24.11
2016

Bélgica: Cervejaria Trapista Orval

Continuando nosso tour cervejeiro pela região da Valônia, parte francesa, no sul da Bélgica.. A ultima parada do dia foi em Florenville, uma cidadezinha com um pouco menos de 6 mil habitantes, porta de entrada para a Cervejaria Trapista Orval.

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Como ficamos menos tempo do que imaginamos em Rochefort, aproveitamos pra dar uma voltinha por Florenville também, antes de seguir para a Orval

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Chegamos em Florenville em um domingo a tarde e a cidade estava uma loucura. Todo mundo na rua, todas as lojas e mercados abertos, mas nada disso nos atraiu muito. Aproveitamos pra conhecer a igreja principal da cidade, a Eglise Notre-Dame de l’Assomption.

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E bem atrás dessa igreja fica um dos mirantes mais famosos da região, o Florenville Viewpoint, com vista muito legal para o Vale do rio Semois. Eu havia lido na internet que valia a pena fazer uma paradinha ali antes de seguir pra Orval, e ainda bem que resolvemos aproveitar a oportunidade. A vista do mirante é sensacional!

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Depois dessa breve parada em Florenville, seguimos de fato para a Orval. O trajeto é muito bem sinalizado e a distancia entre esses dois lugares é super pequena, acho que levamos um pouco mais de 10 minutos pra chegar lá.

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Existe uma área de estacionamento que margeia a rua de acesso a entrada principal da Cervejaria. Onde tiver uma vaga, já aproveite pra estacionar, pq quanto mais perto da entrada, mais difícil é de conseguir uma vaga (obviamente).

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A Brasserie d’Orval, fundada durante o século 12, é uma das 6 cervejaria trapista belga e está localizada entre as cidades de Florenville e Villers-devant-Orval, na província de Luxemburgo, ultima parte do território belga antes de chegar na fronteira com o país vizinho, Luxemburgo.

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O complexo da cervejaria é formado pela Abbay Notre-Dame d’Orval, o mosteiro, três museus, os jardins, as ruínas da antiga abadia, a cervejaria, a fábrica de queijo e uma lojinha. A visita é relativamente rápida, acho que ficamos ali mais ou menos umas 2 horas. Foi tempo mais que suficiente pra conhecer tudo com calma, tirar milhões de fotos, comprar souvenirs e cervejas na lojinha e ainda, fazer um lanchinho em um restaurante ali pertinho.

Segundo relatos, o complexo não é original, já que essa região da Bélgica sofreu muito com invasões dos franceses, que tacaram fogo e destruíram quase tudo, isso infelizmente aconteceu por aqui também.

Apenas durante o século 20 que uma nova cervejaria foi construída para arrecadar fundos para reconstruir a igreja e o mosteiro. Felizmente os monges tiveram sucesso com esse plano, e toda a renda arrecadada com a venda da cerveja foi usada para reconstruir o local.

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Hoje em dia, é possivel visitar. É só conferir no site os meses e horários de funcionamento e aparecer por lá. O ingresso é comprado la na hora mesmo (valor de 6,00 euros em setembro/2016).

Antes de chegar na bilheteria, tem uma sala onde passa um video de uns 20 minutos contando sobre a história da Orval. Logo na sequencia vem a lojinha, mas não entre ali nesse momento. Aproveite pra visitar o complexo o quanto antes.

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Começamos a nossa visita caminhando pelas ruínas medievais da antiga igreja que foi destruída. As ruínas estão muito bem preservadas e em cada local percorrido tem uma placa mostrando e relatando o que existia antigamente naquele espaço.

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Ai foi a vez de visitar o museu que conta um pouco da história, forma de produção, ingredientes usados na fabricação das cervejas Orval. Além disso, o museu também conta com uma ala que explica sobre a produção de queijos. O local é bastante interativo e bem interessante. A visita a esse museu leva uns 30 minutos.

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Seguimos caminhando pelos jardins e fomos até a Abadia. Ali existe outro pequeno museu, onde podemos aprender um pouco sobre a história do lugar através da exposição de objetos e mobílias.

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Depois disso, seguimos caminhando pelo jardim, procurando a entrada para o mosteiro e as fabricas de cerveja e de queijo. Como só vimos um portão fechado, achamos que tínhamos chegado tarde para tal visita.

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Saímos atras de um funcionário para perguntar como era possivel ir até o outro lado do portão. Já adianto: não tem como visitar o mosteiro, nem as fábricas, a qualquer momento, infelizmente. Quem fizer muita questão, tem que ficar ligado no site da Orval, geralmente eles abrem essa parte para visita apenas 2 dias do ano (agora em 2016 foi nos dias 16 e 17 de setembro) com vagas super limitadas. Pra ter uma ideia, quando comecei a organizar essa viagem em abril/maio desse ano, eu entrei no site pra ver sobre essa visita e todos os lugares estavam reservados.

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A gente ficou um pouco desanimado com tal noticia, mas seguimos para o outro museu, com exposição sobre a vida dos monges através de objetos, obras de arte, entre outras coisas.

Sabe aquela ultima olhada no complexo todo atras de algo que tivesse passado batido?? Foi nessa hora que eu vi uma janelinha onde eu não tinha ido xeretar. E pasmem.. foi ali que consegui fotografar tudo o que não era possivel visitar durante esse passeio.

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É preciso fazer um certo malabarismo pra garantir as fotos, mas se eu não contasse esse segredo, dava pra jurar que eu tinha caminhado por esse lugar, né?

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Pelo que fiquei sabendo conversando com algumas outros turistas, dizem que pra ter acesso a essas outras partes é necessário se hospedar ali. Os monges tem uma hospedaria, mas ela não é turística, é voltada para pessoas que queiram meditar, estudar a fundo coisas relacionadas a essa vida, entre outras temáticas.

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E por fim, fomos até a lojinha. O local não é muito grande, mas tem diversas coisas a venda. Lá é possivel encontrar desde lembrancinhas, objetos e livros religiosos, cerveja, copos e queijos Orval. Nós compramos alguns souvenirs e um combo com duas taças e uma cerveja.

E antes de ir embora, quase em frente ao local onde estacionamos o carro, mas do outro lado da rua, fica o restaurante l’Ange Gardien, que parece que pertence a Orval. Ali da pra provar todos os queijos em forma de petiscos ou pratos mais elaborados e claro, os únicos dois tipos de cervejas trapistas produzidas ali, a Orval e a Petite Orval.

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Como eu era a unica que não estava dirigindo nesse dia, pude aproveitar pra provar as cervejas in loco, acompanhada dos 3 tipos de queijos produzidos ali (Orval, Vieil Or e Orval Beer Cheese). Todos excelentes! Vale a pena!

O restaurante é relativamente grande, tem dois andares e as as áreas externas. Como o clima estava ótimo naquele dia, todas as mesas das duas varandas (inferior e superior) estavam lotadas. Nos contentamos em sentar na parte interna mesmo. O atendimento é super agilizado. As garçonetes são super simpáticas. Inclusive, uma delas veio me pedir de que parte da Rússia eu era Haahaha (Olha o sinal! A Rússia era o nosso próximo destino!). Quando falei que era do Brasil, ela ficou uns 5 minutos ali falando sem parar sobre o nosso país. Achei super simpático da parte dela ter sido assim tão entusiasmada em falar do Brasil.

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Para ir até lá, existem as seguintes formas: alugando um carro (mais recomendada, foi o que nós fizemos) e trem + ônibus (trem até Florenville e lá pegar um ônibus até a Orval).

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Bruna Bartolamei

Catarinense, mas atualmente morando em Curitiba-PR. Já morou em Edimburgo, a capital da Escócia por quase 2 anos. Criou o blog pra contar um pouco mais sobre como foi o seu intercâmbio na terra dos Kilts e das Gaitas de Fole, e também, sobre suas viagens pelo mundo.
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