25.12
2015

Potsdam, a cidade que foi a residência oficial dos reis da Prússia

Um dos bate-voltas mais populares pra quem está em Berlim é ir até a cidade de Potsdam, a capital do estado de Brandemburgo. Mesmo sendo a maior cidade desse estado, Potsdam tem apenas 160 mil habitantes. Vale dizer que a cidade fica em um lugar privilegiado no norte da Alemanha, pois Potsdam é rodeada por 20 lagos e ainda, uma boa parte da cidade fica as margens do rio Havel.

Mas o que tem atraído cada vez mais turistas a cidade é o fato da cidade ter sido residência oficial dos reis da Prússia e de ter diversos palácios e castelos.

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Primeiro de tudo, é interessante saber que a cidade tem dois grandes parques: o Park Sanssouci e o Neuer Garten e cada um desses parques tem seus palácios e castelos.

Obs.: A entrada nos dois parques é gratuita, mas para visitar cada palácio/castelo é necessário pagar. Geralmente é permitido fotografar dentro dos palácios/castelos, mas é necessário pagar uma taxa extra. 

→ Park Sanssouci

Nossa visita começou no Parque Sanssouci, localizado a 2km a oeste do centro da cidade. Para ir até lá, nós preferimos pegar um táxi a partir da estação de trem de Potsdam Hbf. Acho que não levamos nem 5 minutos pra chegar lá. Foi bem tranquilo.

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Nesse parque estão localizados o Palácio Sanssouci, o Novo Palácio, Palácio Orangerie, o Palácio de Charlottenhof, as Termas Romanas, Moinho Histórico e uma Casa de Chá Chinesa. De todas essas atrações, as duas únicas que não visitamos foram: o Palácio de Charlottenhof (Me pareceu ser meio sem graça) e as Termas Romanas (Pq era a unica coisa que ficava para o lado contrario de onde estavam todas as outras atrações. Mas quem visitar o Palácio de Sanssouci, consegue ver as termas de longe, lá no alto de uma pequena colina).

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Lá no alto as Termas Romanas

Sem duvida alguma, a grande atração desse parque é o Palácio Sanssouci (Schloss Sanssouci), e foi lá que resolvemos começar a nossa visita.

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Schloss Sanssouci foi construído durante o século 18 a mando do rei Frederico II para ser usado como sua residencia de verão. O que chama atenção de imediato é que o palácio tem apenas um único andar, localizado no alto de uma colina.

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A entrada no Palácio de Sanssouci é feita pelos fundos, em frente a essas colunas

Quem optar por visitar o palácio, eu altamente recomendo comprar o ticket pelo site oficial. As visitas acontecem com hora marcada e os ingressos para cada horário são limitadas.

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Nos optamos por pegar o primeiro horário disponível e foi a melhor coisa, pois a nossa visita foi bem tranquila, sem grandes multidões.

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A visita ao palácio é relativamente rápida, determinada pelo tempo de duração do audio-guia, levando mais ou menos uns 40 minutos a 1 hora de duração. É possível visitar as 10 salas do palácio, todas com grandes janelões, a maioria com vista para os jardins. Não deixe de reparar na vista que as janelas proporcionam.

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Não foi atoa que Frederico, o Grande, fez questão de passar toda a temporada de verão ao longo de sua vida em Sanssouci. Dizem que uma das coisas que Frederico mais gostava era de cultivar frutas e vinho em Potsdam. Tanto que se reparar bem, as laterais das escadarias do jardim foram transformadas em vinhedos.

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Depois de caminhar pelos jardins, nosso próximo destino foi uma breve parada na Casa de Chá Chinesa (Chinesisches Haus), considerada uma das construções mais bonitas do parque. Ali era o local preferido de Frederico II para tomar um chá e apreciar uma boa música. Atualmente, nesse local tem uma exposição de utensílios de porcelana. Vale a pena dar uma paradinha ali para conhecer.

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Continuando o passeio pelo parque, o próximo destino que conhecemos foi o Palácio Novo (Neues Palais), um dos maiores palácios desse parque.

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Ele também foi construído durante o século 18, com o objetivo de comemorar o fim da Guerra dos Sete Anos, aonde a Prússia venceu a batalha do domínio do Império dos Habsburgos nessa região. Dizem que ele também era usado para receber os convidados do rei da Prússia quando ele estava em Sanssouci.

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No dia que estivemos lá não estava aberto, portanto não conseguimos visitar a parte interna, mas ao menos deu pra caminhar nos arredores e garantir umas fotos. Esse palácio é super bonito!

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Não deixe de reparar nas estátuas, monumentos e construções espalhados pelo jardim, no trajeto entre um palácio e outro. Uma mais bonita que a outra!

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E por fim, visitamos o Palácio Orangerie (Orangerieschloss), que também foi construído para servir de residencia para os convidados dos reis da Prússia. Quem optar por visitar esse palácio, a visita é guiada. A maioria dos tours acontecem em alemão e se der sorte, consegue pegar um dos poucos tours em inglês.

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A visita não é muito demorada e para percorrer as dependências desse palácio a gente recebe pantufas.

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O grande destaque desse palácio é a sala Raffaelsaal, local aonde estão algumas pinturas de Raphael. No dia que estivemos lá, como dá pra ver pelas fotos, o palácio estava passando por uma reforma, então não conseguimos visitar as estufas onde são mantidas algumas especies de plantas preferidas do antigo rei da Prússia.

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No trajeto de volta entre o Palácio Orangerie e o Centro de Informações Turísticas do parque Sanssouci, nós acabamos passando meio sem querer pelo Moinho Histórico (Historische Mühle), construído na época de Frederico II, mas que logo mandou que ele fosse desativado, devido ao grande barulho que ele fazia. Mais tarde foi incorporado no moinho a técnica holandesa e ele voltou a funcionar. Hoje em dia é local de uma lojinha de souvenirs.

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Obs.: Existe um passe que dá direito a visitar todos os palácios do Parque Sanssouci, que na época que visitamos, em maio de 2015, custava 19,00 euros. A permissão para fotos internas custou 3,00 euros.

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** Para ir do Parque Sanssouci até o Neuer Garten nós pegamos um táxi. Geralmente é fácil encontrar táxis levando turistas até o Palácio Sanssouci, mas caso não veja nenhum, é só solicitar um no Centro de Informações turísticas. **

→ Neuer Garten

O Neuer Garten é outro parque de Potsdam, localizado as margens de dois grandes lagos, o Heiliger See e o Jungfernsee. É lá onde ficam outros dois palácios: o Marmorpalais e o Schloss Cecilienhof. Nesse parque também fica o Jardim Botânico da cidade, o Biosphäre Potsdam (mas nós não visitamos).

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Nesse parque nós aproveitamos que o dia estava agradável e além de caminhar bastante pelo parque, nossa primeira parada foi no Schloss Cecilienhof. Pra quem gosta de história, esse palácio é um prato cheio.

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Se o primeiro palácio construído em Potsdam pela família real da Prússia foi Sanssouci, o ultimo foi o Palácio de Cecilienhof. Esse palácio foi construído para servir de residencia para o filho do Rei Guilherme II, o príncipe Guilherme da Prússia e sua esposa, Cecilia de Mecklemburgo-Schwerin.

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Uma das coisas que mais chama atenção nesse palácio é o seu estilo Tudor, inspirado em diversas construções que tinham esse mesmo estilo na Inglaterra, país onde a mãe do rei Guilherme II nasceu.

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Atualmente, o que tem levado muitas pessoas a conhecer esse palácio foi o fato de ali ter acontecido um dos eventos mais importantes do século passado: a Conferência de Potsdam, em 1945, que decidiu o futuro da Alemanha logo após a Segunda Guerra Mundial.

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Em uma das salas desse palácio estiveram reunidos, em 17 de julho a 02 de agosto de 1945, o presidente dos Estados Unidos Harry Truman, o primeiro-ministro britânico Winston Churchill e o chefe de estado da ex-União Soviética Joseph Stalin.

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O legal é que, esse palácio hoje em dia, além de ter uma ala destinada a um hotel, outra parte foi transformada em museu. Nesse pequeno museu tem uma exposição bem legal sobre como foi a Conferencia de Potsdam, com diversas fotos, documentos e videos. Inclusive, dá pra visitar a lendária sala onde aconteceram as reuniões e posterior assinatura dos acordos pelos lideres dos aliados vencedores da Segunda Guerra Mundial.

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Ah, e antes de ir embora, não deixe de reparar que existe uma estrela vermelha bem no meio do pátio externo, essa foi a marca deixada pelos soviéticos para celebrar as novas definições para a Alemanha e para a Europa em geral.

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O trajeto entre o Schloss Cecilienhof e o Marmorpalais é feito pelo parque mesmo e não leva mais do que uns 10 minutos de caminhada com vista para um dos lagos.

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O Marmorpalais (Palácio de Mármore) também era uma residencia real construída a mando do rei Frederico II, mas diferentemente de outros palácios construídos para receber convidados, esse era de uso exclusivo do Rei da Prússia que estivesse ocupando o poder.

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A visita nesse palácio é guiada e a gente tem a oportunidade de visitar diversas salas e apartamentos reais. Vale a pena visitar, principalmente pra quem gosta de ver decoração, moveis e objetos de época.

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Obs.: Existe um passe que dá direito a visitar os dois palácios localizados no Neuer Garten e o valor em maio de 2015 era de 8,00 euros. A permissão para fotos custa 3,00 reais. O ticket para visitar esses palácios nós compramos lá mesmo, na bilheteria do Palacio Cecilienhof.

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E pra terminar esse nosso dia em Potsdam, nós tivemos a brilhante ideia de atravessar (literalmente) Potsdam a pé até a estação de trem, coisa que levou mais ou menos 1 hora de caminhada. (Meu pai e minha mãe queriam matar o Raul, pq ele disse que era uma distancia bem curtinha e valia mais a pena ir a pé hahaha Imagine se fosse longe!).

 

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Fato é que, pelo caminho acabamos encontrando o Dutch Quarter, uma região com diversas casinhas de estilo holandês)..

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E também passamos pela Igreja de St Nicolau (Nikolaikirche), uma das principais igrejas da cidade que chama atenção pelo seu estilo clássico, super bonito! Ah, ela foi obra de Karl Friedrich Schinkel, um arquiteto alemão super famoso e que construiu diversas coisas importantes na Alemanha, principalmente em Berlim.

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→ Como ir até Potsdam partindo de Berlim

Potsdam fica a apenas 25 km de distância de Berlim e devido a essa proximidade, a cidade está incluida na Zona Tarifaria C de Berlim.

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Existem diversas formas de ir até lá, mas nós optamos por usar o nosso Berlin Welcome Card – Zona A, B e C (para ver o post sobre Transporte público em Berlim e o Berlin Welcome Card, é só clicar aqui), que dava direito a ir até Potsdam.

Nós estávamos hospedados em um hotel próximo a Gendarmenmarkt e a estação de metro (U-Bahn) mais próxima era a Franzosische Strasse. De lá nós fomos até a estação de trem suburbano mais próxima (S-Bahn) chamada de Friedrichstrass onde era possivel pegar a linha S7, que nós levaria de forma direta até estação central de Potsdam, a Potsdam Hbf. Esse trajeto leva mais ou menos uns 45 minutos.

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Quem não tiver comprado o Berlim Welcome Card – Zona A, B e C, pode comprar um Day ticket – Tageskarte A, B e C (esse ticket também dá direito a usar o transporte publico de Potsdam). Lembrando que, é importante ser um ticket com acesso a Zona C, pois Potsdam fica nessa zona.

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Chegando em Potsdam, dá pra pegar um ônibus (linha 695 ou X15) ou um táxi (corrida dura uns 5 minutos, no máximo). Nós optamos por pegar um táxi, foi mais rápido e tranquilo e nós pagamos menos de 8,00 euros.

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Catarinense, mas atualmente morando em Curitiba-PR. Já morou em Edimburgo, a capital da Escócia por quase 2 anos. Criou o blog pra contar um pouco mais sobre como foi o seu intercâmbio na terra dos Kilts e das Gaitas de Fole, e também, sobre suas viagens pelo mundo.
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  1. Michelle 02/01/2016 | 19:14

    Bruna,
    Parabéns pelo seu blog, ele tem me ajudado bastante!
    Vale a pena conhecer Potsdam no final de janeiro? Você saberia me dizer se esse passeio é recomendado no inverno?
    Obrigada!

    • Contando as Horas 04/01/2016 | 19:06

      Oi, Michelle

      Eu acho que vale a pena! Talvez os jardins não vão estar na sua melhor forma ou talvez pode ter neve, mas eu acho que vale a pena sim. Eu iria!

      Uma coisa que te aconselho a fazer é ir bem cedo, visitar Schloss Sanssouci e depois caminhar pelos jardins e deixar os outros palácios pra depois. Em janeiro o dia termina muito cedo, por volta das 16:00 já tá escuro. Assim vc consegue aproveitar bem o passeio.

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