26.11
2014

John O’Groats e Duncansby Head: Conhecendo o extremo norte da Escócia

A região bem ao norte da Escócia é um dos lugares menos explorados do país. E isso nada tem a ver por ser uma área pouco divulgada. Na verdade, a maior problema nesse caso são as distâncias e a falta de uma boa frequência de transporte público.

O extremo norte da Escócia é um lugar tranquilo, bem despovoado, com paisagens espetaculares e vilarejos perdidos (literalmente) no meio do nada. Mas ai todo mundo deve estar se perguntando: O que eu fui fazer lá, certo?!? Sei lá, curiosidade em conhecer uma parte pouco explorada desse país que eu considero a minha terceira casa.

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Pra que esse passeio fosse possível, eu reservei um tour com uma agência local em Inverness. O tour foi meio longo, mais ou menos umas 10 a 11 horas, mas valeu muito a pena! Os lugares são pequenos, fáceis de serem visitados e o tempo em algumas atrações foi na medida. 

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Pra quem quiser fazer esse mesmo roteiro por conta própria alugando um carro, eu aconselho a reservar pelo menos uns 2 dias. E se alguém pretende percorrer tudo isso de trem ou ônibus, recomendo uns 3 a 4 dias, pois as frequências e os horários não favorecem muito os turistas.

Mas chega de blábláblá e vamos ao que interessa.

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O tour começou com uma breve parada (uns 10 minutos) na península de Black Isle, localizado entre o Moray Firth e o Cromarty Firth, dois penhascos que estão localizados um pouco ao norte de Inverness. Essa região, o grande destaque mesmo são as paisagens. Lembro que quando fizemos a primeira parada, a primeira coisa que me veio a cabeça foi a Islândia. Achei essa região da Escócia muito parecida com tudo o que vi na Islândia (tirando os vulcões e as geleiras, claro).

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Pelo caminho são feitas diversas paradas em vilarejos e lugares considerados fotogênicos. E realmente, é muito difícil conseguir parar de bater foto. Sempre tem algo interessante pra onde quer que a gente olhe.

Essa região mais no extremo norte da Escócia é chamada de Caithness e apesar de pertencer as Highlands, tem uma paisagem bem diferente do que eu já tinha visto até então, onde tudo ao invés de ser formado por vales, montanhas e lagos, essa região é mais plana e com alguns castelos e castelos em ruinas pelo caminho.

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As principais cidades são: Wick (a capital) e Thurso, ambas essas cidades tem estação de trem, rodoviária, aeroporto (em Wick) e porto. São cidades relativamente pequenas, com população na faixa de 7 a 8 mil habitantes apenas. Mas não foi nem Wick e muito menos Thurso que ficaram famosas, o local mais visitado nessa região é o vilarejo de John’O Groats.

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Jonh’O Groats é um vilarejo com apenas 300 habitantes. Esse lugar fica literalmente onde o diabo perdeu as botas, pois é considerado (junto com oo Dunnet Head) o lugar mais ao norte da ilha da Grã-Bretanha. Na verdade, John’O Groats é a região mais distante entre dois pontos inabitados da ilha da Grã-Bretalha, ficando a 1409 km de distância do Land’s End, que fica no sul da Inglaterra, na região da Cornualha.

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Dizem que esse nome foi dado em homenagem a Jan de Groot, um holandês que recebeu permissão do rei James IV no inicio do século 15, para transportar pessoas entre a ilha principal e a ilha de Orkney.

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Além das paisagens belíssimas e da oportunidade de pegar um ferry até as Ilhas Orkney, uma das coisas que mais atraem pessoas até lá é um placa indicando algumas distancias entre John O’Groats e outros destinos importantes.

Apesar de ser um lugar meio deserto, existe um hotel e um restaurante, além de algumas lojinhas de souvenirs e os quiosques de venda de passagens de ferry pra quem segue viagem até as Orkney.

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Infelizmente eu não tive tempo de visita outras atrações interessantes dessa região, como por exemplo o Castle of Mey, que fica a 10 km dessa região, entre John O’Groats e Thurso.

Bem perto de Jonh O’Groats, mas em direção a Wick, fica outro ponto localizado no extremo norte do país: Duncansby Head. Esse lugar é de uma tranquilidade absurda. Surpreendentemente o vento não estava forte e deu pra caminhar tranquilamente o local.

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Ali, além da própria paisagem, fica o Duncansby Head Lighhouse que hoje em dia ainda serve como farol, mas também é onde foi montado um pequeno museu. No dia que eu estive lá, o museu estava fechado.

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Então todo o tempo que tive ali, eu usei pra explorar a região. Fiz uma pequena trilha que leva a grande estrela da região de Duncansby Head: os Duncansby Stacks, dois pináculos feitos de pedra que estão localizados no Mar do Norte e que viraram o símbolo desse lugar.

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Além disso, se o tempo permitir, ainda é possível ver o sul da ilhas Orkney também.

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Pelo caminho vi diveeeersas ovelhas. Muitas mesmo. Algumas até paravam e ficavam olhando meio desconfiadas para as câmeras, já outras pareciam que não eram muito fãs de máquinas fotográficas e de turistas, pois saiam correndo, literalmente.

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No caminho de volta a Inverness, passamos por Wick e pelo vilarejo de Pulteneytown, local onde fica a destilaria Old Pulteney, que já teve um de seus whiskys premiados recentemente (em 2012) como um dos melhores do mundo.

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Eu não tive tempo de visitar, mas perto de Wick fica o Castle of Old Wick, que apesar de estar em ruinas, fica a beira de um penhasco, com paisagens super bonitas, podendo render fotos bem legais.

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Dicas extras: pra ir até o extremo norte da Escócia, a Flybe voa pra Wick, existe um ônibus da Stagecoach Highlands que parte de Inverness e ainda, da pra pegar o trem da ScotRail e ir até Wick ou Thurso. Também tem a opção de ferry para as ilhas Orkney, que eu to sonhando em conhecer em uma próxima visita a Escócia!

Bruna Bartolamei
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Bruna Bartolamei

Catarinense, mas já morou em Curitiba (8 anos) e em Edimburgo, a capital da Escócia (quase 2 anos). Criou o blog pra contar um pouco mais sobre como foi o seu intercâmbio na terra dos Kilts e das Gaitas de Fole, e também, sobre suas viagens pelo mundo.
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6 comentários em "John O’Groats e Duncansby Head: Conhecendo o extremo norte da Escócia"
  1. Lenira Domingues Ferreira   18/02/17 • 11h46

    Bruna estou encantada com duas dicas. Estou morando em Londres e quero fazer um passeio até Inverness. Sabe me dizer o nome da empresa que você fez o passeio de 11horas? Pretendo ficar 3 dias em Inverness e conhecer o máximo . Volto para o Brasil em julho e quero visitar o máximo que eu puder . Grata pelas dicas . Vou divulgar seu blog!

  2. SAMURAY DE ARAUJO   07/04/18 • 16h09

    Vou pra Escócia final desse mês e infelizmente não terei tempo de ir em Orkney. Sabes me dizer se nos ônibus que percorrerei pelo pais eu poderei pagar para o motorista na hora OU sou obrigado comprar a passagem antes pela internet?

    • Contando as Horas   11/04/18 • 09h16

      Oi, Samuray

      Você pode comprar na hora sim, e pelo que lembro, eles só aceitam pagamento em dinheiro.

  3. Maria Beatrix   01/08/19 • 21h10

    Olá! Esse ano farei minha segunda viagem a Escocia. E, como da primeira vez( ago-set2018), vim fazer minhas pesquisas aqui. Este blog me ajudou imensamente em minha viagem! Adorei! Obrigada. Hoje venho fazer uma pergunta: estou pensando ir de Edimburgo a Wick, de aviao. Como faço para ir de Wick a John O’Groats? Planejo ir em novembro, na esperança de ver a Aurora boreal

    • Contando as Horas   13/08/19 • 14h09

      Oi, Maria

      Obrigada pelas palavras. Fico feliz que o blog tenha ajudado em tua viagem.

      Possivelmente deve existir alguns ônibus ou talvez, vc precise pegar um tour com alguma empresa local que tenha roteiro nessa região.

Blog Membro RBBV
Contando as Horas
Edimburgo! 💛💛💛
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Se quando eu estava no Brasil e precisava atravessar o Atlantico, eu sempre estava por aqui, agora morando em Portugal, eu vou aparecer com muito mais frequência.
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Como sempre, foi pouco tempo, mas o suficiente pra amenizar a saudade.
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Melhor presente de aniversário (antecipado) que eu poderia dar a mim mesma. 😁😁😁 (Olha que a conversão não ta nada favorável: 1,00 libra = 5,14 reais 🤯).
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Em 2020, eeeuu volto! 🏴󠁧󠁢󠁳󠁣󠁴󠁿💙☺️
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📍Edimburgo, Escócia
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#tbt Ano passado, exatamente nesse dia, eu chegava em Lisboa para colocar em prática tudo o que havia planejado nos meses anteriores.
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Para quem tiver interesse em vir para Portugal com o visto D2 (visto de empreendedor), basicamente é necessário seguir os seguintes passos:
- Tirar o NIF (equivalente ao CPF no Brasil), nas Finanças ou na Loja do Cidadão. Precisa ir junto um cidadão português ou um estrangeiro, desde que possua a AR.
- Abrir uma conta pessoal (em pt-pt pessoa singular).
- Arrumar um contador (em pt-pt contabilista).
- Fazer a constituição da empresa no modelo “Empresa na Hora” na Loja do Cidadão (dar inicio na atividade, fazer a ata da empresa, assinar mil coisas, entre outros procedimentos).
- Abrir uma conta pessoa jurídica (pt-pt pessoa coletiva).
** Entre esses procedimentos, sao necessarios alguns dias. Se quiser aproveitar pra passear, é o momento. Eu fui a Rússia e a Escócia , enquanto aguardava ter tudo pronto para a Segurança Social.
- Fazer os procedimentos na Segurança Social.
** Nesse periodo, ja aproveite pra ir fazendo o plano de negócios (necessário para apresentar no Consulado no momento que for solicitar esse tipo de visto).
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📍Azenhas do Mar, Portugal 🇵🇹
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#azenhasdomar #oceanoatlantico #portugal #turismodeportugal #visitportugal #vidaemportugal #travelgirl #viajemais #essemundoenosso #mulheresviajantes #brasileirosemlisboa #instaviagem #viagemeturismo #cahemportugal #mar #meusroteirosdeviagem #sourbbv #revistaqualviagem #amoviajar #viajar #brasileirosemportugal #trabalharemportugal #eurotrip2019 #portugalovers #moraremportugal #vistod2 #arportugal #vistod2portugal #vidaemportugal #instaportugal
Parece que foi ontem, mas hoje completa 6 meses desde que cheguei em Portugal. 🇵🇹
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Eu poderia fazer uma lista (interminável) de tudo que já fiz nesse tempo, mas pensei melhor e resolvi falar sobre o idioma.
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- Os portugueses atendem ao telemóvel falando “estou”, e nós atendemos o celular falando “oi”.
- Eles falam partilhar e nós falamos compartilhar.
- Eles dizem frigorífico, e nós geladeira.
- Os portugueses vão a casa de banho, os brasileiros vão ao banheiro.
- Eles atravessam a rua na passadeira, e nós na faixa de pedestres.
- Os portugueses compram sandes, gelado e sumo, e nós sanduiche, sorvete e suco.
- Eles tomam chá em uma chávena, nós tomamos chá em uma xícara.
- Eles dizem súshi e nos, sushí.
- Os portugueses são giros (estou fazendo uma moral 😅😅😅), os brasileiros são gatos.
- As portuguesas são fixes, as brasileiras são legais.
- As portuguesas usam cuecas (essa é difícil de acostumar hahaah), e as brasileiras usam calcinhas.
- Os portugueses dizem que fizemos perguntas parvas, e nós dizemos que eles respondem idiotices.
- Os portugueses dizem gajo e rapariga, e nós (no sul do Brasil) guri e guria.
- Eles andam de métro, autocarro, electrico e comboio, e nós de metrô, ônibus, bondinho e trem.
- Aqui as coisas são “sem piada”, no Brasil, as coisas são “sem graça”.
- Em Portugal existem jogadores chamados de guarda-redes e avançados, no Brasil são chamados de goleiros e atacantes.
- Em Portugal eles gritam golo, no Brasil gritamos gol.
- Em Portugal os jogadores usam camisola (ahahah essa tbm é dificil de acostumar), e no Brasil, camisa.
- Eles metem um “gosto” nas fotos do Ig e Facebook, nos colocamos um “curtir”.
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Com certeza já aprendi muitas outras palavras, mas agora lembrei dessas.
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Como dá pra perceber nessa listinha que vos (primeira vez que uso essa palavra na vida 🤣🤣🤣 nem sei se estou usando certo) escrevi, a língua portuguesa é igual, mas é diferente. 😅😅
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Ah! E as despedidas: por email, sempre são com “melhores cumprimentos“, que substitui o famoso “atenciosamente” no Brasil, e por telefone (ainda tambem não me acostumei com essa) eles dizem: “com licença, beijinhos”.
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Que venham os próximos 6 meses!
🇵🇹🇵🇹🇵🇹🇵🇹🇵🇹🇵🇹
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📍Portugal 🇵🇹
50 tons de verde! 💚
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Parece que estou sozinha no parque, mas 20 segundos depois passou por aqui um milhão de chineses. 😅😅😅
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📍Plitvice, Croácia 🇭🇷
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Minha primeira viagem depois de me mudar para Portugal é para... Croácia! 🇭🇷😁 Achei uma passagem com preço bom e resolvi comprar de última hora.
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Esse voo de Lisboa para Zagreb (capital da Croácia) é recente, existe desde abril desse ano. De Zagreb até aqui, o trajeto de ônibus/autocarro é feito em mais ou menos 2 horas.
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Essa é minha 3x na Croácia, e dessa vez vim conhecer uma das maiores atrações do país: o Parque Nacional dos Lagos de Plitvice.
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São 16 lagos e 4 tipos de trilhas, mas eu fiz as trilhas B e C (cor verde). Uma percorre os Lower Lakes e a outra, os Upper Lakes. Nem tudo fiz a pé, existe passeio de barco e ônibus/autocarro que percorrem algumas partes.
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Dois dias são suficientes para conhecer as principais partes. E sééério, venham no outono. A cada 3 passos uma foto! 🍁🧡
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📍Plitvice, Croácia 🇭🇷
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No terceiro (e último dia) fizemos a trilha nos Passadiços do Paiva.
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Essa trilha tem mais ou menos uns 8 km, e a maior parte do percurso é feita nessas estruturas de madeira que foram construídas ao longo da margem esquerda do rio Paiva.
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Existem dois pontos de início: em Areinho e Espiunca. Nós optamos por começar em Areinho, pq apenas os primeiros 30 minutos são subida e o restante do trajeto é descida ou linha reta.
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Pelo caminho encontramos cascatas, praias fluviais e falhas geológicas.
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A entrada no parque é limitada e paga. Se comprar o bilhete pela internet sai mais barato (2,00 euros) e não corre o risco de ir até lá e não conseguir entrar no parque.
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📍Passadiços do Paiva, Portugal 🇵🇹
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Contando as Horas