05.11
2014

Loch Lomond: Um bate-volta imperdível a partir de Glasgow

Que o Loch Ness é o lago mais conhecido da Escócia, isso ninguém dúvida. E o mais bonito? Praticamente impossível escolher apenas um. Eu estou longe de ter conhecido todos os milhares de lagos que existem na Escócia, mas dois que eu achei muito bonitos foram: Loch Linnhe (onde fica o Castelo de Stalker) e o Loch Shiel (que fica de frente pro Viaduto Glenfinnan). Mas claro que agora que conheci o Loch Lomond, ele também entrou para esse meu seleto grupinho de preferidos.

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No Parque Nacional Trossachs, fica o Loch Lomond (Loch Laomainn em gaélico), considerado o maior lago da ilha da Grã-Bretanha (ilha formada por Inglaterra, País de Gales e Escócia), pois o maior lago de todo o UK fica na Irlanda do Norte. Ele fica mais próximo da costa oeste da Escócia, as margens do vilarejo de Balloch e bem perto de Glasgow.

Quem estiver em Glasgow, pode perfeitamente fazer esse passeio por conta própria, pois é muito fácil e bem tranquilo de chegar lá.

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A melhor opção de transporte público para ir até o Loch Lomond, é o trem. Os trens partem de Glasgow da estação de Glasgow Queen Street (GLQ), sempre das plataformas que ficam no subsolo e chegam na única estação de Balloch (BHC), que fica praticamente grudada com o pier de onde partem os passeios de barco pelo lago.

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Na verdade, esse trem percorre a região metropolitana de Glasgow, então tem bastante paradas pelo caminho, mesmo o trajeto sendo direito. Como o tempo de viagem é algo em torno de 45 minutos (dependendo do horário escolhido, alguns trens podem demorar mais), o jeito é sentar, curtir a paisagem e esquecer da vida.

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Chegando em Balloch, que é a estação final desse trajeto, ao sair da estação pela saida secundária, vai ter um escritório de turismo do Visit Scotland e um pouquinho mais adiante, o quiosque onde são vendidos os tickets para o passeio.

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Eu comprei meu ticket ali, mas como teoricamente eu tinha um tempinho sobrando até o passeio de barco começar, eu fui caminhar pelo vilarejo (minusculo!) e fui conhecer também o Centro de Visitantes, mais conhecido por Loch Lomond Shores.

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O Centro de visitante, apesar de ser pequeno, é bem organizado. São duas construções, onde numa fica um aquário (que eu não visitei) e um mini-shopping com diversas lojas e restaurantes. Como eu estive lá em uma sábado, tava acontecendo uma feirinha, o que deixou o lugar lo-ta-do!

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Bem em frente, mas na margem oposta do lago está atracado o navio Maid of the Loch, que é sempre muito fotografado!

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Uns 10 minutos antes da hora marcada pro tour começar, eu já estava de volta ao pier. Teoricamente, o horário que eu escolhi tava bem tranquilo, o barco nem chegou a lotar, o que foi muito bom.

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O ideal é subir direto pro deck superior do barco, onde tem diversos bancos por todas as partes. Quem achar que tá muito frio, existe a possibilidade de sentar no deck inferior, que é fechado e protege melhor do vento gelado.

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Dica: no inicio do tour, é bom sentar no lado direito e logo ao passar pelo primeiro castelo, é legal mudar de lado, pois o restante das atrações estão todas do outro lado. Não vá achando que o barco volta pelo mesmo trajeto, pq isso não acontece.

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O trajeto é percorrido beeeem lentamente. Mesmo que a velocidade do barco seja pequena, o vento e o frio são constantes. É bom ir bem agasalhado, mesmo durante o verão.

Por todo o trajeto, a gravação com a voz do apresentador Neil Oliver, vai narrando  tudo o que podemos ver pelo caminho, além disso, ele conta algumas curiosidades, fala sobre a fauna e flora local, entre outras histórias.

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Entre essas histórias, eu destaco: a grande maioria das construções nos arredores do lago eram castelos em ruínas que foram transformados em hotéis (onde diversos famosos já se hospedaram), além de alguns outros castelos como o Lennox Castle (onde a Queen Mary ficou hospedada uma vez) e o Balloch Castle. E claro, pra quem quer praticar um esporte popular no país, tem até um campo de golf por ali.

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No total, o lago pode ter até 60 ilhas, mas claro que tudo vai depender do nível da água. No dia que eu fiz o passeio, o guia disse que foram identificadas apenas 23 ilhas, o que significa que o lago estava com um volume de água bem acima do normal.

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Nesse tour a gente só vai até a primeira e maior ilha do lago, a Inchmurrin Island, mas o barco só passa perto da margem sul dessa ilha.

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E por fim, um pouco antes do barco pegar o caminho de volta, avistamos a grande estrela do passeio, o Ben Lomond, imponente com os seus quase 1000 metros de altura.

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Dicas práticas:

– A única empresa que faz esse passeio pelo Loch Lomond partindo de Balloch é a Sweeneys. Eles tem diversos tipos de barcos e rotas dependendo da estação do ano. Mas quem for partir de outros vilarejos que ficam as margens do lago, a empresa Cruise Loch Lomond é a mais indicada.

– Basicamente os dois tours mais procurados são: Experience Cruise (que foi o que eu fiz e tem duração de apenas 1 hora e os horários são pré estabelecidos, claro) e o Island Discovery Cruise (dura 2 horas e tem menos opções de horários).

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A principal diferença entre eles, além do preço e do tempo de viagem, é que inicialmente eles percorrem o mesmo trajeto, mas o Island Discovery segue um pouco mais adiante, navengando entre as ilhas e chegando mais próximo ao Ben Lomond.

– Pq eu não fiz o passeio de 2 horas? Pq eu não sabia que o barco andava assim tãããão devagar e achei que ia ser cansativo e literalmente enjoativo ficar dentro do barco todo esse tempo. Mas fora isso, imagino que deve ser tão ou mais bonito quanto esse passeio que fiz. Quem não enjoa durante passeios de barco e quiser conhecer melhor o lago, com certeza essa opção é a mais indicada.

– Quem se interessar (e tiver coragem – pq é muito frio!), além do passeio de barco, é possivel práticar alguns esportes aquáticos como, caiaque, jet ski, windsurf, entre outros.

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Por tudo que pesquisei, o vilarejo mais bem preparado pra receber os turistas é Balloch, mas Ardlui, Balmaha, Luss (considerada o vilarejo mais pitoresco da região), Rowardennan (pra quem for escalar o Ben Lomond) e Target (tem outra estação de trem) podem entrar como opções alternativas.

Gastos (valores de setembro de 2014): Como sempre me pedem pra colocar os preços (e eu lembrei de anotar), o valor da passagem de trem ficou em 8,00 libras (ida e volta) e o passeio de barco (tour de 1 hora) eu paguei 9,80 libras. Recomendo muito esse passeio, vale muito a pena!

Bruna Bartolamei
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Bruna Bartolamei

Catarinense, mas já morou em Curitiba (8 anos) e em Edimburgo, a capital da Escócia (quase 2 anos). Criou o blog pra contar um pouco mais sobre como foi o seu intercâmbio na terra dos Kilts e das Gaitas de Fole, e também, sobre suas viagens pelo mundo.
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2 comentários em "Loch Lomond: Um bate-volta imperdível a partir de Glasgow"
  1. Gabrielle   22/07/15 • 18h33

    OI,Bruna, Boa noite!
    Gostaria de uma opinião sua. Estarei saindo de Glasgow rumo a Fort Willina e estou na dúvida de qual caminho seria o mais bonito: passando por Stiling e Callander ou passando pelo Lomond loch e Oban.
    Obrigada

    • Contando as Horas   30/07/15 • 17h13

      Oi, Gabrielle

      Dificil escolher, mas assim, essas cidades não ficam exatamente no caminho entre Glasgow e Fort William, vc vai ter que fazer um pequeno desvio para conhecê-las.

      Em Oban vc pretende ficar alguns dias ou seria só passar pela cidade? Callender eu ainda nao fui, mas Stirling é uma cidade beeeem pequena. Vc prefere ver paisagens, castelos…?!?!?

Blog Membro RBBV
Contando as Horas
Nesse mesmo dia, mas em 2010, eu desembarcava em Edimburgo, na Escócia para iniciar meu intercâmbio. 🏴󠁧󠁢󠁳󠁣󠁴󠁿💙
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Além de aprender inglês em um país sensacional, foi muito bom aproveitar aquele momento para descobrir um “mundo muito maior” que Chapecó/Curitiba.
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Mesmo faltando conhecer alguns outros continentes aindaaa, todas as culturas e paises que conheci e tudo que aprendi com meus colegas de todas as partes do mundo, com toda a certeza, tornaram essa experiência muito mais interessante.
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Melhor experiência de vida!
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🌎 Banchory, Escócia 🏴󠁧󠁢󠁳󠁣󠁴󠁿
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Um outro jeito de viajar pela Europa: fazendo um cruzeiro fluvial.
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Quem quiser saber mais detalhes, estou falando mais sobre isso no stories.
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Se quiser saber os roteiros, datas e valores, meu email para contato esta no perfil!
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🌏Em algum lugar no rio Danubio, Leste Europeu
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Chegando em Budapeste!🇭🇺 Esse é o Monte Gellért passando pela janelinha da minha cabine!
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No ultimo verão europeu eu fiz um cruzeiro fluvial pelo rio Danúbio (segundo maior rio da Europa).
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Meu cruzeiro começou na Romênia, passou pela Bulgária, Sérvia, Croácia e terminou na Hungria.
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Foram 7 dias a bordo do navio River Duchess, da empresa @uniworldcruises ! Uma experiência sensacional (ainda quero repetir, fazendo uma das rotas que passam pelos mercadinhos de Natal)!!
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🌏Budapeste, Hungria
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Kremlin de Moscou 🇷🇺🇷🇺
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Antigamente essa fortaleza servia de proteção para a cidade, mas hoje em dia é a sede do governo e residencia oficial do Presidente da Rússia.
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Ele é formado por vários palácios, catedrais, museus, um jardim, as torres e a muralha.
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Quem estiver em Moscou pode incluir uma visita ao Kremlin no roteiro.
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É possível conhecer algumas atrações, como: o Palácio do Arsenal, local onde está o Museu do Arsenal e o Complexo das Catedrais (formado por 4 igrejas). Todas todos os demais edifícios podem ser fotografados apenas por fora.
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⚠️O Kremlin não abre as quintas-feiras. Para visitar o Museu (700 rublos) e o Complexo das catedrais (800 rublos) o valor total é de 1500 rublos (95,00 reais).
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🌏Moscou, Rússia
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Existem diversas formas de entrar na Praça Vermelha, em Moscou, mas sem duvida alguma, a mais bonita é atravessando o Portão da Ressurreição, localizado literalmente entre a Prefeitura de Moscou (lado esquerdo) e o Museu Estatal de História Nacional (essa construção a direita).
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Nessa foto também da pra ver a Capela Ibérica e o Marco Zero da Russia.
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🌏Moscou, Rússia
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Parque da Vitoria é onde está localizado o Museu da Grande Guerra Patriótica, que é como os russos chamam a Segunda Guerra Mundial. Obviamente, esse museu conta toooooda a historia dessa guerra (com muitas fotos, documentos, objetos, entre outros - tem legendas em inglês).
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Além disso, também destaco: O Hall dos Heróis (foto 3) que presta uma bela homenagem a todos os russos que morreram nessa guerra, mais de 20 milhões de pessoas, o Hall das Lagrimas (foto 4) que simboliza as lagrimas de quem perdeu filhos, pais, irmãos e maridos durante essa guerra e por fim, os Dioramas de Guerra (foto 5), esses paines gigantes que retratam algumas cenas de momentos importantes dessa guerra.
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O parque é gigante e o Museu é enorme, portanto, vá com muito tempo (tempo minimo de 3 - 4 horas).
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Dica: Para chegar aqui, o acesso é feito pela estaçao de metro Парк Победы, aquela que tem as escadas rolantes mais profundas de todas as estações de metro de Moscou, sao quase 3 minutos andando nessa escada. 😱
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🌏Moscou, Rússia
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Contando as Horas