That calls for a… Carlsberg!
Em nosso ultimo dia na Dinamarca, não poderiamos deixar de conhecer a fábrica da Carlsberg, uma das maiores cervejarias do país. A fábrica fica relativamente afastada do centro de Copenhagen e pra não perder tempo, pegamos um táxi para ir até lá.
Como chegamos cedo, quando começamos o tour parecia que só nos estavamos lá, mas a medida que fomos caminhando, fomos encontrando outras pessoas pelo edifício.
A visita começa pela sala onde estão todas os cartazes, propagandas, comerciais de tv, painéis, enfim, tudo o que engloba a parte de divulgação da marca. Inclusive, estão expostas algumas camisetas de times que já foram patrocinados pela Carlsberg.
Logo chegamos na parte mais “desejada” do lugar, a sala onde estão em exposição a coleção de garrafas de cerveja tanto da Carlsberg como de outras marcas. São mais de 15 mil garrafas, e isso até rendeu um lugar no Guinness Book, como a maior coleção de garrafas de cerveja do mundo. Legal, né?!?! Deve ter dado o maior trabalho pra ter essa coleção organizadinha por ordem alfabética de acordo com o nome do país.
Lá estão praticamente todos os exemplares de cervejas já produzidas pela Carlsberg, assim como de outras cervejas, a coleção conta com os mais variados tipos de cerveja, com garrafas com vários formatos e isso sem contar nos rótulos, rótulos escritos em todos os idiomas que se imaginar.
Como uma cervejaria-museu que se preze, não poderia faltar a ala em que conta um pouco a história de como a cervejaria foi fundada e quem foi o seu fundador.
A Carlsberg foi fundada em 1847, por J.C Jacobsen, mas a marca só “apareceu pro mundo” em 1883, quando a cervejaria desenvolveu uma forma de cultivar leveduras para serem usadas na fermentação da cerveja do tipo lagers. E desde então a marca não parou mais de crescer e hoje a cervejaria está entre as maiores do mundo.
No tour também aprendemos como são selecionados os ingredientes, vemos como funciona o processo de produção da cerveja e até tem uma ala que mostra como o sistema de distribuição da cerveja mudou ao longo dos anos.
No inicio, a distruição era apenas local, e eram usados cavalos para carregar as centenas de barris produzidos por mês. Depois, com o fim da Segunda Guerra Mundial, os problemas de distribuição de combustiveis aumentaram, e os cavalos continuaram sendo uma boa forma de manter a distribuição do produto na região. Hoje em dia, os cavalos não desempenham mais nenhuma função nesse sentido, é claro, mas eles foram mantidos ali devido a sua importancia na história da empresa.
Como forma de mostrar a importancia que um dia os cavalos já tiveram na história da empresa, nos passamos pelos estábulos onde estão alguns cavalos, que são mantidos ali, desde a fundação da empresa.
E como nem só de cerveja a Carlsberg “sobrevive”, quando estamos nos deslocando de um pavilhão para o outro, passamos por um pequeno jardim cheio de esculturas. A que mais chama atenção é uma cópia da estátua “Pequena Sereia” obra de Edvard Eriksen, que foi doada por J.C Jacobsen como presente a cidade de Copenhagen.
No final do tour, passamos por uma lojinha de souvenirs bem legal. Ali da pra encontrar realmente tudo o que se imaginar com a marca Carlsberg. Eu comprei um moleton e uns cartões postais (tem um mais bonitinho que o outro, todos tema das campanhas publicitárias da marca ao longo dos anos).
Mas para terminar meeesmo o passeio, chegamos na parte mais esperada do tour: a degustação de cervejas! São 5 opções para escolher, entre os vários tipos de cerveja (ale, lagers) tanto da Carlsberg como da Tuborg. O ticket dá direito a provar apenas duas!
Como nos estavamos em 4 pessoas, cada um pegou uma 1 de cada, e as que a gente mais gostou, repetimos.
A fábrica da Carlsberg abre de terça a domingo (segunda-feira está fechado).
O badalado porto de Nyhavn!
No final da tarde fomos caminhar pelo Nyhavn, o porto da cidade de Copenhagen e um dos principais cartões postais da cidade. Quem vê o porto hoje em dia, nem imagina que até pouco tempo atrás o lugar era super mal frequentado.
O porto foi construído a muitos anos atrás, durante o reinado de Christian V, para permitir que os navios trazendo mantimentos e mercadorias em geral, pudessem chegar até o centro da cidade.
Inclusive nessa região fica uma das casas mais antigas da Europa, a construção número 9, construida em 1681, e ainda está lá, totalmente em pé e mantem exatamente o mesmo aspecto daquela época.
Uns anos atrás, o lugar teve um morador ilustre, o famoso escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. Ele morou em 3 dessas casinhas, no prédio de número 20 foi onde ele escreveu seus primeiros contos, entre eles O Patinho Feio e a Pequena Sereia. Uns anos depois ele se mudou para a casa de número 67 e por ultimo, viveu seus ultimos anos de vida na casa de número 18.
Hoje em dia, o lugar é muito bem frequentado e nos meses de verão fica lotado, tanto de locais como turistas. Suas casinhas pitorescas e coloridinhas foram totalmente restauradas, dando lugar a muitos bares, restaurantes e lojinhas de antiguidade e de souvenirs.
Os restaurantes servem todos os tipos de comida, em especial os pratos tipicos da Dinamarca. E nós não deixamos passar a oportunidade de provar um dos pratos mais famosos do país, o Smørrebrød.
Um dos mais famosos restaurantes é o Nyhavn 17, mas quando estivemos lá estava lotado, então acabamos escolhendo o Leonore Christine para provar um tipico prato de lá, recomendadíssimo!
As águas do canal são tão limpas, que pra quem se atrever, dá até pra dar um mergulho.
Mas o que mantem o charme do lugar, são os barcos e iates atracados por ali…
Junto ao porto fica a praça Kongs Nytorv, e nela fica um memorial que homenageia mais de 1500 marinheiros dinamarqueses que perderam suas vidas durante a Segunda Guerra Muncial.
Tour Real em Copenhagen: Amalienborg Slot, Marmorkirken e Rosenborg Slot
No segundo dia em Copenhagen, o dia amanheceu super bonito e resolvemos ir direto conhecer os Palácios Reais que ficam em Copenhagen.
Primeiro fomos ao Palácio de Amalienborg, que é desde 1794 a residência oficial dos Reis da Dinamarca. Ao contrário do Palácio de Buckingham em Londres, esse Palácio fica totalmente “aberto”, digo, não há grades separando a multidão nas ruas da porta de entrada do Palácio.
Outra coisa que chama atenção, é que na verdade o Palácio tbm tem uma distribuição um pouco atipica, são 4 Palácios distribuidos ao redor de uma pracinha com formato octogonal, onde bem no centro fica estátua do Rei Frederik V.
Os quadro Palácios, apenas dois deles estão abertos para visita, o Christian VII e o Palácio Christian VIII e nós fomos visitar!! O Palácio Christin VII é usado em recepções e eventos oficiais, e outro Palácio foi transformado em museu, e além de objetos pertencentes a familia real Dinamarquesa, ainda podemos ver exibições especiais relacionada a algum membro da familia real. Naquele ano que estivemos lá, a exibição especial era em comemoração aos 70 anos da atual Rainha, Margareth II.
O acesso ao museu é pago, é claro. E uma das coisas que achei bem legal, é que ao pagar 20 DKK a mais, a gente ganha permissão para tirar fotos (com ou sem flash) de tudo o que esta exposto no Palácio. Na hora de comprar o ingresso, já recebemos o adesivo e enquanto estivemos dentro do Palácio devemos andar com ele grudado na nossa roupa. Assim, os fiscais sabem que temos permissão para tirar fotos e não vem nos incomodar. A visita não é muito longa não, acho que não chegamos a ficar mais do que 1 hora lá dentro.
Depois de visitar o Palácio, ainda tivemos tempo de caminhar pelos Jardins reais do Palácio de Amalienborg, e dali vemos a Ópera de Copenhagen, do outro lado do canal..
Não dá pra perder a Troca da Guarda Real do Palácio de Amalienborg, que ao contrário da troca da guarda em Londres, essa é bem rapidinha e dura apenas uns 15 minutinhos. Os guardas saem do Castelo de Rosenborg e vem caminhando pelas ruas de Copenhagen, e ao meio-dia em ponto, a troca da guarda começa.
Aproveitando a proximidade, fomos conhecer a Frederiks Kirke ou também chamada de Igreja de Mármore. Como o seu domo verde enooorme, impossível não chamar a atenção de que passa pelo Palácio de Amalienborg. Internamente, a Igreja é bem pequena, mas muito bem decorada e super bonita!
Assim como eu, muita gente imagina que é nessa Igreja onde acontecem os casamentos reais, mas não é!
Para chegar até o Castelo de Rosenborg, atravessamos o jardin real mais antigo do país, o King’s Garden. O jardin é enorme e super bonito, e estava lotado de crianças aproveitando as ultimas semanas de verão.
De longe já podemos avistar o Castelo de Rosenborg que foi construido pelo Rei Christian IV ainda no século 17. Era nesse Castelo que a Familia Real passava a temporada de verão. Atualmente, o lugar foi transformado em um museu e lá estão expostos alguns objetos, obras de arte e mobilia que fazem parte da coleção da familia real da Dinamarca.
Uma das alas mais importantes do Castelo é onde estão em exibição as jóias da coroa. Podemos ver tanto as coroas antigas, como a coroa pertencente a atual Rainha Margareth II.
Também tivemos acesso ao Long Hall, onde fica o trono onde os Reis Dinamarqueses eram coroados antigamente.
Assim como acontece na visita ao Palácio de Amalienborg, no Castelo também podemos tirar foto com ou sem flash de tudo o que quisermos, mas para isso tivemos que pagar mais 20,00 DKK.
Ahhh, é legal aproveitar e visitar tanto o Palácio, quanto o Castelo no mesmo dia, pq podemos comprar um passe que dá direito a visitar os dois e o desconto é até considerável… pagamos 100 DKK, ou seja, economizamos 25 DKK!!
E pra terminar muito bem o dia, fomos caminhar e jantar no Nyhavn, o porto da cidade!
Primeiro dia em Copenhagen
A Dinamarca acabou entrando no nosso roteiro, só pq eu queria “perder o medo” e ver de perto como era um país Escandinavo, já que durante as minhas viagens de final de semana eu tinha planos de conhecer os demais países daquela região. E devo dizer que a impressão foi muito boa!
Tudo aquilo que ouvimos na tv sobre os países nórdicos é verdade, as cidades são super organizadas, limpas, o povo é um pouco fechado (mas isso não quer dizer que não sejam simpáticos), o país é super seguro, não passamos por nenhuma situação que tivessemos ficado com medo, e isso sem falar na beleza, e que beleeeeza.. as pessoas são realmente muito bonitas!
Chegamos na hora do almoço, e pra não perder tempo, logo depois de fazer o check-in e deixar nossas malas no hotel, saimos andar pela cidade.
Copenhagen é considerada a porta de entrada para os países nórdicos, é uma cidade pequena, fácil de se localizar e igualmente fácil quase ser atropelado por uma bicicleta. Bicicleta? Siiim, em Copenhagen elas são maioria, e além de cuidar os carros na hora de atravessar a rua, é muito bom ficar atento a elas também.
Depois de uma rápida caminhada, chegamos inteiros a nossa primeira parada: a Rädhuspladsen, a principal praça da cidade. Nessa praça fica a a Prefeitura da cidade, um prédio lindíssimo, com várias torrezinhas que circundam o seu teto, sendo que uma delas é gigaaaante e podemos vê-la de todos os lugares da cidade. E é justamente nessa torre gigante, no alto dos seus 106 metros, que fica um dos relógios mais famosos do mundo, o Jens Olsen’s World Clock.
Pesquisando pela internet, vi que era aberta para visitação, e lá fomos nos conhecer. A arquitetura interna é totalmente inspirada na arquitetura medieval, é um pouco diferente do que estavamos acostumados a ver até então.
Dali, seguimos caminhando pela cidade, passamos pela Strøget, uma das principais ruas comerciais da cidade e é exclusivas para pedestres. Para os dinamarqueses, essa rua é considerada o maior shopping a céu aberto do mundo.
E meio sem querer acabamos encontrando o Rundetårn, uma torre super antiga, construída com o objetivo de ser um observatório astronômico, inclusive é o mais antigo da Europa que ainda está em funcionamento. Mas quem vê aquela torre por fora, não imagina que o seu interior é o que mais desperta curiosidade nas pessoas.
Pra ser bem sincera, não entendi pq a arquitetura interna chama tanto atenção, é bem simples, sem nenhuma decoração e não passa de uma rampa beeem larga em espiral. Subindo por essa rampa, paramos para ver uma Igreja (pois então, o que já estava meio estranho, ficou ainda pior.. ficamos sem entender como foi possível ver o interior daquela igreja e só acabamos descobrimos quando estavamos deixando o lugar, a torre é grudada nessa igreja, a Trinitatis Kirke.
Seguimos subindo a rampa, que hoje em dia tem atraido muitos turistas para visitar o lugar, pq o alto dos seu 35 metros de altura podemos ter uma boa visão de toda a cidade, inclusive conseguimos ver até a Ponte de Øresund, que liga a Dinamarca a Suécia.
E ainda tivemos tempo de fazer uma paradinha, para um lanche rápido em um dos muitos cafés espalhados pelo centro da cidade, antes de seguir para Malmö.





















































































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