19.03
2017

Roteiro de 1 dia em Olinda

Fundada em 1535, Olinda é uma daquelas cidades históricas brasileiras que todo mundo quer conhecer. Quem for a Pernambuco, é muito fácil incluir ela no roteiro, afinal, a cidade está localizada na região metropolitana de Recife, no litoral norte do estado.

Depois de Ouro Preto, Olinda foi a segunda cidade Brasileira a ser declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela Unesco. Turisticamente falando, a cidade é super compacta, facilmente da pra conhecer as principais atrações em um único dia na maior tranquilidade. E foi isso que eu fiz!

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Obviamente que nosso roteiro foi todo planejado pra conhecer apenas o Centro Histórico, local onde estão todas as igrejas e museus importantes. Eu havia lido na internet que as praias não são proprias para banho e chegando lá, infelizmente, me confirmaram essa informação. Então acabamos nem colocando nossos pés na praia. 

Nosso roteiro começou na Praça da Abolição, local onde é possivel contratar um guia para acompanhar durante o passeio. Quando a gente chegou ali, fomos abordados por guias que fazem parte do ACNO – Associação dos Condutores Nativos de Olinda. Confesso que até então nunca tinha ouvido falar, mas conversando com o pessoal ali do comercio local, eles nos garantiram que eram pessoas que faziam um serviço sério. Por esse motivo, contratamos o guia Misael, que nos acompanhou nessas andanças.

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Vale dizer que, se vc quer apenas ter uma visão geral da cidade, esse é o principal foco deles. O tour é rapidinho, coisa de umas 2 horas, no máximo. Agora, se você quiser um tour mais tranquilo, entrando e conhecendo as atrações, da pra negociar. Ele nos acompanhou por umas 4 horas e olha, foi na medida. Deu pra conhecer tudo com bastante calma.

Em frente a Praça da Abolição fica a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, fundada em 1580, quando a Ordem dos Carmelitas chegou a cidade. Essa igreja foi considerada a primeira construção dessa Ordem aqui nas Américas. Dizem que durante a época de batalhas travadas contra os holandeses essa igreja e o convento em anexo foram praticamente totalmente destruídos. A igreja passou por uma grande reforma depois disso, mas logo veio a ficar abandonada novamente. Foi nessa época que a igreja sofreu varios saques, onde foram roubadas diversos objetos valiosos. O que a gente vê atualmente é fruto de uma grande obra de restauração comandada pelo Iphan durante o século passado. Fecha no horário do almoço e aos domingos a tarde. Valor é de 2,00 reais.

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Subimos uma pequena ladeira, a Ladeira de São Francisco, em direção ao Convento de São Francisco, considerado o convento franciscano mais antigo do Brasil. Ali é possivel entrar e visitar a Capela dos Noviços, Capela de São Roque, a Igreja de Nossa Senhora das Neves, a Sacristia e o cemitério. Não deixe de reparar nos azulejos portugueses, super bonitos. Diz que o altar principal é todo banhado a ouro. Fechado durante o horário do almoço e aos domingos a tarde. Valor de 2,00 reais.

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Ali do lado fica a Igreja de Nossa Senhora da Graça e o Seminário de Olinda. A gente não visitou pq estava tudo fechado, mas ali do alto da pra ter uma vista do mar a distância.

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No trajeto até a Catedral Sé de Olinda, passamos por algumas lojinhas que vendem sourvenirs e artesanato.

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A Catedral Sé de Olinda ou também conhecida por Catedral Alto da Sé é a principal igreja da cidade. Dizem que durante o período de ocupação dos holandeses essa igreja pegou fogo e não restou praticamente nada pra contar história. Tempos depois ela foi reconstruída, mas somente no século passado ela passou por uma ampla reconstrução e restauração. Internamente a decoração é bem simples. Sambem fecha no horário do almoço. Entrada gratuita.

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O que tem levado muitos turistas até lá é o seu mirante, um varandão com uma vista 180 graus de Olinda (da até pra ver Recife mais ao fundo). Vale a pena! A vista é super legal!

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Em frente a essa igreja tem uma pracinha onde está localizado o Mercado de Artesanato do Alto da Sé. Tem várias coisinhas legais ali. Comprei uma toalha feita pela esposa de um senhorzinho, não sei quantos fios, super bonita! Vale a pena parar ali pra dar uma olhada, tem coisas de boa qualidade.

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Ainda nessa praça, fica outra atração turística de Olinda, o Elevador Panorâmico de Olinda, construído em 1934 junto ao prédio da Caixa d’Água. Lá do alto dos seus 20 metros de altura, a gente tem uma visão 360 graus de Olinda e da até pra ver Recife e o mar.

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Ai você deve estar se perguntando.. Já tinha ido no mirante da Igreja da Sé, pq ainda foi nesse outro mirante? A principio eu não ia (não tava no roteiro subir nesse mirante), mas ao chegar lá, achei que seria legal tem uma vista mais do alto e além disso, pude ver a Catedral Sé de Olinda e a pracinha em frente lá do alto, além de outras partes da cidade de Olinda. Achei que valeu a pena! A visita é rapidinha, coisa de uns 20 minutos. Abre todos os dias, não sei se fecha no horário do almoço e o valor é de 5,00 reais.

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Pra quem tiver interesse, bem ao lado fica o Museu de Arte Sacra de Pernambuco. Eu acabei não visitando, mas pelo que o guia falou, ali estão em exibição objetos, pinturas e peças que pertenciam a Arquidiocese de Olinda e Recife. Fechado as segundas-feiras e nos horários de almoço. Valor de 2,00 reais.

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Pra quem curte carnaval (o que não é o meu caso!) ali do ladinho também fica o Museu Casa dos Bonecos Gigantes de Olinda.

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Logo adiante, fica a Igreja da Misericórdia. Se conseguir chegar antes do horário do almoço, dá pra acompanhar a missa e orações com participação de freiras. A gente chegou a tempo e deu pra ver um pedacinho, bem legal. Também vale prestar atenção na decoração interna da igreja, uma das mais bonitas que vi em Olinda. O altar super bonito e nas paredes laterais, alguns azulejos portugueses. Essa igreja só abre durante as missas. Entrada gratuita.

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Descemos uma ladeira gigantesca e vimos de longe a Igreja de Nossa Senhora do Amparo e entramos na rua do Amparo, onde caminhamos pela rua de paralelepípedo, passando por diversas casinhas históricas coloridas, entre elas o Museu Regional de Olinda, até chegar ao cruzamento chamado de Quatro Cantos. Procure pela rua de São Bento.

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Nessa rua fica o Mercado da Ribeira, voltado a venda de carne, peixes e hortaliças. No centro tinha um pelourinho. Hoje em dia, existem ali diversas lojinhas de souvenirs e artesanato em geral.

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No lado esquerdo, tem uma porta, que dá acesso a um terraço que rende ótimas fotos da parte mais alta da cidade onde a gente esteve mais cedo visitando o Mirante do Alto da Sé e a Igreja Sé de Olinda.

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Voltando a rua de São Bento, a gente passou pelo Museu do Mamulengo, mas não visitamos.

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Nessa rua existem diversas casinhas históricas coloridas bem bonitinhas, algumas transformadas em bares e restaurantes.

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Um pouco antes de chegar no prédio da Prefeitura, fica a casa onde mora o cantor Alceu Valença.

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Logo adiante fica a rua Quinze de Novembro, outra rua de paralelepípedo com diversas casinhas históricas coloridas. Vale a pena da uma caminhada por ali. No final dessa rua, antes de chegar em um rio, fica a Igreja de São Sebastião (não visitamos, pq estava fechado).

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No final da rua de São Bento fica a Igreja e o Mosteiro de São Bento. Nós não conseguimos visitar o mosteiro, apenas a igreja. A igreja é super bonita, tem o altar toda folheada a ouro e painéis nas paredes laterais retratando a vida de São Bento. Dizem que por 24 anos o mosteiro abrigou aulas do primeiro curso de direto do Brasil. Infelizmente tudo o que a gente vê ali hoje em dia é fruto de trabalho de reconstrução e restauros, pois durante o período de ocupação holandesa varias coisas foram queimadas e destruídas. Não abre no horário de almoço. A visita é gratuita.

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Outra atração que a gente queria ter ido visitar era o Fortim de São Francisco, também conhecido como Fortim do Queijo. Na verdade, a gente foi até lá, mas ao ver meio de longe que o local estava todo pichado com ares de abando total, demos meia volta e saímos dali rapidinho. E obviamente, a gente também queria ter ido as praias de Olinda. Pelo que tinha pesquisado, a cidade tem  praias, mas nenhuma delas é propicia para banho. Ninguém na cidade nos aconselhou a ir até lá. Na duvida, resolvemos não ir.

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Ai o que nos restou? Sentar em um bar, petiscar e tomar uma cervejinha. Um bar que a gente altamente recomenda é o Xinxim das Artes. Ele fica bem ali no fervo do cruzamento Quatro Cantos. Final de tarde esse lugar fica lo-ta-do! O cardápio desse bar não é muito grande, mas tem diversos pratos nordestinos. Nos provamos acarajé, acompanhado de varias algumas cervejas artesanais nacional.

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Minha opinião: Sabe quando você comenta com alguém dizendo que está indo pra algum lugar e todo mundo te aconselha a ficar SUPER ligado. Foi isso que aconteceu quando falamos que a gente iria pra Olinda. Fiquei meio nervosa com essa informação, afinal, eu tinha uma ideia de que a cidade seria algo parecido com que vi nas Cidades Históricas de Minas Gerais, mas não. Olinda é muito maior, tem muito mais população, as construções históricas (como vocês podem ver nas fotos) estão num total descaso, super mal conservadas. A cidade em si eu também achei bem abandonada. As ruas sujas e tudo (literalmente tudo) pichado. Por tudo que vimos e ouvimos, resolvemos seguir o conselho de moradores de Pernambuco, contratamos um guia para andar com nós pela cidade. Não ficamos até tarde na rua. E a gente só tirava a câmera pra fotografar rapidinho e logo ela já voltava pra mochila. Eu mesma, nem levei minha bolsa e meu celular, pq confesso, fiquei muito preocupada.

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Catarinense, mas já morou em Curitiba (8 anos) e em Edimburgo, a capital da Escócia (quase 2 anos). Criou o blog pra contar um pouco mais sobre como foi o seu intercâmbio na terra dos Kilts e das Gaitas de Fole, e também, sobre suas viagens pelo mundo.
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  1. Leonardo Chaves 30/04/2017 | 01:12

    Muito bom trabalho, Bruna! Gostei muito das fotos. Eu moro nessa cidade e quando há tempo, gosto de andar por essas ruas, sem um destino pensado. Só pra ver o que é que tá rolando nos ateliês, as grafitagens e os outros tipos de artes que acontecem espontaneamente. Na praça do Carmo mesmo, principalmente nos fins de semana, rola de tudo um pouco, alguns blocos fazem ensaios mensais, com orquestras de frevo e percussionistas do Maracatu, mas tem até coletivo de Hip Hop e banda de Rock.
    Praia nunca teve aqui em Olinda não. Quer dizer, até já houve uma época em que as águas eram limpas e os médicos mandavam as pessoas de Recife virem se banhar por aqui, tanto que há uma escola pública, que no começo do século XX era residência de veraneio dos governadores de Pernambuco. Mas depois, no final dos anos 1950, começaram umas ressacas. Havia pelo menos mais uns bons 100 metros até a linha da água, ela veio e levou tudo. Por isso, tanto dique. Depois desse período não só parou a circulação de gente de fora na praia, como começaram a despejar resíduos nelas. Realmente, praia aqui é só pra ver mesmo e, em alguns lugares onde a faixa de areia é mais larga, acontecem torneios de futvôlei, vôlei de praia, etc…
    Realmente gostei muito. Parabéns pela abordagem.
    Bom feriado pra você!

    • Contando as Horas 30/04/2017 | 22:13

      Oi, Leonardo

      Obrigada pelo comentário!! Pena que não da pra aproveitar a praia, né?!? Nesse calorzão todo que faz ai, seria uma boa.

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