28.11
2013

Degustação de vinhos na Toscana: Vernaccia, Chianti e Vino Santo

Uma das coisas que eu mais queria fazer nessa viagem à Itália era visitar uma vinícola na Toscana. No caso dessa viagem, a escolha não poderia ter sido melhor, pois no caminho entre Florença e Siena existem diversas opções de vinícolas abertas para tour e degustação.

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Além de produzir um dos vinhos tintos (sangiovese), brancos (vernaccia) e doce (vino santo) mais famosos do país, pelo caminho a gente consegue ver muitas oliveiras, ciprestes e parreirais também, claro.

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Eu não sou nenhuma expert em vinhos e assim como esse post também não tem a intenção de ser um guia sobre vinhos, eu apenas vou comentar por alto o que aprendi no tour e como foi o meu passeio pelo interior da Toscana.

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O nosso tour tava marcado para a hora do almoço, pois assim aproveitariamos tanto pra fazer o tour propriamente dito pela vinícola como pra almoçar e degustar alguns vinhos.

O local que nos visitamos era a Fattoria Poggio Alloro, fica a 5 km de San Gimignano, é um mix de vinícola e produção de alimentos (como queijos, embutidos, massas, entre outros).

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A guia nos disse que tudo o que fosse servido no almoço era produzido ali mesmo, ou seja, tudo 100% produção própria, desde o ovo, carne e frutas.

Pra começar nos tivemos acesso aos parreirais tanto da uva sangiovese (usada pra produzir o vinho Chianti) como da vernaccia (uva usada pra produzir o Vernaccia di San Gimignano). A guia nos explicou um pouco sobre as particularidades de cada uva, sobre as estações do ano, cultivo e colheita e depois nos seguimos para a “fábrica”, onde vimos onde os vinhos são produzidos, além de receber algumas explicações sobre o passo-a-passo do processo de produção.

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Uma coisa que a guia comentou e que eu achei bem interessante é que, existe um controle de qualidade super rigido com alguns dos principais produtos do país, inclusive os vinhos. Então, por exemplo, um vinho que leve DOCG (Denominazione d’Origine Controllata e Garantita) garante ao consumidor que esse produto é de ótima qualidade.

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Conforme os pratos durante o almoço foram sendo servido, com direito a muito queijo pecorino, presunto de parma, copa, salaminhos  e pão de entrada, prato principal um tagliatelle a bolonhesa e de sobremesa biscoitos de amendoas, nos fomos provando os vinhos.

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Então pra acompanhar a entradinha, foi servido um Vernaccia di San Gimignano, um dos melhores e mais famosos vinhos brancos dessa região. Eu sou suspeira pra falar qualquer coisa sobre vinhos branco, mesmo eu não entendo muito do assunto, com certeza esse é o meu tipo de vinho preferido. E esse em especial é um vinho bem “levinho”, achei excelente!

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Já pra acompanhar o tagliatelle a bolonhesa foi servido um Chianti (pronuncia correta é algo como “Kianti”), um dos melhores vinhos tintos produzidos na Itália. Assim como o famoso Brunello di Montalcino, o Chianti é produzido (principalmente) com o mesmo tipo de uva, a sangiovese. Por mais que não seja o meu tipo de vinho preferido, eu nao seria nem louca de dizer que não gostei, mas achei o vinho um pouco seco demais pro meu gosto. Mas gostei muito também.

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E pra finalizar, a sobremesa era a famosa Cantuccini com Vino Santo, que nada mais é do que uma bolachinha de amendoas que deve ser mergulhada nesse vinho doce (tipo um vinho-licor), feito principalmente com as uvas trebbiano e malvasia. Como eu já comentei nesse post aqui, essa sobremesa é um pouco diferente, isso pq se a gente tomar apenas o vinho ele tem um gostinho bem doce, porém ao mergulhar a bolachinha, o gosto fica parecido com whisky. Vai entender! Mas essa foi uma das melhores sobremesas que comi na Itália, tanto que repeti em outras oportunidades.

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O local do almoço era coisa de cinema, um varandão gigante com vista pra cidade de San Gimignano e os vinhedos da região.

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Agora me diz, tem como não gostar?

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Postado em Florença, Itália, Siena
27.11
2013

Roteiro de 1 dia em Siena

Lembro como se fosse hoje o dia que vi uma foto de Siena. Foi durante uma das várias edições do famoso Palio de Siena. Eu nem sei pq, mas eu gostei bastante da cidade. E olha que não gosto de cavalos, tenho muito medo!!!

Nessa viagem pra Itália, eu tinha pq tinha que conhecer Siena. Então, depois que eu aumentei os dias de viagem pra poder conhecer a região da Toscana, uma das primeiras coisas que organizei foi esse day trip para Siena.

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Eu queria muito ir até lá de forma independente (usando transporte público), mas acabei não fazendo isso pq é bem dificil encontrar informações confiavéis pela internet (quais são as empresas de ônibus q fazem esse trajeto? Quais os horários dos ônibus? Quanto tempo levaria essa viagem?). Até dá pra ir assim em Siena, mas eu achei muito empenho. Então, eu optei por pegar um desses tours com uma empresa local. E achei que a idéia foi ótima.

Esse tour basicamente era: de manhã visitar Siena, na hora do almoço fomos até uma vinicola, onde, alem de fazer degustação e conhecer, também almoçamos por lá mesmo. E a tarde fomos até San Gimignano.

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Siena foi construída no alto de uma colina, então como dá pra imaginar, além das ruas serem uns verdadeiros labirintos (alguns lugares os carros não tem acesso), tem muita subida e descida durante o passeio. Tem apenas 53 mil habitantes. Sim, a cidade é minuscula. Dá pra conhecer Siena todinha caminhando.

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Um bom lugar pra começar a desbravar Siena é na Piazza del Campo, a principal praça da cidade. Ali mesmo já estão duas das maiores atrações da cidade: o Palazzo Pubblico com a sua gigantesca Torre del Mangia (com 102 metros de altura) e a Fonte Gaia, que recebe água vinda de um arqueduto que foi construído a mais de 500 anos atrás.

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É nessa praça de forma de meia lua que acontem todos os anos o Palio di Siena, uma das corridas de cavalos mais importantes do mundo. Pra quem quiser ver de perto a corrida, as datas são fixas, sempre no dia 02 de julho e no dia 16 de agosto. A cidade literalmente para pra viver esse evento super tradicional.

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Hoje em dia a praça é cercada por vários restaurantes, cafés, lojinhas de souvenirs e palácios medievais.

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A minha próxima parada foi na Piazza del Duomo, onde fica o belíssimao Duomo di Siena. Se por fora ela já é lindíssima, por dentro então, eu diria que, além de ser uma das igrejas mais diferentes que visitei até hoje, ela é surpreendente.

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Quem um dia pensou em visitar uma igreja toda feita de mármore listrado em preto e bege? Pois então, a Catedral de Siena é justamente assim por dentro. Esse mix de mármore preto e bege ficou excelente. E os vitrais? A gente tinha quase uma hora de tempo livre pra conhecer a cidade e adivinha onde eu optei por ficar? No Duomo di Siena!

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Os quatro grandes destaques do Duomo, na minha opinião, são:

- a fachada externa de estilo gótico-românico, foi inspirada da Catedral de Orvieto e é totalmente decorada;

- seu interior, totalmente feito de mármore preto e bege listrado;

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- os mosaícos do piso, que foram feito a partir do século 14. Assim como eu, quem for a Siena durante os meses de setembro e outubro, vai poder ver os mosaícos no piso. Nos demais meses do ano não é possível.

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- os afrescos da Biblioteca Piccolomini, que foram feitos durante o século 15 por Pinturicchio para o Papa Pio III.

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Mas ainda tem mais coisas pra ver, como as estátuas da loba amamentando Romulo e Remo, que são o símbolo de Siena. Tem um vitral que representa a Última Ceia que data do seculo 13. Isso sem falar nas esculturas de Pisano e Michelangelo.

Como deu pra perceber, a catedral por si só já faz valer todo o passeio.

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Ah, Siena fica a 75 km de Florença e apenas 39 km de San Gimignano. O fato de eu ter feito um passeio com uma agência de turismo não influenciou em nada o meu passeio. A única coisa que talvez eu teria feito se tivesse mais tempo, seria sentar em um dos muitos cafés da Piazza del Campo e ficaria vendo o tempo passar. Mas tirando isso, deu pra fazer tudo com calma. Os deslocamentos entre cidades também foram bem rapidos, acho que o que demorou um pouquinho mais foi o trecho da ida, mas como a guia estava contando a história da região, dando algumas informações básicas e explicando como seria o tour, sinceramente? Nem vi o tempo passar!

Postado em Itália, Siena
04.11
2013

Trenitalia – A principal companhia ferroviária da Itália

Uma das melhores formas de se deslocar pela Itália é usando os seus trens. O país tem apenas duas empresas que oferecem esse serviço: a Italo Treno (que eu já contei como foram as minhas experiências em viajar com eles nesse post aqui) e a Trenitalia. Nesse post, basicamente eu vou escrever somente sobre as váááárias experiências que tive em andar nos trens dessa empresa.

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♦♦ Vantagens e Desvantagens em andar de Trenitalia ♦♦

Na minha opinião, sempre vão haver vantagens e desvantagens em utilizar algum serviço. Então, aqui vão alguns pontos que acho importante saber antes de decidir qual empresa e consequentemente qual tipo de trem escolher antes da viagem.

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Estação Termini, em Roma

As duas maiores vantagens da Trenitalia, são:

- as rotas oferecidas por essa empresa tem uma cobertura muito mais amplas, vai desde as cidades maiores (Roma, Milão, Florença, Veneza, entre outros) até cidades menores do interior. (Ah, importante lembrar que algumas cidades tem mais de uma estação de trem. É bom verificar com cuidado qual é a melhor opção, pra não comprar errado e ter problemas depois).

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Estação de trem S.M Novella, em Florença

- quer for pegar o trem em Roma e preferir sair da estação Termini, a principal estação de trem dessa cidade, somente os trens da Trenitalia partem dali, já os trens do Italo não oferecem essa opção (eles partem de outras duas estações de Roma, a Tiburtina e a Ostiense).

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A maior desvantagem que eu me deparei nas viagens que fiz com a Trenitalia: os trens quase sempre estão atrasados. Exceto os trens Freccia, onde os atrasos eram coisa de 5 minutos, os demais trens sempre estavam beeem atrasados, variando entre 15 a 40 minutos.

♦♦ Os trajetos que fiz ♦♦

Durante essa viagem à Itália andei muuuito nos trens da Trenitalia, principalmente na semana que fiquei em Bolonha. Usei praticamente todos os tipos de trens existentes. Os trechos e tipos de trem foram esses:

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Estação de trem de Bolonha (a ala nova)

- De Roma a Bolonha, com o trem de alta velocidade frecciarossa.

- De Bolonha a Fidenza, com o trem intercity.

- De Bolonha a Rimini, com o trem regionale veloce.

- De Bolonha a Ferrara, com o trem regionale.

- De Bolonha a Modena, com o trem de alta velocidade frecciabianca.

- De Bolonha a Florença, com o trem de alta velocidade frecciargento.

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♦♦ Comprando a passagem ♦♦

Existem várias formas de comprar as passagens de trem com a Trenitalia, como por exemplo: pela internet, nas máquinas nas estações e nos guiches de atendimento (filas gigaaaantes).

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Os únicos trajetos que comprei pela internet e com antecedência (coisa de uns 45 - 50 dias) foram os trechos entre Roma – Bolonha e Bolonha – Florença. Motivo? Pq são rotas com bastante procura, então, quanto antes eu comprasse essas passagens, melhor preço eu conseguiria. E foi isso que aconteceu. Ambos os trechos eram só de ida, mas mesmo assim, eu consegui preços bons. Por exemplo, no trecho Bolonha – Florença eu paguei 15,00 euros pra andar na primeira classe.

O dia que quase levei uma multa pq não validei o ticket

O dia que quase levei uma multa pq não validei o ticket

Já os demais trechos, por serem considerados trechos regionais, eles são super baratinhos, com o preço variando entre 3,00 a 9,00 euros, então eu comprava os trechos individuais diretamente nas máquinas nas estações de trem de cada cidade minutos antes de cada trem partir.

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** Dica 1: Pra facilitar a vida, na noite anterior, eu entrava no site da Trenitalia, selecionava a rota que eu iria fazer no dia seguinte e batia uma foto da propria tela do celular com os horários dos trens, com os horários tanto da ida quanto da volta. Assim, dependendo de como tava o passeio, era só eu olhar quanto tempo eu ainda tinha até o próximo trem sair, evitando ficar muito tempo esperando na estação. **

Um detalhe importante pra quem gosta de comprar os tickets nas máquinas na estação: na parte superior das máquinas estão as informações de que tipo de pagamento são aceitos (cartão de crédito, moedas, dinheiro). É bom reparar nesse detalhe antes de entrar na fila, pq nem todas as máquinas aceitam todos os tipos de pagamento.

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** Dica 2: desconfie se a máquina não tiver fila, muito provavelmente ela só aceite cartão de crédito. Geralmente as filas maiores estão nas máquinas que aceitam dinheiro e moedas. **

As passagem só podem ser compradas 90 dias antes da data da viagem. Quem quiser pegar super descontos em rotas que já estão definidas que vão ser feitas de trem, vale a pena se programar pra olhar o site nessa época, os preços compensam muito.

♦♦ Os tipos de trem ♦♦

A Trenitalia opera suas rotas com vários tipos de trem, como:

- Trem Regionale: eu andei apenas uma vez nesse tipo de trem. Ele era bem mais velho que os demais. Também era bem lento, parava em tooooodas as cidades pelo caminho. Pelo que percebi esses trens não tem opção de primeira ou segunda classe, todos os vagões são iguais. O preço da passagem, como dá pra imaginar, é o mais barato que existe.

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- Trem Regionale Veloce: eu tive a oportunidade de andar apenas uma vez. A unica vantagem que percebi é que na primeira classe tem ar-condicionado, o que é uma ótima idéia quando se está viajando durante o verão, como foi o meu caso. Mesmo viajando na primeira classe, não teve nenhum tipo de serviço de bordo.

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- Intercity: basicamente esses trens tem a mesma configuração do trem regionale veloce, porém na primeira classe eles estão configurados em forma de cabines. Não é necessário reservar a cabine e nem o assento, então é só chegar e procurar um lugar livre. No trecho da ida eu fui sozinha na cabine, mas no trecho da volta eu tive que dividir com uma familia. Achei meio desconfortavel ficar bem de frente pra todos eles, pq como eu tava sozinha, eles me olhavam como se eu fosse um ser de outro planeta. Achei meio estranho.

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- Trem Freccia (Frecciabianca, Frecciarossa, Frecciargento): esses são os trens de alta velocidade da Trenitalia. Eles são novíssimos, em todos os trens que andei, parecia que eles estavam sendo usados pela primeira vez naquele dia que viajei com eles. Por serem trens que facilmente chegam a mais de 200 km/h, eles diminuem bastante o tempo de viagem entre as principais cidades. Em todos os trens tinham ar-condicionado (importantíssimo durante o verão). Na hora de comprar o bilhete, o horário e os assentos precisam ser pré-definidos, é obrigatório. E ao contrário do que muita gente pode pensar, os trechos nesses trens não são tããão caros quando comprados com uma boa antecedência e quando comparado com os demais tipos de trem.

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Esse trem tem ums sistema de classes um pouco mais complexo, existem 4 tipos e alguns tipos tem suas variaveis. Basicamente as classes são: Standard, Premium, Business (area silenzio, business normal e salottino) e a Executive. E ainda tem o tipo de tarifa (super economy, economy e base) onde, quanto mais barato for o bilhete idenpendente da classe escolhida, menor serão os beneficios de troca e cancelamento de passagem, claro.

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Em todas as vezes que andei nos trens Freccia entre as maiores cidades (trechos entre Roma – Bolonha e Bolonha – Florença), eu escolhi a Business Class (tarifa super economy), pq aqueles trechos já estavam definidos que seriam feitos de trem e não iriam mudar. Então, mesmo eu escolhendo a business class, o preço por ser na tarifa super economy ficou muito barato. Mas por ser nessas configurações, eu não tinha direito a trocar e nem de cancelar a passagem.

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A maior vantagem de viajar na Business Class é que a configuração das poltronas nos vagões é 2-1, ou seja, 2 poltronas – corredor – poltrona individual. Como eu tava viajando sozinha, eu sempre dou prioridade de viajar nessa classe, pq prefiro sentar em uma poltrona individual.

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Obs.: todos os tickets comprados na estação que não tiverem o horário especificado no bilhete devem ser validados ainda na própria estação de trem em máquinas especificas, antes da partida. Eu não sabia desse detalhe e quando peguei o trecho entre Bolonha e Ferrara quase levei uma multa de 200,00 euros. Por sorte o funcionário da Trenitalia viu que eu tinha acabado de comprar o bilhete (pq o horário da compra está impresso) e não me multou. Mas sabe né, sempre dá uma baita vergonha de passar por uma situação dessas, ainda mais num trecho onde o bilhete custa menos de 5,00 euros.

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♦♦ Serviço de bordo ♦♦

Os trens do tipo regionale e regionale veloce não ofrecem nenhum tipo de serviço de bordo. Já os trens do tipo Freccia, pra quem estiver na primeira classe, eles passam distribuindo lanchinhos estilo as cias aéreas aqui do Brasil, um salgadinho ou amendoim + bebida.

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♦♦ Internet wi-fi ♦♦

O sistema de internet wi-fi da trenitalia é bem ruim, por dois motivos:

- as instruções só estavam em italiano, então quem não entende nada de italiano (ou entende apenas o básicão, estilo italiano novela da Globo, como eu) não vai conseguir entender nada.

- precisa ter um número de telefone italiano pra se registrar. O código da Itália, que é o +39 é fixo na frente, ou seja, impossível registar um número do Brasil pra receber o SMS pra conseguir terminar de fazer o cadastro.

Eu olhei a tela umas mil vezes, mexi em tudo que era possível e não consegui descobrir um jeito de eu usar o wi-fi. Se alguém conseguiu ou souber o que fiz de errado, por favor, me avise!

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♦♦ Bagagem ♦♦

Como todos os trens na Europa, existem duas opções para guardas as malas: no espaço logo acima da nossa poltrona ou nos compartimentos especificos paras malas nas extremidades dos vagões. E pra quem viajar na primeira classe nos trens do tipo Freccia, ainda existe a possibilidade de colocar uma mala de tamanho pequeno (dessas tamanho cabine), entre as poltronas na fileira individual.

A maioria das pessoas viajam com malas pequenas e costumam colocar no espaço acima da poltrona. Portanto, pra quem viaja com malas maiores, pelo que notei, sempre tem um bom espaço livre nas extremidades dos vagões.

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♦♦ Minha opinião ♦♦

Claro que eu também gostei bastante de viajar nos trens da Trenitalia, porém algumas coisas não são tão praticas. Nada que exija muito, mas fazendo uma comparação entre a Trenitalia e o Italo, achei todo o processo no Italo muito mais simples. A maioria dos trens que peguei estavam em ótimo estado, acho que os trens regionales são os piores e mais velhos, mas nada caindo aos pedaços. O sistema de internet oferecido a bordo, como eu já expliquei nesse post, achei que poderia melhorar para os turistas que são de fora da Itália (mesmo no meu caso, onde o uso da internet era pra lazer, eu esperava pelo menos poder olhar meus email, mandar noticias e fotos pra familia, mas não pude aproveitar esse tempo pra fazer isso).

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Todos os posts que já escrevi até hoje sobre a Itália

Postado em Bolonha, Busseto, Dicas de Viagem, Ferrara, Fidenza, Florença, Itália, Milão, Modena, Parma, Pisa, Rimini, Roma, San Gimignano, San Marino, Siena, Terrachiara, Veneza, Verona
12.09
2013

Ciao, Italia!

Finalmente chegou o grande dia! O dia de voltar à Europa novamente e dessa vez pra desbravar a Itália!

Quando estava fazendo meu intercâmbio em Edimburgo, um país que eu fiz questão de conhecer foi justamente a Itália. Claro que as opções de voos com cias aéreas de baixo custo partindo de Edimburgo (como esperado) não eram enormes, o que reduziu muito as minhas opções: Roma com a Ryanair ou Milão com a Easyjet.

bandeira italia

Acabei optando por ir a Milão, pq achei que um final de semana por lá faria mais sentido do que ir até Roma (e o Vaticano?), onde seria praticamente impossivel fazer qualquer coisa descentemente em 2 dias.

Mas não sei pq (ou melhor, sei sim) eu acabei não “gostando” muito da minha primeira visita ao país. Tudo indica que foi a irritação pré-viagem, ao descobrir que o meu final de semana tinha sido reduzido a um dia, por causa de uma mudança de horário do meu voo. Com isso, o que tinha tudo pra ser um final de semana tranquilo em Milão, acabou se tornando um verdadeiro “maraturismo”.

Mas deixando esse capitulo de lado, a partir de hoje vou ter a oportunidade de voltar e desbravar novas regiões do país. E tenho certeza que vou voltar pra casa com uma impressão completamente diferente desse país que um verdadeiro museu a céu aberto.

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Como a programação vai ser intensa e eu quero aproveitar muito, não vou escrever posts sobre a viagem enquanto eu estiver lá. Pra quem tiver interesse em acompanhar as minhas andanças, é só acompanhar nas redes sociais, pois vou tentar (quando a internet permitir) postar vááárias fotos de toda essa jornada.

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Se alguém tiver dicas de passeios, restaurantes ou qualquer outra coisa interessante e imperdível tanto em San Marino, Vaticano, Roma, Florença, Bolonha e/ou Veneza, deixe um recadinho nos comentários!

E pra não deixar o blog completamente abandonado nessas próximas três semanas, deixei alguns posts agendados sobre um dos meus lugares preferidos nesse mundão. Já deu pra saber qual é, né?

Bom, agora é só aproveitar a viagem! As dicas e o roteiro detalhado ficam pra depois!

Ahhh, no momento que esse post for ao ar, espero já ter desembarcado em solo italiano!! =DD

Obs.: a bandeira da Itália eu peguei no site do Wikipedia e o mapa no site da Lonely Planet.

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