Cascais e Estoril
Depois de passar boa parte da manhã e inicio da tarde em Sintra, ainda tive tempo de ir a Cascais e Estoril.
E dessa vez resolvi ir de ônibus, para ter oportunidade de conhecer as estradas internas de Portugal, já que esse ônibus (que não passava pelo Cabo da Roca) não contornava o litoral. O trajeto é semi-direto, fazendo umas 3 ou 4 paradas próximas a Sintra e/ou Cascais. Neste caso, a parada final foi na Estaçao de ônibus de Cascais, ao lado do Shopping Cascais Villa.
Saindo da estação pro lado esquerdo, já da pra avistar o mar, porém a linha do trem vai acompanhando a beira-mar e assim é necessário caminhar um pouquinho mais até encontrar uma passagem subterranea.
Chegando no calçadão a beira-mar, como Cascais e Estoril ficam próximas, aliás, tão próximas que fica dificil dizer onde uma termina e a outra começa, mas perguntando descobri que, seguindo pro lado direito fica Cascais, e andando pro lado esquerdo se chega a Estoril.
Resolvi começar por Cascais e por último fui em Estoril (que fica no sentido certo de quem vai voltar a Lisboa, como era o meu caso). Cascais não tem o título de cidade e ainda é classificada como vila..
E uma vila com fama de cara e luxuosa, mas sem perder o ar daquelas vilas que parecem ter saido de um filme, com vários barcos e iates atracados em sua Marina, e caminhar pelas ruas do centrinho da cidade, a gente até tem a impressaão de que tudo por lá parou no tempo.
Continuando, logo apareceu uma pracinha ainda com a árvore de Natal, e um pouco mais a frente uma Igrejinha!! A poucos passos dali, subindo por uma rua arborizada cheguei no Forte de Nossa Senhora da Luz, que foi construído por volta de 1594 e no terremoto de 1755, ficou praticamente destruído.
Atualmente, é a Citadela de Cascais, que é composta pela Torre de Nossa Senhora da Luz e a Torre de Santo Antonio. Nessa parte é também onde fica o Passeio Rainha Maria Pia, que inicia perto da estátua do Rei Dom Carlos.
Continuei caminhando, até chegar numa parte que me pareceu um pouco exclusiva e luxuosa, além de mansões, tinham varios resorts e spas a beira mar. E ali fui vendo o sol começar a se por…
Voltei por um outro trajeto, sem ser a beira mar, e acabei encontrando mais uma igrejinha..
E seguindo sem rumo, acabei literalmente me perdendo naquelas ruazinhas de pedra, e sem querer querendo acabei encontrando a pracinha onde estava a árvore de Natal e voltei caminhando pela beira-mar.
Aproveitei para olhar um pouco o movimento, a praia com areia fininha, porém com pedronas a medida que vai ar aproximando do mar, e tive que ao mesmo tempo ir desviando do pessoal que corria no calçadão!
Não sei dizer ao certo em que momento cheguei a Estorial, sabia apenas que seria quando chegasse perto do Castelo que fica na Praia do Tamariz.
Estoril também não tem o status de cidade ainda, mas isso não faz a menor diferença e turisticanente falando eles nāo fazem questão. O lugar acabou se tornando popular, e é ali onde ficam a conceituada Escola Superior de Hotelaria e Turismo, o Cassino de Estoril, que é considerado o maior da Europa, e a praia do Tamariz.
Quando entrei na cidade já estava escuro (uma das desvantagens do inverno na Europa, onde começa a escurescer perto das 17:30), e caminhei pelo centrinho de Estoril e peguei o trem de volta para Lisboa na estação de São João do Estoril.
Roteiro: Portugal
A última viagem de 2011 não poderia ter outro destino: Portugal!! Afinal, faltava muito pouco pra eu voltar pra casa e seria estranho deixar de visitar justamente o país que tem mais ligação com a nossa história.
Foram apenas 3 dias em Lisboa e arredores e o suficiente para me deixar uma boa impressão.
- Domingo, dia de Natal, sai da Escócia, fiz uma parada em Londres e segui viagem rumo a Lisboa, com a TAP e fiquei em Lisboa mesmo;
- Segunda-Feira fui conhecer Sintra, Cascais e Estoril;
- Terça-feira foi a vez de conhecer a capital Portuguesa e a região de Belém;
- Quarta-feira, acordei e já fui direto pro aeroporto, era hora de voltar pro Brasil.
O que não é nenhuma novidade, Portugal faz parte da União Européia e também faz parte do Acordo de Schengen e brasileiros não precisam de visto para visitar o país por até 90 dias.
O Aeroporto Internacional de Lisboa ou Aeroporto da Portela (IATA: LIS) é o maior aeroporto do país e fica bem pertinho do centro da cidade, são apenas 7 km de distância. Tem 2 terminais (T1 – voos internacionais e T2 – voos domésticos e para a União Européia) e existe um ônibus especial que faz a ligação entre terminais de forma gratuita.
Existem 2 opções para ir até o centro de Lisboa: táxi e a linha de ônibus chamada Aerobus. Como eu estava voltando de vez para o Brasil e estava acompanhada das minhas 3 malas, não tive muita escolha, fui de táxi até o hotel.
O hotel em que fiquei hospedada ficava bem próximo a Estação Rossio e a Praça do Comércio, e o valor ficou em 12,50 euros (já incluido o adicional por cada mala, tinha lido na internet que esse adicional ficam em torno de 1,60 euros por mala), o que valeu bastante a pena, no meu caso!
O aeroporto não é muito grande e também não é suuuuuuuper bem sinalizado (comparando com os aeroportos de Edimburgo e os de Londres), mas dá pra se virar tranquilo.
Quando estava chegando em Lisboa, depois de passar pela Imigração, só peguei minhas malas e já sai!
Na volta pro Brasil, depois de fazer o check-in, passar pelo controle de segurança e controle de passaporte, tem um Free-Shop, que não é muuuito grande, mas em compensação para quem quer comprar produtos Portugueses, como os Vinhos do Porto, Moscatel, Licores, todos separados por região, acho que é uma boa opção!
Uma vez em Portugal, algumas palavrinhas geram um pouco de confusão e assim, é importante saber que:
- os Bondes são chamados de Eléctrico,
- o Ponto de ônibus é a Paragem,
- o Ônibus é chamado de Autocarro e;
- os Trens são os Comboios.
Dito isso, é só começar a se aventurar pelo país, que aliás, tem um sistema de transporte público super eficiente e com bastantes opções. Eu andei tanto de trem como de ônibus e pude perceber que tanto as estradas, como as linhas ferroviárias do país são muito boas e estão em ótimas condições!!
E como não seria de se esperar o contrário, o Brasil tem “um pouco de Portugal”, e lá a gente já se sente praticamente em casa!

























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