trilhas, por onde a gente pode conhecer um pouco mais sobre a Floresta Amazônica, sua vegetação, fauna e curiosidades, sempre acompanhado de um guia.

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O nosso passeio começou com a visita a Torre de Observação. O trajeto entre a recepção e a torre não é muito demorado não, acho que levamos uns 20 minutos caminhando. Na ida, a guia foi dando algumas informações sobre a cidade, a reserva florestal, o trabalho realizado ali, entre outras coisas.

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Ao chegar na Torre de Observação, é necessário subir mais ou menos uns 200 degraus que dão acesso as três plataformas de observação da Floresta Amazônica e ainda, na ultima plataforma, a 42 metros de altura, dá pra ter uma visão do skyline de Manaus de um lado e de outro lado a Floresta Amazônica.

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Manaus!

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Floresta Amazônica

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Achei super legal ver aquela imensidão sem fim de árvores e plantas de todos os tipos e tamanhos, sem falar nos diversos tons de verde e da chance em ouvir um pouco dos sons da floresta. Imperdível!

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Lá do alto da ultima plataforma da torre a guia mostra as maiores árvores da Floresta Amazonica que estão dentro dessa área da reserva, como o Angeli em Pedra e a Castanheira. Ali também as famosas seringueiras (de onde é extraído o látex da borracha) e o breu branco (muito usado pela Natura em seus cosméticos).

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Angeli em Pedra

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Breu Branco

No trajeto de volta, a guia vai mostrando algumas outras plantas e seus usos, nos mostrou também cipó e o cipó parasita, casinhas de formiga e cigarra, entre outras coisas. Achei super interessante!

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Cipó

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Escada de Jabuti

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Ninho de cigarras

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Casinhas de formigas (esses círculos na areia)

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Cupim

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Consegue ver a lagartixa?

De volta a recepção, tivemos um tempinho pra se recuperar da caminhada (37 graus e toda aquela umidade, não é fácil!!), tomar uma água, ir ao banheiro e renovar o protetor solar e repelente antes de iniciar a visita guiada pelo Jardim Botânico e o Museu da Amazônia.

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O tour começou com uma visita a um local onde estão algumas espécies de aranhas coletadas ali mesmo.

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Depois fomos a um borboletário, local onde borboletas e mariposas são criadas e estudadas. Lá eu descobri que eu não tenho medo de borboleta, na verdade, eu tenho medo de mariposas (que são aquelas borboletas cinzas gigantes e feionas).

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Percorremos um pequeno trajeto em meio a floresta até chegar na nossa próxima parada: um lago com diversas vitórias-régias, considerada a maior planta aquática da Amazônia. Por ser época de seca, eu já sabia que não veria elas na sua melhor forma, mas mesmo assim, foi legal ter uma ideia de como elas são.

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Em seguida fomos visitar a mais nova atração do museu, um aquário onde são criados e estudados alguns peixes da Amazônia, como Pirarucu, Tambaqui, Aruanã-Branco, entre outros.

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Pirarucu

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Tambaqui

De volta a trilha em meio a Floresta, seguimos para um serpentário. Lá estão em exibição diversos tipos de cobras da Amazônia, como jararaca, jiboia, cobra cipó, entre outras.

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Detalhe: segundo o guia, as cobras se alimentam a cada 15 – 20 dias e nos chegamos bem nesse dia. Em cada um dos expositores foi colocado um ratinho vivo. Foi triste de ver a agonia daqueles ratinhos só esperando pelo bote.

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Ninguém gosta desses bichos, mas fiquei com pena desse ratinho!

Ali do ladinho do serpentário tem outros dois expositores ao ar livre, onde estão as sucuris, considerada uma das maiores cobras do mundo. Infelizmente a gente não conseguiu ver muito bem, pq as danadas estavam submersas no riozinho.

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E por fim, depois de mais uma pequena trilha com algumas explicações sobre as árvores que avistamos lá do alto da Torre de Observação, seguimos pro museu, onde estava acontecendo a exposição “Peixe e Gente”.

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Ali estavam alguns outros peixes menores da Amazônia (como piranha, por exemplo) em exibição em aquários e alguns trabalhos indigenas.

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E por fim, a visita termina no viveiro de orquídeas e bromélias.

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Minha opinião: Quando comecei a pesquisar sobre esse lugar na internet, fiquei um pouco confusa. Não tinha entendido muito bem se a Reserva Florestal era uma coisa, o MUSA outra e o Jardim Botânico outra. Mas depois dessa visita, vi que tudo isso fica no mesmo lugar. Tinha lido algumas opiniões falando que não valia a pena conhecer, outras recomendando muito.

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Mas enfim, a minha opinião é a seguinte: Eu gostei bastante de conhecer esse lugar. Achei que a visita ficou muito mais interessante com os guias, se a gente tivesse que conhecer sozinhos, não teria a menor graça. O barato desse lugar são as explicações e as curiosidades, coisa que a gente como leigo não entende e não identifica nada. Ver a floresta lá do alto foi super legal também!

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Pra quem gosta desse tipo de passeio, certamente vale muito a pena!

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A Reserva Florestal fica na Av. Margarita (antiga Uirapuru), s/nº, bairro Cidade de Deus, Manaus. Abre de terça a domingo, das 09:00 as 17:00.

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Bruna Bartolamei

Catarinense, mas atualmente morando em Curitiba-PR. Já morou em Edimburgo, a capital da Escócia por quase 2 anos. Criou o blog pra contar um pouco mais sobre como foi o seu intercâmbio na terra dos Kilts e das Gaitas de Fole, e também, sobre suas viagens pelo mundo.
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Postado em Amazonas, Brasil, Manaus
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  1. Bóia 21/12/2015 | 17:32

    Oi, Bruna. Tudo bem? :)

    Seu post foi selecionado para o #linkódromo, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Bóia – Natalie

    • Contando as Horas 22/12/2015 | 00:37

      Oi, Natalie

      Muito obrigada pelo destaque! Duas vezes seguidas.. :D

      Um bom 2016 pra vc e toda equipe do VnV!

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