15.07
2016

Como organizar uma viagem ao Vale dos Vinhedos

O roteiro inicial dessa viagem ao Rio Grande do Sul não incluía o Vale dos Vinhedos. Mas ai aconteceram algumas coisinhas (expliquei nesse post aqui) e eu tive que alterar a data da viagem. Com isso, resolvi incluir no meu roteiro além de Gramado e Canela, Bento Gonçalves e Garibaldi também.

Mas ai passei por aquele momento de reflexão antes de alterar a passagem: será que incluo mais algum outro lugar pra visitar na região? quantos dias? onde ir?

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Achar outros lugares pra visitar na região foi fácil, o problema foi achar a respostas para todas as outras perguntas. Pensei que seria mais simples organizar uma viagem pra lá que não precisasse de carro, mas não foi isso que encontrei. Levei quase uma tarde inteira de sábado pra reorganizar e incluir esses novos destinos no roteiro.

Primeiro eu tive que entender bem o que era o Vale dos Vinhedos, quais as principais cidades, o que tinha pra fazer lá e como me deslocar (sem carro) entre tudo o que eu gostaria de conhecer. Teoricamente parece simples, né? Mas não foi. Nesse post eu vou compartilhar como eu organizei essa viagem. 

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→ O Vale dos Vinhedos

O Vale dos Vinhedos fica entre os municípios de Bento Gonçalves (60%), Garibaldi (33%) e Monte Belo do Sul (7%). São km e mais km de pequenas colinas totalmente cobertas por parreirais, onde estão localizadas mais de 30 vinícolas. Além das vinícolas, também podemos encontrar hotéis, pousadas, restaurantes e lojas de produtos típicos que podem ser acessadas pela RS-444, também conhecida por a Estrada do Vinho.

Pra ter uma ideia de como vinho é assunto sério por aqui, existe uma Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos, a Aprovale, que certifica se todos os vinhos produzidos obedecem os padrões de qualidade exigidos, a indicação de procedência e de denominação de origem. Esses selos são a garantia que nós consumidores temos da qualidade dos vinhos que são produzidos nessa região, afinal essa foi a primeira região do Brasil a ter oficialmente esses reconhecimentos, mantendo o compromisso de obedecerem regras especificas para o cultivo da uva e elaboração dos vinhos.

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→ Quando ir

O Vale dos Vinhedos é uma viagem para o ano todo, mas existem alguns detalhes que podem fazer toda a diferença.

É considerado alta temporada os meses de julho, dezembro, janeiro e fevereiro, por ser época de férias. Mas é bom ficar atento a um detalhe: final de janeiro até inicio de março é quando acontece a Vindima, a época da colheita das uvas.

Eu fui bem na alta temporada e época da Vindima (fevereiro de 2016) e o Vale dos Vinhedos estava lotado!

A maioria das vinícolas e hotéis tem programação especial na época da Vindima, como participar da colheita das uvas diurna ou noturna, pisa das uvas, piqueniques em meio aos parreirais, degustação especial de produtos locais e sucos, vinhos e espumantes, entre outros eventos típicos.

E ainda, pra completar, ali pertinho, em Caxias do Sul, acontece a Festa Nacional da Uva, que esse ano aconteceu na primeira semana de março.

Quem quiser ir ao Vale dos Vinhedos na época da Vindima, é interessante comprar passagem aérea e reservar hotel com bastante antecedência.

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→ Deslocamentos

Como eu já mencionei no inicio desse post e em diversos outros posts sobre essa viagem, eu optei por não ir ou alugar um carro, preferi fazer tudo usando avião + ônibus.

Eu já contei todos os detalhes sobre como cheguei a Porto Alegre, quais empresas de ônibus eu peguei para ir até Gramado e Canela e depois seguir viagem até Bento Gonçalves e Garibaldi e como voltei até Porto Alegre.

Quem quiser ver esse post, é só clicar aqui -> Serra Gaúcha sem carro: Sim, é possível!

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→ Hospedagem

Basicamente existem 2 opções de hospedagem:

1) No centro de Bento Gonçalves, Garibaldi ou Monte Belo do Sul

2) Literalmente no Vale dos Vinhedos.

Inicialmente eu tinha cogitado me hospedar no centro de Bento Gonçalves, mas depois de muita pesquisa, acabei mudando de ideia. Preferi me hospedar literalmente no Vale dos Vinhedos. Escolhi dois hotéis, pois assim pude dividir os passeios e consegui visitar boa parte do que queria a pé, exceto Garibaldi, onde fui e voltei de táxi.

Os hotéis escolhidos foram: Hotel e SPA do Vinho Autograph Collection e uma das Pousadas da Villa Valduga, que pertence a vinícola Casa Valduga. Eu vou falar melhor sobre esses lugares nos próximos posts!

Para ver o post sobre a hospedagem no Hotel e SPA do Vinho Autograph Collection, é só clicar aqui.

Para ver o post sobre a hospedagem na Pousada Villa Valduga, é só clicar aqui.

Outras opções que eu cogitei me hospedar no Vale dos Vinhedos: Pousada Ca di Valle, Hotel Villa Michelon, Pousada Borghetto Sant’Anna, Pousada Terragnolo e Pousada Castello Benvenutti.

Já no centro de Bento Gonçalves, as opções que mais gostei foram: Hotel Laghetto Viverone e Dall’Onder Vittoria Hotel.

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→ Meu roteiro

Meu roteiro no Vale dos Vinhedos teve duração de 5 dias, onde:

– 3 dias eu fiquei hospedada no Hotel e Spa do Vinho Autograph Collection (em 1 desses dias eu fui até Garibaldi).

– 2 dias eu fiquei hospedada na Pousada Villa Valduga.

Todos os detalhes sobre os passeios e vinícolas que visitei vão estar nos próximos posts! Mas já adianto, Bento Gonçalves deve estar no roteiro por causa da produção de vinho e Garibaldi, por causa da produção de espumantes.

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→ Vinícolas grandes x Vinícolas menores

Existem diversas (muitas, mesmo!) vinícolas no Vale dos Vinhedos, desde as maiores e mais conhecidas, como Casa Valduga, Miolo, Salton, Aurora até as menores com produção mais artesanal e limitada, como Larentis, Terragnolo, Dom Candido, Pizzato, Dom Laurindo, entre outras.

A maioria delas oferecem visita e degustação. Obviamente não é necessário fazer todos os tours de visitação, até pq o processo de produção de vinhos é praticamente o mesmo pra todas (algumas vinícolas tem um ou outro detalhe diferenciado na sua produção, como é o caso da Lidio Carraro), mas o legal é entrar e conhecer as propriedades, ver os parreirais, visitar as lojas pra degustar e/ou comprar alguns produtos.

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→ Segurança

Como eu fiz essa viagem sozinha, andei de ônibus entre todas as cidades e boa parte do roteiro eu conheci caminhando, achei que talvez fosse interessante escrever sobre como me senti nesses dias no Vale dos Vinhedos.

Fiquei 5 dias no Vale dos Vinhedos. Cheguei e sai dessa região de ônibus, me desloquei de táxi para ir até os hotéis que fiquei hospedada e também fui até Garibaldi de taxi e nos outros dias fiz todo o roteiro a pé pela região.

Cheguei a perguntar na recepção dos dos hotéis se era seguro caminhar por ali (sozinha) e todos me tranquilizaram com relação a isso. Mais tarde acabei comprovando que era tudo verdade. Andei sozinha por tudo, em parreirais, nas estradinhas, nas vinícolas, parei pra fotografar diversas coisas no caminho (sempre com a máquina literalmente pendurada no pescoço) e nunca, nunca mesmo, tive qualquer problema. Foi super tranquilo!

Claro que fiquei atenta, mas como não vi nada suspeito ou estranho e adorei a experiência, hoje tenho certeza de que ter feito o roteiro dessa forma mais “alternativa” foi a melhor escolha!

Caso não se sinta confortável ou por algum motivo não queira encarar esse roteiro por conta própria, existem duas empresas que fazem passeios na região, a Salini e a Giordani.

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Bruna Bartolamei

Catarinense, mas já morou em Curitiba (8 anos) e em Edimburgo, a capital da Escócia (quase 2 anos). Criou o blog pra contar um pouco mais sobre como foi o seu intercâmbio na terra dos Kilts e das Gaitas de Fole, e também, sobre suas viagens pelo mundo.
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Postado em Bento Gonçalves, Brasil, Garibaldi, Hotéis, Rio Grande do Sul
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