09.03
2017

Bélgica: Roteiro de 1 dia em Antuérpia, a maior cidade da região de Flandres

Antuérpia é a segunda maior cidade da Bélgica (fica atras apenas de Bruxelas), localizada no norte do país, na parte holandesa, na região de Flandres. Está entre as cidades mais visitadas da Bélgica e claro, eu não iria deixá-la de fora do meu roteiro.

Apesar de ser uma cidade grande (para os padrões Belga), Antuérpia tem um pouco mais de 500 mil habitantes. Está localizada as margens do rio Schelde, mas a maioria das principais atrações ficam do lado de cá do rio (mesmo lado que está a estação de trem).

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Antuérpia ficou conhecida por ser um dos maiores centro de lapidação de diamantes do mundo, cerca de 70% do comercio mundial desse mineral é feito ali. Além disso, outro grande destaque é o seu porto, um dos maiores do mundo e o segundo maior da Europa, ficando atrás somente do Porto de Roterdã, na Holanda. 

Quem já parou pra olhar o mapa da Bélgica, deve ter percebido que Bruxelas e Gent ficam mais no centro, a Antuérpia fica pro lado direito (mesmo lado que está a Holanda) e Bruges fica pro lado direito.

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Por ela ficar de certa forma isolada, nós preferimos não ficar hospedados lá. Optamos por fazer um bate-volta a partir de Gent. Para ir de Gent até Antuérpia é bem simples, existem trens direto de hora em hora e a distância é de apenas 50 minutos.

Antuérpia tem mais de uma estação de trem, mas dê prioridade por chegar na estação central, a Antwerpen Centraal, a principal estação de trem da cidade. Ela tem 4 andares, tem a fachada de estilo neo-barroca.

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Reserve um tempinho pra conhecer essa estação, pq ela é uma das maiores atrações turísticas da cidade. Sinceramente, até hoje, já tinha visto estações de trem modernas, legais e tudo mais, mas nunca tinha visto uma estação de trem tão bonita quanto essa, parece até um museu ou até um palácio. Vocês vão me dar razão depois de ver as fotos.

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Uma coisa que me chamou muito atenção é que, as plataformas estão localizadas em vários andares, portanto, o trem pode chegar no primeiro andar ou no ultimo andar. Achei isso super legal! Nunca tinha visto isso até então em nenhum lugar por onde passei na Europa.

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Não deixe de ir até o hall principal, veja a decoração e a escadaria toda de mármore e o domo central. Maravilhosos!

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Procure a saída principal da estação, logo ao desembarcar, ao chegar no saguão principal, procure as portas localizadas no lado esquerdo. Saindo da estação por esse local, o trajeto até o centro fica bem mais facilitado, afinal, é só seguir caminhando pela rua De Keyserlei, que logo adiante se transforma na rua Meir, até chegar no centrinho da cidade. Essas duas ruas tem MUITAS lojas, restaurantes, lojas de souvenirs, entre outros e por esse motivo, são consideradas as principais ruas de comércio da cidade.

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Nosso roteiro começou na Rubenshuis, o Museu Casa de Rubens, considerado um dos maiores artistas barrocos do século 17. Peter Paul Rubens nasceu na Alemanha, mas foi a Bélgica que escolheu para viver e trabalhar. Em Antuérpia fica sua casa e estúdio, que atualmente foi transformada em museu.

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A estrutura externa da casa por si só já é uma grande atração, pois o projeto realizado pelo próprio Rubens, foi inspirado no Palácio de Gênova, na Itália. Além de sua casa e estúdio, o lugar tem um jardim interno muito agradável. Vale a pena dar uma caminhada por ali, antes ou depois da visita.

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Para melhor atender os turistas, na praça em frente foi construído uma estrutura de vidro, local onde ficam a bilheteria pra comprar os ingressos e a lojinha de souvenirs. Depois de comprar o ingresso, é só atravessar o calçadão, apresentar o ticket para o guardinha e entrar no museu.

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O museu tem dois andares e as suas obras estão distribuídas por todas as partes da casa. Não deixe de reparar na própria decoração da casa, nos moveis, nos revestimentos das paredes, nos azulejos, lareiras, portas, janelas, entre outros, tudo muito bonito.

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A visita ao museu tem um trajeto único, então é bem fácil de conhecer tudo. Teoricamente não dá pra bater foto, mas todo mundo estava batendo e os guardinhas estavam fazendo vista grossa, aproveitei e bati umas também, pra ter de recordação. A visita é relativamente rápida, não passou de 1 hora.

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Seguindo o roteiro, pertinho do museu, fica a Igreja de Santiago (Sint-Jacobskerk), igreja que levou mais de 150 anos pra ficar pronta, local onde se encontra enterrado Rubens. Seu tumulo está logo a esquerda de quem entra na igreja. A visita é super rápida, coisa de uns 15 minutos.

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Andando pela rua lateral a essa igreja, vimos alguns Murais de Historia em Quadrinho (obras de artistas nacionais ou internacionais), famosos na Bélgica, principalmente em Bruxelas (tem até uma rota das histórias em quadrinhos por lá). Existem vários espalhados pela cidade, acabamos vendo dois deles pelo caminho. Tem que ficar atento e de vez enquanto olhar para trás, é nesse momento que aparecem essas surpresas.

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Também vimos algumas Marians, pequenas estátuas que ficam na esquina da fachada de alguns prédios. Tem várias por toda a cidade!

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Nosso próximo destino foi a Handschoenmarkt, a praça onde está localizado o cartão postal de Antuérpia, a Catedral de Notre Dame (Onze-Lieve-Vrouwekathedral), uma igreja construída durante o século 15 em homenagem a Virgem Maria. É a maior igreja da Bélgica, sua torre chega a medir quase 122 metros de altura. Essa torre, inclusive, faz parte do grupo dos 56 campanários da Bélgica e da França que estão na lista de Patrimônios da Humanidade da Unesco.

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A principal obra dessa igreja são os 4 painéis pintados por Rubens chamados de: The Descent from the Cross, The Elevation of the Cross, The Resurrection of Christ e The Assumption. Entre todas essas obras, pelo que li, a mais importante é a The Descent from the Cross, considerada por muitos sua obra mais espetacular.

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Em cada um dos lados dessa igreja tem uma praça, aproveite pra ir primeiro na Groenplaats, considerada uma das praças mais importantes da cidade. Ali ficam alguns hotéis, bares e restaurantes. Mas os seus dois grandes destaques são: estátua de Rubens no centro da praça e é dali onde se consegue as melhores fotos da Catedral de Notre-Dame por completo.

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Nessa praça fica o Fritot Max, uma das barraquinhas que vendem batata-frita belga mais famosas da cidade. Nos fizemos uma parada rápida ali e olha, foi uma das melhores batatas-fritas que comi em toda a viagem (junto com a que foi servida no restaurante do Hotel Panorama, em Bouillon). Recomendo!

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Depois disso fomos para a outra praça, a Grote Markt, a principal praça da cidade e onde acontece o Mercadinho de Natal da cidade, todos os anos.

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É ali onde fica o belíssimo prédio da Stadhuis, a prefeitura de Antuérpia. Repare na fachada desse prédio de estilo flamenco, tem várias estátuas. A torre a prefeitura também está no grupo de 56 torres e campanários da Bélgica e da França que estão na lista de Patrimônios da Humanidade da Unesco.

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No centro da praça fica a estátua de Brabo (Brabomonument), que está relacionado com o nome da cidade. Diz a lenda que existia um gigante no rio Schelde que cobrava pedagio dos barcos que queriam passar por ali. Se o barco não pagasse, o gigante cortava a mão do capitão e jogava no rio. Um dia, Brabo, cansado de ver esse tipo de coisa acontecer, resolveu cortar a mão do gigante e jogar no rio. Dizem que foi dai que surgiu o nome da cidade, que quer dizer: Ant é mão e Werpen é lançar. Interessante, né?

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Além disso, é onde estão as Guildenhuis, um conjunto de casas tipicas dessa região da Bélgica. Super bonitinhas!

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Saindo dessa praça, coisa de uns 5 minutos de caminhada, logo chegamos as margens do rio Schelde, local onde está localizado o castelo Het Steen, construido durante o século 13, mas o que vemos ali hoje em dia é uma reconstrução do século 19. Antigamente ele foi usado como prisão, mas atualmente é onde fica o Museu Nacional Marítimo. Quem tiver interesse em conhecer, fica a dica!

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A gente não visitou, apenas fotografamos por fora. Repare em uma estátua na frente da entrada do castelo, é a estátua do gigante que cobrava pedágio dos barcos que queriam passar por esse trecho do rio.

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Junto ao castelo tem bancos pra descansar e observar o rio, além de um calçadão bem legal pra caminhadas. É uma área bem agradável!

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Não muito longe dali, fica última atração que visitamos na cidade, o mais novo museu da cidade, inaugurado em 2010, o MAS – Museum aan de Stroom, um museu que como o próprio nome sugere, está localizado em uma das margens do rio Schelde.

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Esse museu está espalhado pelos 10 andares dessa construção, mas nós optamos por não visitá-lo. Nos fomos até lá apenas pra visitar a plataforma de observação, localizada no ultimo andar. Eu havia lido na internet que ali é um dos melhores lugares para ver a cidade do alto. E realmente, devo concordar, a vista lá do alto é de 360 graus e é sensacional!

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A subida até o 10 andar é feita por escada rolante ou elevador, nós optamos por ir de escada rolante, pq assim, conforme fomos subindo os andares, a gente ia acompanhando a evolução da vista. Claro que os dois últimos lances são as melhores partes pra ver a cidade do alto, mas né, como a subida era por escada rolante, sem sacrifício algum, não vimos nenhum problema em fazer isso.

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Nesses dois últimos lances que falei que são as melhores partes pra ver a cidade do alto, eles são diferentes. Enquanto no 9 andar é tudo fechado, a gente vê a cidade através de vidro, no ultimo andar, é tudo aberto (sem cobertura). Então, independente do tempo estar bom ou ruim, dá pra ir até lá do mesmo jeito. A vista de qualquer um dos andares é muito legal! E o melhor de tudo? É gratuito!

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Antes de voltar pra estação de trem, nos ainda tivemos tempo de dar uma caminhada ali pelo calçadão nos arredores desse Museu, uma área super agradável, e paramos pra comer no Elis Gourmet Burger (uma rede de hamburguers gourmet belga, muito boa por sinal), tomar uma cervejinha (belga, claro!) e apreciar a vista.

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→ Outras informações

– Gostaríamos ainda de ter visitado o Museu de Belas Artes (Koninklijk Museum voor Schone Kunsten Antwerpen), com exibição de algumas obras importantes de artistas flamengos, como van Eyck, van Dyck, Rubens, entre outros mas ele esta fechado para reforma até 2018.

– Quem tiver interesse, dá pra visitar a cervejaria Brouwerij de Koninck, que é produzida ali mesmo na Antuérpia. Como resolvemos riscar a parte cervejeira da região norte da Bélgica, acabamos não indo visitar.

– E por fim, a quem possa interessar, como eu disse no inicio do post, Antuérpia é famosa pelos diamantes e claro, existe uma região voltada só para isso, o Diamantkwartier. Tem varias lojas, joalherias e até um museu, o Diamantmuseum (mas na época que estivemos lá, estava fechado para reformas).

Obs.: Evite ir a Antuérpia as segundas-feiras, pois a maioria das atrações estão fechadas.

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Catarinense, mas já morou em Curitiba (8 anos) e em Edimburgo, a capital da Escócia (quase 2 anos). Criou o blog pra contar um pouco mais sobre como foi o seu intercâmbio na terra dos Kilts e das Gaitas de Fole, e também, sobre suas viagens pelo mundo.
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