01.12
2017

Escócia: Pitlochry, uma ótima opção de parada entre Edimburgo e Inverness

O vilarejo de Pitlochry ou em gaélico escoces Baile Chloichridh (pronuncia: pit-lócri) está localizada pertinho de dois parques: o Tay Forest Park e o Cairngorm National Park (é o segundo Parque Nacional criado na Escócia), na região de Perthshire. Em outras palavras, essa cidade fica bem no meio do caminho entre Edimburgo e Inverness.

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Apesar de ser uma cidade com menos de 3 mil habitantes, ela se desenvolveu depois da visita da Rainha Victoria em 1842 e também, com a chegada da estação de trem alguns anos depois. Atualmente ela vive basicamente do turismo e o que não faltam por lá são coisas pra fazer. Quer ver? 

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A principal rua da cidade é a Atholl Road, é aqui onde ficam as principais lojas, restaurantes, pubs, entre outros tipos de comércio. É aqui também onde fica o Town Clock, um relógio de três faces que foi construido para comemorar a passagem para o novo milênio (tava esperando um relógio gigante, mas ele é assim minúsculo mesmo hehe).

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No centrinho da cidade também ficam algumas igrejas, como a Pitlochry Church of Scotland (ela fica numa parte mais alta da cidade, pertinho do mercado Co-op), a Pitlochry Baptist Church (localizada ao lado do Centro de Informações do Visit Scotland) e um pouco mais adiante, sentido destilarias de whisky, fica a Holy Trinity Church (famosa por ser o local onde está enterrado Sir Robert Watson-Watt, o escoces que inventou o radar – a ultima igreja nas fotos).

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Pra quem gosta de whisky ou quer conhecer alguma destilaria na Escócia, em Pitlochry ficam duas destilarias de whisky: a Bell’s Blair Athol Distillery e a Edradour Distillery.

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A Bell’s Blair Athol Distillery foi fundada em 1798 e é considerada uma das destilarias de whisky mais antigas da Escócia. Atualmente pertence a Bell’s, que faz parte do grupo Diageo. Essa destilaria tem tour de hora em hora e cada um dura aproximadamente 1 hora. Aqui é possivel visitar o local onde são armazenados os ingredientes usados na fabricação do whisky, assim como o local onde eles são produzidos e onde são armazenados. Repare que dentro da destilaria tem um riozinho, o Allt Dhour, é ele que fornece a água usada na produção do whisky. Repare também que os troncos das árvores que estão dentro da destilaria são todos pretos, isso se deve por causa do processo de produção do whisky. O tour termina com uma degustação de um unico tipo de whisky blended. Também tem uma lojinha no local, onde são vendidos whisky e outros souvenirs.

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O valor do tour custa 7,50 libras (valor referente a junho de 2017) e o ticket pode ser comprado lá mesmo, na hora. Ah! Aqui na Blair Athol Distillery eles não permitem fotos dentro das instações, nem adianta tentar, o tiozinho que comanda o tour é bem chatinho quanto a isso.

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A outra destilaria da cidade é a Edradour Distillery, fundada em 1825, ela é considerada a menor destilaria de whisky da Escócia. Como a propria propaganda da destilaria sugere, ela tem pequeno porte e produz uma quantidade super limitada de whisky single malt. Segundo o guia, todo o método de produção é artesanal. Quem quiser visitar, eles oferecem visitas de hora em hora e assim como na outra destilaria, a visita é mais ou menos igual. Primeiro a gente vai até um lugar onde é passado um video de uns 5-10 minutos sobre a história da destilaria, depois seguimos caminhando pelo pátio, passando pelos galpões onde são armazenados os ingredientes de whisky. Entramos na parte onde eles são produzidos e armazenados. E pra terminar, tem a degustação de whisky (duas opções, sendo que uma delas pode ser um licor de whisky). Para mulheres, aconselho a provar o licor de whisky, ele parece o Amarula, é bem mais suave que o whisky tradicional. Também tem uma lojinha. Se quiser comprar uma garrafa de whisky dessa destilaria, faça aqui, pois eles não são vendidos em nenhum outro lugar do país.

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O valor do tour é de 7,50 libras também (valor referente a junho de 2017) e o ticket pode ser comprado la na hora. Pode bater foto em todos os lugares por onde o tour passa.

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Degustaçã de whisky e licor de whisky – O copo de whisky podemos levar pra casa!

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Obs.: Ambas as destilarias oferecem apenas degustação de whisky, sem o tour.

Ah! Pertinho da Edradour Distillery fica a Black Spout Waterfall, uma cachoeira localizada dentro do Black Spout Wood, uma floresta que fica nos arredores de Pitlochry. Pra ir da destilaria até lá, é feito uma pequena trilha pela mata, que dura aproximadamente uns 10 minutos, no máximo. Existe um mirante de onde se pode ver e fotografar a cachoeira.

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Outra grande atração da cidade é o Pitlochry Dam Visitor Centre, inaugurado em fevereiro desse ano pela atual primeira ministra escocesa Nicola Sturgeon, é a mais nova atração da cidade. Esse local é formado por uma represa (dam), uma escada de peixes (fish ladder, com 3 km de comprimento, é por aqui onde passam varios salmões indo em direção ao Loch Faskally onde eles vão desovar. É engraçado ver os peixes nadando contra a correnteza pra poderem se reproduzir), um lago artificial (Loch Faskally), um rio (rio Tummel), uma usina hidroeletrica (Tummel Hydro-Eletric Power Scheme, foi essa usina que trouxe energia as Highlands pela primeira vez) e um museu (Dam Visitor Centre, onde é possivel ver um video que conta um pouco da história da construção dessa barragem/usina, além disso, existem exibições que mostram como a represa foi construida e como funciona a escada de peixes e a contagem dos peixes que passam por ali, entre outras coisas). Todas essas atrações podem ser visitadas e no total, acho que levei mas 2 horas pra ver tudo com calma.

Obs.: Para ver o post sobre o hotel onde me hospedei em Pitlochry, clique aqui -> Hospedagem em Pitlochry: Fonab Castle Hotel.

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A represa e o museu visto do hotel onde me hospedei

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A represa

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Loch Faskally

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Escada de peixes

Se você estiver no centro de Pitlochry, o acesso a essa area é feita pela estação de trem, a caminhada dura menos de 10 minutos. Outra forma de acessar essa área é se hospedando no Fonab Castle Hotel, existe uma pequena trilha a partir do hotel que leva até lá. Existe uma passarela que fica sobre a represa, portanto, dá pra ir do hotel até o Dam Visitor Centre e voltar a qualquer hora (durante o dia). Super tranquilo!

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O museu

Junto ao Dam Visitor Centre tem uma lojinha e um café. O museu abre todos os dias, das 09:30 as 17:30. Tem entrada gratuita (wifi free, funciona super bem!).

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Um pouco mais adiante tem essa ponte suspensa, de onde dá pra ver de um lado a represa e do outro o rio Tummel

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Nos arredores de Pitlochry ficam outras atrações, como: a loja de chocolate Iain Burnett, pra quem gosta de trilhas, pela cidade passa o Rob Roy Way, no vilarejo de Aberfeldy é onde fica a destilaria de whisky Dewars e ainda, tem o Queen’s View um mirante natural localizado as margens do Loch Tummel (tava no meu roteiro, mas como só peguei chuva nos 2 dias que estive lá, todo mundo me disse que não valia a pena ir lá conhecer. Ah! Fãs de Outlander vão poder avistar a partir desse mirante o Rannoch Moor, a colina onde fica o circulo de pedras ficticio Craigh na Dun. :D)

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Para chegar em Pitlochry é possivel alugar um carro ou ir de transporte publico. Eu fui de trem a partir de Edimburgo. A cidade tem uma estação de trem localizada bem no centro da cidade, a Pitlochry Railway Station. Ela é minuscula, tem apenas duas plataformas, uma que vai em sentido as Highlands e outra que vai em sentido a Edimburgo. O trajeto de trem entre Edimburgo e Pitlochry dura 1 hora e 45 minutos. Valor do ticket pode ser pesquisado no site da National Rail ou no site da unica empresa de trem da Escócia, a ScotRail. Como sempre me pedem, eu já verifiquei, essa estação de trem não tem Left Luggage.

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Se você estiver vindo de Edimburgo (você vai desembarcar no lado direito da foto) e vai precisar atravessar essa passarela com as malas, afinal, a entrada / saída da estação fica do outro lado (queria saber quem foi o gênio que colocou essa escada ali hahaha)

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Catarinense, mas já morou em Curitiba (8 anos) e em Edimburgo, a capital da Escócia (quase 2 anos). Criou o blog pra contar um pouco mais sobre como foi o seu intercâmbio na terra dos Kilts e das Gaitas de Fole, e também, sobre suas viagens pelo mundo.
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